Abastecimento normalizado Município empenhou recursos públicos para abastecer escolas e unidades de saúde; companhia afirma que serviço foi normalizado
FOTO: Celso Luiz/DGABC

Após crise hídrica que afetou São Bernardo nos últimos seis dias, o prefeito Marcelo Lima (Podemos) informou que a Prefeitura deverá solicitar ressarcimento à Sabesp. Diante do quadro, o município precisou empenhar recursos públicos, como caminhões-pipas, para abastecer escolas e unidades de saúde devido à falta de água.
LEIA MAIS: Centro Climático notifica Sabesp sobre falta de água em São Bernardo Durante reunião realizada no Paço na sexta-feira (21), o gerente de departamento da Sabesp, Abiatar Oliveira, afirmou que o abastecimento de água foi normalizado no município. Segundo a companhia privatizada no ano passado, o desabastecimento foi provocado por uma manutenção na Estação de Tratamento Rio Grande, que abastece, além de São Bernardo, os municípios de Santo André e Diadema.
“A ocorrência foi de uma complexidade elevada, não era uma manutenção simples e por isso a recuperação do serviço levou um tempo maior”, disse o gerente, que citou ainda o consumo elevado de água durante o período de reparos. Nesta semana, São Bernardo registrou temperaturas máximas de 35°C, acima da média para o mês de fevereiro.
Além dos prédios públicos, diversas residências foram impactadas pela falta de água, principalmente nos bairros Grande Alvarenga e Montanhão. Por conta da escassez neste período de altas temperaturas, a Prefeitura criou na quinta-feira (20) o Comitê de Crise Hídrica, composto por representantes da Sabesp, do Executivo e também do Legislativo.
A iniciativa foi publicada ontem no Diário Oficial do Município, e apesar de o abastecimento ter sido normalizado, o prefeito Marcelo Lima disse que o grupo não será descontinuado e continuará monitorando a situação na cidade nos próximos dias.
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“Assim como os moradores, a Prefeitura também é cliente da Sabesp. Não medimos esforços para gastar o que foi necessário para auxiliar a população que estava sem água. No dia 25 teremos outra reunião aqui (no Paço) e iremos realizar um levantamento para identificar o total de recursos municipais investidos, que eram de responsabilidade da companhia, além de possíveis prejuízos nos equipamentos públicos, para solicitar o ressarcimento”, explicou o chefe do Executivo.
Como medida emergencial, o Paço são-bernardense disponibilizou mais de 40 caminhões-pipas para abastecer escolas e equipamentos de saúde, que, segundo o prefeito, não tiveram o serviço paralisado por falta de água. A companhia também enviou tanques de água para abastecer imóveis em São Bernardo.
Na semana passada, o Centro Municipal de Emergências Climáticas de São Bernardo formalizou ofício à empresa, na semana passada, solicitando esclarecimentos da concessionária em relação ao problema. No documento, o órgão elencou mais de 20 denúncias de falta d’água persistente desde o começo de fevereiro.
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Na noite de quinta-feira, Marcelo Lima esteve na Emeb (Escola Municipal de Educação Básica) Arlindo Miguel Teixeira, no Grande Alvarenga, para acompanhar o reabastecimento da caixa d’água da escola.
A Prefeitura criou um canal de atendimento para receber denúncias de interrupção de água. As ocorrências podem ser registradas pelo telefone: 2630-4420.
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