Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 8 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Cautela na Black Friday é a aliada, diz Fernando Capez

Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Diretor executivo do Procon alerta a descontos ‘mirabolantes’ e diz que ‘combustível’ dos criminosos é a ganância da vítima


Francisco Lacerda
Do Diário do Grande ABC

25/11/2021 | 00:01


A migração dos delinquentes das ruas para as redes sociais é uma das preocupações do diretor executivo da Fundação Procon de São Paulo, Fernando Capez, nesta Black Friday. O gestor participou ontem da live do Diário com dicas para evitar frustrações em compras on-line e o que fazer ao cair em golpes na internet. 

Integrante há mais de 30 anos do Ministério Público, Capez revela que foram quase 2 milhões de reclamações ao Procon-SP relacionadas ao comércio eletrônico, o e-commerce, a compra feita a distância, por telefone ou internet, em seis meses. O órgão de defesa do consumidor tem convênio com cerca de 400 municípios, “porta aberta, funcionando”, diz ele. 

Capez sugere que o consumidor, antes de efetuar a aquisição, pesquise no site do próprio Procon, no qual há relação de aproximadamente 150 empresas com restrições. Mas a cautela ainda é grande aliada. “O combustível do estelionatário é a ganância da vítima, que acha que só ela é esperta, que só ela vai fazer grande negócio. Mas esquece que ninguém entra no comércio para fazer caridade. O que move a atividade empresarial é o lucro. Se o preço está abaixo do razoável, resista, porque pode ser que você não receba o produto”, alerta o jurista.

Capez propõe também que, antes do ato, seja feita lista com prioridades do que é necessário comprar. O preço total do produto, acrescenta, também tem de ser checado. “Tem muito desconto maquiado, a famosa metade do dobro. Não se impressione com os descontos, porque, às vezes, a empresa foi aumentando devagarinho.”

Verificar endereço da empresa com a qual negocia, procurar saber o CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica), não responder a ofertas “mirabolantes”, averiguar o preço real do produto já com fretes e taxas embutidas também são dicas para evitar de se constranger depois. “Porque haverá bombardeio de oferta” e, provavelmente, o consumidor vai sair da Black Friday endividado, vai tomar golpe e perder dinheiro.” 

“ O primeiro alerta é em relação a sites falsos, empresas que não existem, em que o site é maquiado, ou é cópia muito bem feita de grandes empresas, grandes plataformas, ou a criação de nova empresa, como arara, só para dar golpe”, informa o jurista.

As plataformas digitais, segundo ele, são os setores mais problemáticos no momento da compra. “A Facily teve 160 mil reclamações de não entrega nos últimos seis meses. O Mercado Livre teve um monte de reclamação. O Alibaba, a mesma coisa. E a Shopee deu problema. Todas as plataformas, de maneira geral, dão problemas”, comenta.

Os artigos mais consumidos nesta data são, de acordo com Capez, tênis, peças de vestuário e eletrônicos. Ele ensina que, caso sinta-se engando, o consumidor tem de fazer a reclamação no site do órgão de defesa do consumidor. “Vai abrir a página; clique na barra ‘Faça aqui sua reclamação’. Ao clicar, vai gastar dois minutos, e receber número de protocolo. O Procon vai ajudar.” 

Outra questão que merece cuidado por parte do consumidor, diz, são as transações efetuadas pela chave pix. “Estou peitando o BC (Banco Central), discutindo com os diretores, porque criaram produto sem falar com as autoridades de segurança pública. Explodiram os sequestros relâmpagos e os latrocínios, que são os roubos seguidos de morte, ligados ao pix. O Procon sugere a transferência de valores acima de R$ 1.000 só para contas pré-cadastradas com antecedência de pelo menos 24 horas. Se tomar golpe de R$ 4.000, por exemplo, não vai conseguir passar esse valor. Só depois de 24 horas, depois consultou. O BC não aceitou a sugestão. Pix é para substituir a transferência por dinheiro, tomar café na padaria, pagar o sorveteiro na praia, o Uber, o táxi. Para contas grande tem de se planejar”, finaliza.

Clique aqui e assista a live completa



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;