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Testamos: nova Fiat Strada é quase um carro com caçamba

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Leo Alves
Do Garagem360

29/10/2020 | 13:48


A geração passada da Fiat Strada foi o primeiro veículo avaliado pelo Garagem360 em 2020. Na ocasião, elogiamos a versatilidade do modelo, embora tenhamos pontuado a defasagem de seu projeto – que estreou no Brasil em 1998. Alguns meses após a avaliação, uma nova geração da picapinha foi lançada e, até o momento, tem conseguido manter a trajetória de sucesso do modelo que era derivado do primeiro Palio. Carro mais vendido do Brasil em setembro, a Strada 2021 foi avaliada durante uma semana na versão Volcano, a mais completa, e se mostrou mais próxima a um automóvel de passeio, embora ainda seja um competente veículo de carga.

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Evolução nova Fiat Strada

Se antes a Strada com cabine dupla era mais indicada apenas para crianças no banco traseiro, agora a picape pode até ser utilizada por adultos. O espaço interno melhorou e é possível que quatro ocupantes convivam bem no habitáculo, principalmente se o motorista tiver menos de 1,80 m. Agora com quatro portas – antes eram três, sendo que a traseira era do tipo suicida – a cabine ficou mais acessível aos frequentadores do banco posterior.

E já que a cabine está em pauta, houve uma melhora geral no desenho de todo o painel. Todas as peças são bem encaixadas e a ergonomia é boa. O acabamento não é luxuoso, com bastante uso de plástico, mas não decepciona. O painel de instrumentos é o mesmo utilizado nas versões mais completas de Mobi e Uno e também agrada. A leitura é fácil e a tela de LCD colorida exibe os dados do computador de bordo, como consumo, pressão dos pneus e medidor digital de velocidade.

Ao volante

Ao sentar no banco do motorista pela primeira vez, dois aspectos ganharam a minha atenção. O primeiro, e positivo, foi o conforto dele. Já o segundo, não tão positivo assim, é referente à altura excessiva dele. Mesmo na posição mais baixa tem-se a impressão de que a Strada é mais alta do que de fato é. A estranheza diminui após alguns dias, mas é facilmente notada após andar em algum outro veículo.

Apesar desse detalhe, a posição de dirigir da picape é boa – e melhor que a da antiga. Sempre equipada com câmbio manual, ela herdou os pedais de acionamento leve dos irmãos Uno e Argo, bem como o engate preciso, mas borrachudo, da alavanca de marchas.

LEIA MAIS: Testamos: com design vintage, Fiat Strada Freedom agrada pela fusão “trabalho e passeio”

Nissan lança novo Versa no Brasil; preços começam em R$ 72.990

Sob o capô, o motor Firefly 1.3 de 109 cv dá conta do recado. Ele puxa bem os 1.174 kg da picape, entrega retomadas rápidas e vence subidas sem dificuldades. Talvez com a caçamba carregada – que tem capacidade máxima de 650 kg – haja uma perda considerável de desempenho, mas não foi possível enchê-la com essa quantidade de peso.

O rodar da Strada é macio e confortável, mas a caçamba pula um pouco quando está vazia. O ajuste da suspensão é voltado ao conforto, mas a picape encara curvas com disposição. A estabilidade é boa e o motorista se sente seguro a todo instante.

Veredito

Como dito no título, a nova geração da picape compacta pode ser comparada a um carro de passeio, embora ainda seja um veículo utilitário. A Strada ficou mais confortável e utilizável para pequenas família, mas sua principal função continua sendo a de transporte de carga. Nesse sentido também há evoluções, principalmente no acesso à caçamba que agora tem uma porta bem mais leve. Outro ponto positivo é a iluminação da área de carga, que já vem de série na versão Volcano.

Evoluída em todos os sentidos, a nova geração da Fiat Strada tem tudo para seguir na liderança de seu segmento e das picapes em geral. Caso esteja considerando uma para sua garagem, vale conferir a versão Volcano, já que a Freedom com cabine dupla é apenas R$ 3 mil mais barata e não tem a central multímidia de sete polegadas de série. Para acrescentá-la, é preciso desembolsar R$ 2.990, o que iguala o preço das duas configurações, só que apenas a Volcano tem os faróis em LED, rack de teto e santantônio.

O preço de R$ 82.290 cobrado pela versão mais completa até parece alto, mas ele consegue ser mais em conta que os R$ 93.590 cobrados pela VW Saveiro cabine dupla – que só tem duas portas. Por ser mais moderna que a concorrência e ter evoluído em todos os aspectos, não tem como não apontar a nova Fiat Strada como uma boa compra em sua categoria.

Raio-X

Fiat Strada Volcano

Motorização: 1,3l 8v Firefly dianteiro transversal flex

Potência máxima (etanol): 109 cv a 6.250 rpm

Torque máximo (etanol): 14,2 kgfm a 3.500 rpm

Transmissão: manual de cinco marchas

Dimensões: 4,48 m x 1,73 m x 1,59 m (comprimento x largura x altura)

Distância entre eixos: 2,73 m

Peso: 1.174 kg

Capacidade de carga: 650 kg (844 L)

Consumo médio: 8,5 km/l (segundo o computador de bordo)

Preço: R$ 82.290

Pontos positivos: evolução no espaço da cabine, agradável ao volante e versatilidade

Pontos negativos: banco do motorista alto, ausência da partida por botão e pulos da caçamba quando vazia

Nota: 6,25



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Testamos: nova Fiat Strada é quase um carro com caçamba

Leo Alves
Do Garagem360

29/10/2020 | 13:48


A geração passada da Fiat Strada foi o primeiro veículo avaliado pelo Garagem360 em 2020. Na ocasião, elogiamos a versatilidade do modelo, embora tenhamos pontuado a defasagem de seu projeto – que estreou no Brasil em 1998. Alguns meses após a avaliação, uma nova geração da picapinha foi lançada e, até o momento, tem conseguido manter a trajetória de sucesso do modelo que era derivado do primeiro Palio. Carro mais vendido do Brasil em setembro, a Strada 2021 foi avaliada durante uma semana na versão Volcano, a mais completa, e se mostrou mais próxima a um automóvel de passeio, embora ainda seja um competente veículo de carga.

