Pesquisa do Instituto Paraná mostra que 65,4% rejeitam gestão da prefeita, enquanto 31,4% a aprovam
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A administração da prefeita de Rio Grande da Serra, Penha Fumagalli (PSD), definitivamente não caiu no gosto da população local. Seis em cada dez rio-grandenses desaprovam o governo da chefe do Paço, que teve pouco tempo para mostrar trabalho – a pessedista assumiu a Prefeitura em julho de 2022. Não por acaso, Penha acabou derrotada na eleição de outubro e deixará o comando da cidade no próximo dia 31.
A gestão Penha é reprovada por 65,4% da população, enquanto 31,4% aprovam o trabalho da chefe do Executivo, com vantagem de 34 pontos percentuais do primeiro índice sobre o segundo, de acordo com o mais recente levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, realizado a pedido do Diário. A margem de erro da consulta é de 4,4 pontos, para cima ou para baixo. Não souberam ou não responderam 3,2%.
Apesar de a imagem do governo Penha ser ruim, trata-se do índice mais alto deste ano, 7,1 pontos percentuais acima do apurado em fevereiro (24,0%) e 2,2 pontos acima do registrado em junho (29,2%), o que sinaliza alguma melhora na percepção dos moradores sobre a gestão nos últimos meses.
Como resultado da redução no contingente de rio-grandenses que desaprovam o trabalho da prefeita, a taxa de aprovação melhorou, passando de 24,0% em fevereiro para 29,2% em junho e 31,4% neste mês – o maior patamar deste ano, segundo o instituto.
Em outro questionamento feito para refinar a avaliação dos moradores, o governo Penha Fumagalli foi considerado ótimo ou bom por 20,3%, contra 18% em junho e 15,0% em fevereiro. Outros 23,0% avaliam a gestão como regular – eram 26,1% e 23,6%, respectivamente, nos levantamentos anteriores – e 55,0% a julgam ruim ou péssima, contra 53,6% em junho e 58,8% em fevereiro.
Penha – que se elegeu vice-prefeita na chapa majoritária encabeçada por Claudio Manoel de Melo, o Claudinho da Geladeira (PSDB, atualmente no MDB) – foi empossada em julho de 2022, depois que o colega de chapa teve o mandato cassado duas vezes pela Câmara – o primeiro por ter ignorado pedidos de informação protocolados pelos vereadores e o segundo, por conta de episódio de fura-fila da vacina contra a Covid-19 na cidade.
A prefeita, contudo, não conseguiu renovar seu mandato por mais quatro anos. Em outubro, a pessedista viu frustrada a tentativa de reeleição, ao terminar o pleito apenas na terceira posição – Akira Auriani (PSB) foi eleito com 68,6% dos votos, contra 16,4% de Marcelo Akira Nagashima (Podemos) e 13,9% de Penha.
A PESQUISA
O Instituto Paraná Pesquisas entrevistou 526 moradores entre os dias 17 e 19 deste mês. O grau de confiança da pesquisa é de 95%, o que significa dizer que, se o levantamento for realizado 100 vezes, em 95 deles o resultado será o mesmo.
No recorte demográfico, a prefeita apresenta melhor desempenho entre os homens (36,5% de aprovação), pessoas de 16 a 24 anos (38,6%), com ensino superior completo (34,9%) e economicamente ativos (34,4%). O pior desempenho, por sua vez, ocorre entre as mulheres (68,6% de reprovação), moradores de 45 a 59 anos (68,1%), com ensino médio completo (67,9%) e economicamente não ativos (70,8%).
Governo Tarcísio é aprovado por 50,8%, mas avaliação piora
A exemplo do que ocorreu em outros municípios do Grande ABC, a aprovação à gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em Rio Grande da Serra caiu 6,1 pontos percentuais, para 50,8%, segundo levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas – refletindo, possivelmente, os recentes casos de abordagem policial violenta no Estado. Ainda segundo a consulta, 45,1% desaprovam a administração e 4,2% não souberam ou não opinaram.
Assim, a vantagem do índice de aprovação sobre o de reprovação, que era de 8,2 pontos porcentuais em fevereiro, subiu para 8,3 pontos em junho, mas caiu para 5,7 pontos no mais recente levantamento.
Quando questionados sobre como avaliam o trabalho do governador, 32,1% dos entrevistados consideram a gestão ótima ou boa, contra 36,8% em fevereiro e 35,5% em junho. Outros 30,0% a classificam como regular – eram 28,6% e 32,9%, respectivamente – e 35,4% a julgam ruim ou péssima – eram 31% em fevereiro e 28,9% em junho. Não souberam ou não responderam à pesquisa 2,5%.
O perfil de morador que mais aceita Tarcísio é formado por homens (57,3%), pessoas de 45 a 59 anos (56,7%) e com ensino superior (54,2%). O público que mais o rejeita é composto de mulheres (49,4%), pessoas de 35 a 44 anos (49,6%) e com ensino médio completo (47,0%).
Reprovação a Lula predomina entre moradores de Rio Grande
Ao fim do segundo ano de seu terceiro mandato, o governo do presidente Lula Inácio Lula da Silva (PT) é aprovada por 43,9% dos moradores de Rio Grande da Serra, ante 52,3% que desaprovam a gestão. Outros 3,8% não souberam ou não opinaram.
Os dados integram o levantamento divulgado pelo Instituto Paraná Pesquisas. Houve queda de 7,9 pontos percentuais na aprovação ao trabalho de Lula ante o índice de junho (51,8%) – fora, portanto, da margem de erro de 4,4 pontos, para cima ou para baixo. Em relação ao resultado de fevereiro (50,6%), o recuo é igualmente significativo, de 6,7 pontos.
A reprovação, por sua vez, manteve-se praticamente estável entre fevereiro e julho, oscilando de 45,0% para 44,7%, mas cresceu 7,6 pontos porcentuais neste mês, para 52,3%. Trata-se do momento de pior avaliação do governo petista entre rio-grandenses este ano.
Entre os homens, 41,6% avalizam o governo Lula, enquanto 55,7% o rejeitam. Entre as mulheres, o presidente também é mais reprovado que aprovado (49,1% a 46,1%). No corte por escolaridade, os moradores com ensino superior (50,6%) são os que mais avalizam o trabalho do petista, enquanto os de ensino médio são os que mais o reprovam (55,7%). O petista é mais aprovado entre jovens de 16 a 24 anos (50,0%) e mais rejeitado entre os de 35 a 44 anos (56,6%).
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