Tecnologia

George Morrow, um pioneiro da computação




*Por Vivaldo José Breternitz, que fala sobre George Morrow

Dizem que quem não conhece o passado vive no escuro. Dando crédito a esse dito, é útil lembrarmos um pouco da fascinante história dos computadores e dos homens que a fizeram. Um nome importante na área foi George Morrow, que se envolveu com os computadores por hobby e acabou sendo uma dos principais figuras da nascente indústria de micros no início dos anos 70.

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George Morrow (1934-2003), nascido em Detroit, deixou a escola durante o curso médio, mas aos 28 anos voltou a estudar, graduando-se em Física pela Stanford University. Depois, fez um mestrado em Matemática e iniciou doutorado também em Matemática pela University of California (Berkeley) – o qual deixou de lado movido pela sua paixão pelos computadores.

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Enquanto se envolvia com sua paixão nos laboratórios de Berkley, passou a frequentar as reuniões do Homebrew Computer Club. Era um grupo informal que reunia aficionados por computadores. Dele participaram inúmeros empreendedores que ajudaram a desenvolver a indústria de PCs, como Adam Osborne, Steve Jobs e Steven Wozniak.

Pivot II, de George Morrow / Crédito: Domínio Público

Naquela época, a maior parte dos micros era vendida sob a forma de kits. George Morrow criou uma empresa, a MicroStuf (cujo nome foi mudado mais tarde para Thinker Toys e depois para Morrow Designs). A companhia fabricava cartões para expansão de memória e outros acessórios para máquinas fabricadas por terceiros.

Seus negócios prosperaram, tendo a Morrow Designs chegado a lançar um micro “portátil” que visava competir com o então popular Osborne 1 e que rodava sob o sistema operacional CP/M. Mas outros padrões estavam se firmando. Em 1985, Morrow lançou o Pivot, que rodava MS-DOS – e que, entre outras novidades, era inteiramente negro, diferentemente das máquinas da época, todas fabricadas em cinza ou bege.

Mas não eram só os padrões que estavam mudando. As grandes corporações passaram a se interessar pelo mundo dos micros e seu poder econômico inviabilizou as pequenas empresas: em 1986, Morrow faliu.

Mas Morrow era realmente uma figura original: passou seus últimos anos cuidando de sua grande coleção de discos 78 rpm, quase todos de jazz e música para dançar dos anos 20 e 30. O espírito empreendedor também prevaleceu: ele desenvolveu um sistema para digitalizar e remasterizar aquelas velhas gravações, distribuindo-as em CDs sob seu próprio selo, o Old Masters.

A respeito de sua experiência como empresário, deixou um ensinamento importante, especialmente para os que estão no ramo de tecnologia da informação. Ele disse que estar no negócio de microcomputadores é como estar guiando a 100 quilômetros por hora a um metro de um precipício.

*Vivaldo José Breternitz, doutor em ciências pela Universidade de São Paulo, é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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