Política Titulo Charge-01 de junho

Destino ao Hospital Jardim

01/06/2025 | 08:01
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Ilustração: Seri/DGABC
Ilustração: Seri/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O avanço nas negociações entre a Prefeitura de Santo André e os proprietários do antigo Hospital e Maternidade Jardim é passo importante para enfrentar um problema urbano que se arrasta há mais de uma década. O edifício, na Rua das Bandeiras, no Bairro Jardim, tornou-se motivo de inquietação para moradores e poder público devido ao estado de abandono, à dívida acumulada e aos riscos sanitários e de segurança que representa. A tentativa de solucionar o impasse por meio da anticrese – instrumento legal que permite o uso do imóvel como compensação por dívidas – mostra disposição em resolver a situação de forma consensual, sem recorrer a processos mais onerosos e demorados, como a desapropriação judicial.

A proposta da Prefeitura não apenas visa amortizar dívida que ultrapassa R$ 70 milhões, como também busca devolver ao imóvel uma função social, contribuindo para o fortalecimento de equipamentos públicos em áreas essenciais. A possibilidade de instalação de órgãos como Delegacia de Defesa da Mulher, Cartório Eleitoral ou unidade do Procon, atualmente ocupando prédios alugados, sugere um caminho que, além de atender à população, pode representar economia significativa aos cofres públicos. Há ainda o interesse da UFABC (Universidade Federal do ABC) em utilizar o local para expansão, o que daria nova vida ao endereço com atividades acadêmicas e científicas, ampliando a presença da universidade na cidade.

Diante do passivo acumulado e da deterioração visível da estrutura, a retomada do diálogo com os proprietários e a abertura para uma solução compartilhada revelam postura pragmática por parte da administração municipal. A visita técnica já autorizada e os estudos físicos e sanitários previstos indicarão se o prédio pode ser reutilizado ou se haverá necessidade de outras medidas, como a demolição. O importante, neste momento, é que as tratativas ganhem continuidade e que o imóvel deixe de ser um problema para se tornar parte da solução urbana de Santo André. Dar uso público a um espaço tão simbólico, hoje marcado pelo abandono, seria um acerto administrativo e uma resposta positiva às demandas da vizinhança.

DGABC



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