Organização criminosa Paulo Korek nega envolvimento com esquema de corrupção em Sorocaba, que atingiu o prefeito Rodrigo Manga
FOTO: Nario Barbosa/DGABC (15/04/2019)

O empresário e presidente do Água Santa, Paulo Korek, foi um dos alvos, em São Bernardo, da Operação Copia e Cola, que também investiga o prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), deflagrada nesta quinta-feira (10), com o objetivo de desarticular organização criminosa voltada ao desvio de recursos públicos destinados à saúde. A defesa do investigado nega qualquer envolvimento com o caso.
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Paulo Korek recebeu os agentes da Polícia Federal na manhã desta quinta-feira na porta da casa, localizada em um condomínio residencial em São Bernardo, que realizaram buscas no local. Segundo advogados do empresário, a operação não possui ligação com o Água Santa, com sede em Diadema, e nem com a sua empresa do ramo de transporte. “A investigação está em curso e o empresário não tinha nem conhecimento sobre tais fatos. Foi surpreendido assim como todos. Desde maio de 2022 foi rompido o contrato com essa cidade na área de saúde. Nunca ocorreu desvio de dinheiro e que durante a vigência do contrato todos os serviços foram executados”, explicou a defesa por meio de nota. Os advogados informaram que estão tomando conhecimento da apuração. A Polícia Federal investiga suspeitas de desvio de recursos públicos em Sorocaba desde 2022, um ano depois da posse de Manga em seu primeiro mandato como prefeito. De acordo com as apurações, existem suspeitas de fraudes na contratação de uma organização social para administrar, operacionalizar e executar ações e serviços de saúde na cidade, além de um esquema de lavagem de dinheiro por meio de depósitos em espécie, pagamento de boletos e negociações imobiliárias. LEIA MAIS: Ex-vereador andreense tem cargo de confiança com Manga, alvo de operação da PF A instituição determinou o sequestro de bens e valores em um total de até R$ 20 milhões e a proibição da organização social em prestar serviços junto ao poder público. Os investigados, como Manga, poderão responder por crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, ocultação de capitais (lavagem de dinheiro), peculato, contratação direta ilegal e frustração de licitação. Mais de 100 policiais federais cumpriram 28 mandados de busca e apreensão em Sorocaba, São Bernardo, Santo André, São Caetano, São Paulo, Araçoiaba da Serra, Votorantim, Itu, Santos, Socorro, Santa Cruz do Rio Pardo e Osasco, todas no estado de São Paulo, além de um mandado em Vitória da Conquista, na Bahia.
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