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Cuidado com a dengue

Atualmente, a doença é considerada um dos principais problemas de saúde pública de todo o mundo


Leo Kahn

24/12/2009 | 00:00


Virose transmitida pelo mosquito aedes aegypti, ocorrendo infecção que é causada por qualquer um dos quatro tipos (1, 2, 3 e 4) do vírus da dengue e produzem as mesmas manifestações.

Atualmente, a doença é considerada um dos principais problemas de saúde pública de todo o mundo. Aqui no Brasil estamos entrando em outro surto neste verão.

As epidemias geralmente ocorrem no verão, durante ou imediatamente após períodos chuvosos. A dengue está se expandindo rapidamente e a grande preocupação é de que, nos próximos anos, a transmissão aumente por todas as áreas tropicais do mundo se medidas eficientes não forem tomadas para a contenção das epidemias.

Os transmissores da dengue proliferam-se dentro ou nas proximidades de habitações, em qualquer ponto de água limpa (caixas-d'água, cisternas, latas, pneus, cacos de vidro, vasos de plantas). As bromélias, que acumulam água na parte central (aquário), também podem servir como criadouros. A transmissão ocorre mais em cidades, mas é incomum em locais com altitudes superiores a 1.200 metros.

O diagnóstico é clínico e realizado essencialmente por exclusão de outras doenças.

Exames como hematócrito e contagem de plaquetas podem trazer informações úteis quando analisados por um médico, mas não comprovam o diagnóstico, uma vez que também podem estar alterados em várias outras infecções.

A comprovação, se desejada por algum motivo, pode ser feita através de sorologia que começa a ficar ‘positiva' a partir do quarto dia de doença.

A dengue pode se apresentar clinicamente de quatro formas diferentes:

Infecção inaparente - A pessoa está infectada pelo vírus, mas não apresenta sintomas.

Dengue clássica - É uma forma mais leve da doença e semelhante à gripe. Geralmente, inicia de uma hora para outra e dura entre cinco e sete dias. A pessoa tem febre alta (39°C a 40°C), dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjoos, vômitos, manchas vermelhas na pele e dor abdominal.

Dengue hemorrágica - É grave e se caracteriza por alterações da coagulação sanguínea. Inicialmente, assemelha-se à dengue clássica, mas, após o terceiro ou quarto dia, surgem hemorragias em virtude do sangramento de pequenos vasos na pele e nos órgãos internos. Assim que os sintomas de febre acabam, a pressão arterial do doente cai, o que pode gerar tontura, queda e choque. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.

Síndrome de choque - É a mais séria apresentação da dengue e se caracteriza por uma grande queda ou ausência de pressão arterial. A pessoa acometida pela doença apresenta um pulso quase imperceptível, inquietação, palidez e perda de consciência. Há registros de alterações neurológicas, problemas cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, hemorragia digestiva e derrame pleural.

SINAIS E SINTOMAS

Em geral, o início é súbito, com febre alta, dor de cabeça e dores no corpo. É comum a sensação de cansaço, falta de apetite e, por vezes, náuseas e vômitos. Podem aparecer manchas vermelhas na pele, parecidas com as do sarampo, e prurido (coceira) no corpo. Também pode ocorrer algum tipo de sangramento (no nariz ou nas gengivas).

SAIBA MAIS

- A dengue não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra.

- Acredita-se que, de cada dez pessoas infectadas, apenas uma ou duas ficam doentes.

- O mosquito aedes aegypti pica apenas durante o dia, ao contrário do mosquito comum (Culex), que ataca à noite.

- Lave bem os pratos de plantas e xaxins, passando uma bucha para eliminar os ovos do mosquito. Uma boa solução é trocar a água por areia molhada nos pratinhos.

- Limpe as calhas e as lajes das casas.

- Lave bebedouros de aves e animais com uma escova.

- Guarde garrafas vazias de cabeça-para-baixo.

- Jogue no lixo copos descartáveis, tampinhas de garrafa, latas e tudo o que acumula água. Atenção, o lixo deve ficar o tempo todo fechado.

- Em locais de maior ocorrência, use calças e camisas de manga comprida, e repelentes contra insetos à base de DEET nas roupas e no corpo, sempre observando a concentração máxima para crianças (10%) e adultos (30%).

- Para reduzir a população do mosquito, é feita a aplicação de inseticida através do fumacê, que deve ser empregado apenas quando está ocorrendo epidemias.

- O fumacê não acaba com os criadouros e precisa ser sempre repetido para matar os mosquitos que vão se formando.



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