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Como é voar de Breeze, a companhia aérea low cost do dono da Azul nos EUA
Por Paulo Basso Jr.
Do Rota de Férias
31/01/2022 | 16:55
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Muitos viajantes em busca de conexões domésticas nos EUA se perguntam como é voar de Breeze Airways, companhia aérea baseada em Utah e fundada em 2018 por David Neeleman, empresário brasileiro-americano que também é dono da JetBlue e da Azul Linhas Aéreas. Neste texto, vou contar minha experiência a bordo de uma aeronave da empresa.

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 Para onde voa a Breeze Airways

Paulo Basso Jr.
Avião da Breeze é azul

Em 2020, a Breeze Airways começou a operar voos nos EUA de maneira semelhante à da Azul no Brasil. A ideia central da companhia é promover rotas diretas entre cidades secundárias que, geralmente, são ligadas apenas com conexão a grandes centros pelas grandes companhias, como American Airlines, Delta e United.

A base da Breeze Airways é Salt Lake City, a capital do Utah. No meio do caminho entre cidades grandes do oeste, como Los Angeles, e Chicago, ao norte dos EUA, o lugar despontou como um hub estratégico que, até então, era pouco explorado no país.

Hoje, a empresa aérea de Neeleman opera dezenas de rotas e voa para cidades como Tampa (Florida), Charleston (South Caroline), Louisville (Kentucky), Bentonville (Arkansas), Oklahoma City (Oklahoma) e San Antonio (Texas). Além disso, tem rotas para New Orleans (Louisiana), Pittsburgh (Pensilvânia) e até mesmo Nova York (Nova York), usando o aeroporto local Long Island MacArthur Airport (ISP).

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A frota da Breeze Airways

Paulo Basso Jr.
Interior do Embraer E195 da Breeze

A maioria dos aviões da Breeze Airways é formada por modelos Embraer E195 de 118 lugares arrendados junto a Azul. Há também aeronaves Embraer E190, de 108 lugares e, a partir de 2022, alguns Airbus A220-300, maiores, com os quais há até a intenção de cobrir rotas entre os EUA (Flórida) e o Brasil.

Os aviões da empresa aérea são pintados de azul, com o logo da companhia ressaltado em outros tons da mesma cor e alguns detalhes em branco.

Para quem deseja saber como é voar de Breeze Airways, eu embarquei em um Embraer E195. Abaixo, conto os detalhes.

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Como comprar passagens da Breeze Airways

É possível comprar passagens da Breeze a partir do site oficial ou baixando o app da companhia aérea nas lojas da Apple e do Google.

O processo é todo digitalizado e confiável, a exemplo de outras empresas aéreas low cost dos EUA. Confira aqui como é voar de Allegiant e, aqui, como é voar de Frontier, por exemplo.

  • Veja o passo a passo para comprar passagens da Breeze Airways no site:

1. Na tela inicial, defina os destinos para os quais irá voar. Assim que você começar a digitar o nome da cidade ou as iniciais do aeroporto, as sugestões cobertas pela Breeze aparecerão automaticamente. Logo acima, marque se a viagem será de ida e volta (Roundtrip) ou de uma única perna (One Way).

2. Ao clicar nas datas, um calendário irá se abrir com as ofertas dos próximos meses. As que aparecem em verde são as mais baratas. Repare que há muitas opções para voos de fim de semana, uma das características da Breeze.

3. Depois de escolher as datas de ida e volta, indique o número de tíquetes que deseja comprar (Guest) e pressione a seta para a direita. Na tela seguinte, Você verá todos os detalhes dos voos escolhidos, como preços e horários. Clique nos botões “Selected” para selecioná-los ou volte para fazer uma nova busca.

4. Com tudo definido, você será encaminhado para a tela de login. Nela, terá que colocar alguns dados pessoais, como e-mail, nome, telefone, gênero e data de nascimento.

5. A partir daí, poderá escolher os assentos que, como ocorrem na maioria das low cost americanas, são cobrados a parte. Quanto mais a frente,  mais caro ele sai. Repita o processo em todos os voos selecionados.

6. Quando acabar, pressione “Continue to bags”, para selecionar as bagagens. Uma mochila e uma bolsa, definidas como Personal Item (item pessoal) são gratuitas, enquanto as malas de bordo (Carry-On Bag) ou despachadas (Checked Bags) são cobradas a parte – US$ 25 e US$ 29, respectivamente, por unidade e por voo.

7. Nas próximas telas, é hora de preencher os formulários com os dados dos passageiros, conferir o resumo da viagem e, por fim, fazer o pagamento. A confirmação é exibida no final do processo, e um e-mail com a reserva é enviado para o endereço cadastrado.

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Como é voar de Breeze

Minha primeira tentativa de saber como é voar de Breeze foi frustrada, mas não apenas por conta da companhia. Eu faria um voo entre Bentonville e New Orleans, que foi cancelado por conta de uma forte chuva que atingiu os EUA no mesmo dia e, também, por um problema aéreo que impediu que o avião decolasse.