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Evolução nova Fiat Strada

Se antes a Strada com cabine dupla era mais indicada apenas para crianças no banco traseiro, agora a picape pode até ser utilizada por adultos. O espaço interno melhorou e é possível que quatro ocupantes convivam bem no habitáculo, principalmente se o motorista tiver menos de 1,80 m. Agora com quatro portas – antes eram três, sendo que a traseira era do tipo suicida – a cabine ficou mais acessível aos frequentadores do banco posterior.

E já que a cabine está em pauta, houve uma melhora geral no desenho de todo o painel. Todas as peças são bem encaixadas e a ergonomia é boa. O acabamento não é luxuoso, com bastante uso de plástico, mas não decepciona. O painel de instrumentos é o mesmo utilizado nas versões mais completas de Mobi e Uno e também agrada. A leitura é fácil e a tela de LCD colorida exibe os dados do computador de bordo, como consumo, pressão dos pneus e medidor digital de velocidade.

Ao volante

Ao sentar no banco do motorista pela primeira vez, dois aspectos ganharam a minha atenção. O primeiro, e positivo, foi o conforto dele. Já o segundo, não tão positivo assim, é referente à altura excessiva dele. Mesmo na posição mais baixa tem-se a impressão de que a Strada é mais alta do que de fato é. A estranheza diminui após alguns dias, mas é facilmente notada após andar em algum outro veículo.

Apesar desse detalhe, a posição de dirigir da picape é boa – e melhor que a da antiga. Sempre equipada com câmbio manual, ela herdou os pedais de acionamento leve dos irmãos Uno e Argo, bem como o engate preciso, mas borrachudo, da alavanca de marchas.

LEIA MAIS: Testamos: com design vintage, Fiat Strada Freedom agrada pela fusão “trabalho e passeio”

Nissan lança novo Versa no Brasil; preços começam em R$ 72.990

Sob o capô, o motor Firefly 1.3 de 109 cv dá conta do recado. Ele puxa bem os 1.174 kg da picape, entrega retomadas rápidas e vence subidas sem dificuldades. Talvez com a caçamba carregada – que tem capacidade máxima de 650 kg – haja uma perda considerável de desempenho, mas não foi possível enchê-la com essa quantidade de peso.

O rodar da Strada é macio e confortável, mas a caçamba pula um pouco quando está vazia. O ajuste da suspensão é voltado ao conforto, mas a picape encara curvas com disposição. A estabilidade é boa e o motorista se sente seguro a todo instante.

Veredito

Como dito no título, a nova geração da picape compacta pode ser comparada a um carro de passeio, embora ainda seja um veículo utilitário. A Strada ficou mais confortável e utilizável para pequenas família, mas sua principal função continua sendo a de transporte de carga. Nesse sentido também há evoluções, principalmente no acesso à caçamba que agora tem uma porta bem mais leve. Outro ponto positivo é a iluminação da área de carga, que já vem de série na versão Volcano.

Evoluída em todos os sentidos, a nova geração da Fiat Strada tem tudo para seguir na liderança de seu segmento e das picapes em geral. Caso esteja considerando uma para sua garagem, vale conferir a versão Volcano, já que a Freedom com cabine dupla é apenas R$ 3 mil mais barata e não tem a central multímidia de sete polegadas de série. Para acrescentá-la, é preciso desembolsar R$ 2.990, o que iguala o preço das duas configurações, só que apenas a Volcano tem os faróis em LED, rack de teto e santantônio.

O preço de R$ 82.290 cobrado pela versão mais completa até parece alto, mas ele consegue ser mais em conta que os R$ 93.590 cobrados pela VW Saveiro cabine dupla – que só tem duas portas. Por ser mais moderna que a concorrência e ter evoluído em todos os aspectos, não tem como não apontar a nova Fiat Strada como uma boa compra em sua categoria.

Raio-X

Fiat Strada Volcano

Motorização: 1,3l 8v Firefly dianteiro transversal flex

Potência máxima (etanol): 109 cv a 6.250 rpm

Torque máximo (etanol): 14,2 kgfm a 3.500 rpm

Transmissão: manual de cinco marchas

Dimensões: 4,48 m x 1,73 m x 1,59 m (comprimento x largura x altura)

Distância entre eixos: 2,73 m

Peso: 1.174 kg

Capacidade de carga: 650 kg (844 L)

Consumo médio: 8,5 km/l (segundo o computador de bordo)

Preço: R$ 82.290

Pontos positivos: evolução no espaço da cabine, agradável ao volante e versatilidade

Pontos negativos: banco do motorista alto, ausência da partida por botão e pulos da caçamba quando vazia

Nota: 6,25

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