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Apoio dividido ao PT implode a executiva do PMDB

Justificativa se vale da ausência de convocação de vereadores
para a reunião definidora da postura em maioria no diretório


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

02/11/2012 | 06:59


Após abaixar a poeira do pleito, os rachas partidários começam a se aflorar diante do desgaste das decisões adotadas durante o processo eleitoral. Ex-dirigente da executiva municipal do PMDB, o presidente da Câmara de Santo André, José de Araújo, disparou contra o anúncio de apoio formal da comissão provisória peemedebista à candidatura do PT, encabeçada pelo deputado Carlos Grana. A declaração, segundo o vereador, foi unilateral e, por isso, sem legitimidade. "Não tem valor legal."

A justificativa se vale da ausência de convocação dos vereadores por edital para reunião definidora da postura em maioria no diretório, medida estatutária necessária para tornar o posicionamento oficial. Reeleito para o oitavo mandato parlamentar, Araújo alfinetou a comissão ao afirmar que somente "meia dúzia de gatos pingados" tomou a atitude por desespero. "Se posicionaram mesmo sem possuir votos e sem condição moral para falar em nome do PMDB, não representam o partido." O também vereador reeleito Sargento Juliano (PMDB) adota o mesmo posicionamento.

Araújo afirmou, inclusive, que a postura da comissão é incoerente, referindo-se a integrantes do grupo que "ocuparam cargo na administração (Aidan) até pouco tempo". O PMDB possuía cerca de 50 nomes indicados no governo petebista, em especial no Instituto Carvalho, entidade que prestava serviços na área de Saúde de Santo André. Por outro lado, em 2011, o Paço rompeu o convênio com a ONG depois de constatar irregularidades na prestação de contas. A investigação do caso tramita no Ministério Público.

A providência da executiva surgiu depois de o ex-prefeiturável Nilson Bonome (PMDB) declarar adesão ao prefeito Aidan Ravin (PTB), então candidato à reeleição. Na ocasião, tanto Araújo quanto Sargento Juliano já haviam demonstrado caminhar na raia governista. A comissão repudiou a postura de Bonome, alegando que a opção do ex-homem-forte do governo petebista era individual, frontalmente contrária à orientação dos presidentes do PMDB Michel Temer (nacional) e Baleia Rossi (estadual).

Com a ruptura entre as partes, a presidência provisória de Bonome fica ameaçada. O peemedebista não foi localizado para comentar o assunto.

 

 



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