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Entenda operação que afastou Marcelo Lima, prefeito de São Bernardo

A ofensiva mobilizou 70 policiais federais e cumpre medidas cautelares expedidas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, incluindo duas prisões temporárias, 16 mandados de busca e apreensão, quebra de sigilos bancário e fiscal, além do sequestro e bloqueio de bens e valores que somam até R$ 13 milhões

14/08/2025 | 09:36
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FOTO: André Henriques | DGABC | Divulgação
FOTO: André Henriques | DGABC | Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (14) a Operação Estafeta, que investiga um esquema de corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro na Prefeitura de São Bernardo. A ação resultou no afastamento do prefeito Marcelo Lima (Podemos) de suas funções por um ano, além da determinação para que ele use tornozeleira eletrônica.

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A ofensiva mobilizou 70 policiais federais e cumpre medidas cautelares expedidas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, incluindo duas prisões temporárias, 16 mandados de busca e apreensão, quebra de sigilos bancário e fiscal, além do sequestro e bloqueio de bens e valores que somam até R$ 13 milhões.

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Também foram afastados de seus cargos dois vereadores - Danilo Lima (Podemos) e Ary José de Oliveira (PRTB), um secretário municipal ainda não identificado, um servidor da Prefeitura - Antonio Rene da Silva, que atua como Diretor de Departamento na Secretaria de Coordenação Governamental - e um funcionário da Assembleia Legislativa de São Paulo - Paulo Iran, que é auxiliar legislativo. As diligências ocorrem em São Bernardo, Santo André, Mauá, Diadema e na Capital.

As investigações começaram em julho de 2025, quando a PF apreendeu R$ 14 milhões em espécie — entre reais e dólares — na posse de um servidor público ligado à organização criminosa. A análise do material levou à descoberta de um esquema envolvendo integrantes da alta administração municipal, que atuariam como operadores financeiros responsáveis por receber, movimentar e destinar dinheiro em espécie proveniente de empresas contratadas pelo município e pela Fundação ABC.

Segundo a PF, parte do dinheiro teria sido usada para pagar despesas pessoais do prefeito e de familiares, por meio de depósitos fracionados para driblar os sistemas de controle, como o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). O Paço Municipal seria um dos pontos de gerenciamento das transações ilícitas.

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Os investigados poderão responder por organização criminosa, corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, crimes cujas penas somadas chegam a 39 anos de prisão.

O nome “Estafeta” faz referência a pessoas responsáveis por transportar mensagens, documentos ou encomendas — função que, segundo as investigações, era exercida por alguns membros do grupo para movimentar valores de forma clandestina.

Com o afastamento, a vice-prefeita Jéssica Cormick (Avante) assumiu interinamente a chefia do Executivo municipal.

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