Com investimento de R$ 12 milhões, regularização foi realizada pela Prefeitura de Mauá, junto com a Sabesp
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Após 20 anos de espera, a comunidade do Jardim Pajussara, em Mauá, agora conta com água encanada. A regularização do serviço foi realizada pela Prefeitura em parceria com a Sabesp, por meio do programa Água Legal. A iniciativa beneficiou aproximadamente 11.500 pessoas, o que representa cerca de 2.830 famílias, com a instalação de 7.835 metros de rede de água. O investimento total foi de R$ 12 milhões.
A chegada da infraestrutura hídrica foi possível após o Paço obter na Justiça, em março de 2022, a suspensão da ação de reintegração de posse da área, que havia sido apresentada em 25 de setembro de 2018, na gestão de Atila Jacomussi (União Brasil). Com a suspensão, a administração municipal autorizou a Sabesp a iniciar os trabalhos de instalação da tubulação e ligação da água, que foram concluídos ontem.
Segundo a Prefeitura, o Jardim Pajussara, localizado em uma área de 351.600 m², próximo à Avenida Barão de Mauá, abriga cerca de 3.600 moradias, totalizando uma população aproximada de 16 mil pessoas.
“É com muita alegria e emoção que celebramos esse grande avanço para a população do Jardim Pajussara. Ver a emoção e a felicidade da dona Joana (foto) mostra o quanto essa obra é importante. São mais de sete quilômetros de rede implantada, beneficiando mais de 2.800 famílias. Com água na torneira de forma regularizada, estamos levando mais qualidade de vida e saúde para todos”, afirmou o prefeito Marcelo Oliveira (PT), no evento de entrega realizado ontem.
URBANIZAÇÃO
Além da rede de água, a Prefeitura informou que tem planos para melhorias na infraestrutura da região, incluindo a demarcação das divisas do território, implementação do sistema viário e pavimentação para circulação apropriada de veículos e ônibus.
Outras ações previstas incluem a regularização dos serviços de energia elétrica, a instalação de bocas de lobo, guias, sarjetas, muros de arrimo e taludes, além de iniciativas voltadas para a preservação das nascentes locais. Para viabilizar essas melhorias, a Prefeitura está buscando recursos junto aos governos estadual e federal.
Para que esse projeto de urbanização avance, a Prefeitura concluiu, em 2024, o cadastro social e a topografia da região. O relatório apresentado demonstrou o perfil dos moradores e as necessidades locais, sendo que 79% moram há menos de dez anos no assentamento e apenas 13% estão lá há mais de 20 anos. A área tem 38 quadras, 2.161 lotes e 2.463 domicílios. O estudo realizou 1.630 cadastros, 704 moradores estavam ausentes e 16 se recusaram a participar.
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