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O samba dos partidos doidos

O governador paulista Geraldo Alckmin vai declarar apoio a um entre cinco candidatos de seu partido, o PSDB:


Carlos Brickmann

22/02/2012 | 00:00


O governador paulista Geraldo Alckmin vai declarar apoio a um entre cinco candidatos de seu partido, o PSDB: quatro que disputam as prévias (Andréa Matarazzo, Bruno Covas, José Aníbal, Ricardo Tripoli) ou o eterno indeciso José Serra. Mas o candidato que Alckmin apoia mesmo é Gabriel Chalita, do PMDB.

O PT lança Fernando Haddad, ex-ministro da Educação. Mas os petistas gostariam mesmo de apoiar Marta Suplicy, que Lula empurrou para fora da eleição.

O PTB anuncia o advogado Luiz Flavio Borges d'Urso, presidente da OAB paulista. Mas o cacique do partido, Campos Machado, é fiel a Alckmin e vai apoiar o candidato de Alckmin. Dependendo da negociação, pode até ser Chalita.

O prefeito Kassab flerta com todos mas prefere Serra. Se Serra não sair, fecha com Lula. Kassab com o PT? Ué, se Lula e Kassab são parceiros, por que não?

Kassab parece ter percebido mais depressa que os outros a verdade da situação: se a geleia é geral, se o bolo tem nomes diferentes mas a farinha é a mesma, tanto faz apoiar Lula ou Serra. Alckmin nem tanto, porque um dos seus sonhos, que vem tentando realizar há anos, até agora sem sucesso, é prestar solidariedade a seus aliados Serra e Kassab por terem de abandonar a política.

Ideias, programas, objetivos compartilhados, nada disso: neste tipo de jogo vale tudo, até gol de mão, impedido, após o tempo regulamentar, em busca dos três pontos.

Pois não é que Alckmin, pensando no futuro, possa até jogar junto com Serra, pensando talvez em enfraquecer seu outro aliado Aécio Neves?

O sempre-vivo

José Serra, aliás, é um fenômeno da política brasileira. Há alguns anos, este colunista perguntou a um tucano por que Mário Covas não gostava de Serra. Resposta: "E quem é que gosta do Serra?" Os aliados não gostam dele, os adversários não gostam dele, sua insistência em só decidir quando é bom para si mesmo e não levar em conta as necessidades do partido é detestada. E mesmo assim é um quadro importante do PSDB e da política brasileira, com força suficiente para arrastar seu sonho de ser presidente. A propósito, Serra não pode ser acusado de desgostar de todos os outros políticos.

Ele apenas os despreza.

Transparência

Imprensa é uma coisa engraçada: pois não é que estão dando com grande destaque o assalto em que foi usado um carro oficial, no Ceará?

Besteira: no fundo, em quantos dos assaltos que sofremos não houve carros oficiais?

E a festa continua

Acabou nosso Carnaval? Não: em Aparecida do Norte, SP, a centenas de quilômetros de qualquer jogo do Mundial, está sendo construído um hotel com fundos da Copa. De acordo com dados da Controladoria Geral da União, divulgados pelo portal Contas Abertas, já foram liberados R$ 17,4 milhões da linha de crédito ProCopa Turismo, do BNDES; no total, são R$ 51,9 milhões.

Não que o hotel não vá ter utilidade, já que o turismo em Aparecida do Norte é intenso. Só que é turismo religioso; e as verbas da Copa religiosas é que não são.

Foi mas não foi

Lembra de Carlos Lupi, o ministro do Trabalho, envolvido em suspeitas de irregularidades em contratos com ONGs, que a presidente Dilma Rousseff teve o maior trabalho para afastar? Pois bem: arranjaram-lhe uma boquinha na Prefeitura do Rio, como assessor especial (R$ 8.500,00 mensais).

Mas alguém viu a nomeação no Diário Oficial e espalhou a notícia - o que poderia estimular os meios de comunicação a verificar como andam as investigações sobre o ex-ministro. Resultado: Lupi, nomeado no dia 17, foi exonerado já no dia 18.

Lá como cá

Um anúncio fantástico acaba de ser publicado nos Estados Unidos: se você é um velhinho carente e doente e não há lugar disponível nos asilos públicos, que fazer? Simples: pegue um revólver e quatro balas e atire em quatro parlamentares. Você será preso e condenado. Na cadeia, terá teto, três refeições diárias, todo o tratamento de saúde de que necessitar (veja bem, isso acontece lá, mas não aqui).

Precisa de dentadura? OK. Precisa de óculos? OK. Alguma operação, próteses? Sem problemas. Quem paga este plano é o mesmo Governo que não podia arcar com as despesas de um velhinho doente e carente no asilo.

E o melhor de tudo: estando preso, você não tem de pagar imposto de renda.

Lá e cá

O Ministério Público da Alemanha decidiu investigar o presidente da República, Christian Wulff, por denúncias de recebimento de vantagens de empresários amigos. Que fez Wulff: disse que não sabia de nada? Disse que o presidente, por ser presidente, tinha direito àquelas vantagens? Disse que não houve vantagem nenhuma, e que seus adversários apenas queriam atingi-lo?

O caro leitor errou todas. Wulff disse que a confiança dos cidadãos no presidente foi afetada e, por isso, renunciaria, por falta de condições de ocupar o cargo. O presidente da Alemanha não tem função executiva: só representa a unidade nacional. Mesmo assim, preferiu afastar-se e só voltar à política depois de investigadas todas as suspeitas.

Como se diz Mensalão em alemão?



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