No aeroporto, fui informado pelos funcionários da empresa que receberia um e-mail com detalhes de devolução do dinheiro ou remarcação. E isso, de fato, isso ocorreu nas primeiras horas após o cancelamento do voo.

Optei por receber créditos, uma vez que eu havia comprado as passagens por US$ 78 e a Breeze me ofereceu US$ 200 como compensação. Tão logo concordei com a proposta, os créditos entraram em minha conta.

Semanas depois, os aproveitei para comprar passagens de ida e volta entre Bentonville e Tampa Bay. E, enfim, consegui voar de Breeze.

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Check in

Fiz o check in online de maneira rápida e simples, apenas dando OK nas confirmações solicitadas. Só achei ruim o aplicativo não permitir que quem viajasse comigo cadastrasse previamente o voo em sua conta, facilitando o processo. Diversas companhias permitem isso, inclusive low cost.

Na prática, se alguém comprar a passagem para você, como uma empresa, por exemplo, só ela poderão acrescentar malas ou modificar o assento antes de você chegar ao aeroporto. O grande impasse aqui é que enquanto o uma mala de bordo adicional custa US$ 20 ao ser adquirida previamente online, no aeroporto ela custa US$ 50.

Nem com o localizador você consegue fazer esses procedimentos na hora do check in online, o que é uma grande falha. De qualquer forma, feito o check in, você receberá o código de barras para o embarque e poderá apresentá-lo no celular antes de entrar no avião..

Aqui, um detalhe interessante: não sei se é porque a Breeze é uma companhia nova, mas os dados do voo não aparecem facilmente quando você faz a busca pelo número do voo e a data correspondente no Google. É preciso entrar no site ou no app da companhia para ver os detalhes antes do embarque. Outra opção é fazer uma busca mais completa, escrevendo “Breeze Airwaus + o número do voo e, às vezes, os aeroportos de partida e chegada”.

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Embarque

Paulo Basso Jr.
Embarque da Breeze em Bentonville (AR)

Quando cheguei ao aeroporto, já estava tudo certo. Não tinha malas para despachar, então segui direto para o portão de embarque.

Cerca de 30 minutos antes do voo, meu grupo, que era Zona 3, já estava embarcando normalmente. Basta apresentar a passagem, em papel ou no celular, no leitor do código de barras e seguir em frente.

Por dentro do avião da Breeze

Paulo Basso Jr.
Assentos do Embraer E195 da Breeze

Uma vez no avião da Breeze, tive uma grata surpresa. O Embraer E195 em que voei tinha fileiras duplas de assentos dos dois lados, com bancos reclináveis e macios, com acolchoados na cor cinza. O conforto é bem maior que o oferecido por outras low cost em que voei nos EUA, como a Allegiant e a Frontier.

Paulo Basso Jr.
Compartimento de bagagens

Para as bagagens, é possível usar o compartimento superior, que acomoda apenas mochilas ou malas menores, ou colocá-las sob o assento da frente. Neste último caso, o espaço para as pernas, naturalmente, fica um pouco reduzido.

Paulo Basso Jr.
Espaço para pernas

Por falar nisso, tenho 1,80 metro de altura e minhas pernas ficaram a cerca de quatro dedos do banco da frente, o que considerei bom. A mesinha posicionada no encosto traseiro é ampla. Não há tomada ou entretenimento a bordo, tampouco suporte para acomodar o telefone celular.

Paulo Basso Jr.
A mesinha é ampla, ao contrário de algumas low cost

Fiz algumas fotos, mas a comissária de bordo, educadamente, veio falar comigo e pediu para que eu parasse. Confesso que essa é a primeira vez que passei por esse tipo de experiência a bordo, uma vez que funcionários até oferecem para bater fotos para você, desde que não registre outros passageiros. Também não achei a proibição na política de voo da companhia.

De qualquer forma, respeitei o pedido numa boa. O serviço, de forma geral, foi cordial, embora sem a tradicional animação que caracteriza empresas aéreas concorrentes, como Allegiant e Frontier.

Após alguns minutos de voo, foram oferecidas bebidas e comidas. Não há pratos quentes, apenas sanduíches e alguns snacks. Tudo é cobrado, à exceção da água.

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Conclusão

Após o pouso em Tampa (por sinal, uma cidade que eu adoro, como você pode ver aqui), anunciado previamente e sem muitos detalhes pelo comandante, o desembarque em Tampa se desenrolou normalmente, com saudações dos funcionários.

Em resumo, minha experiência em como voar de Breeze foi bastante satisfatória, sobretudo no que se refere à expectativa de conforto ao embarcar em uma low cost. Se você for fazer voos domésticos nos EUA, a companhia aérea do dono da Azul é, sem dúvida, uma boa opção.

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