ouça este conteúdo
|
readme
|
A insegurança vivida pelos trabalhadores da unidade da Braskem no Polo Petroquímico de Capuava, no Grande ABC, exige atenção e medidas imediatas. O pronunciamento do deputado federal Vicentinho (PT) na Câmara evidencia problema grave: a precariza-ção das condições de trabalho, especialmente entre terceirizados. Dois acidentes fatais em junho de 2023 são um retrato trágico dessa realidade. Os funcionários estão expostos a riscos iminentes. É inadmissível que vidas humanas sejam colocadas em segundo plano diante de interesses corporativos. A cobrança por mudanças não é apenas legítima, mas também necessária para evitar que mais óbitos se repitam.
A legislação vigente no Brasil, especialmente depois da Lei da Terceiriza-ção, de 2017, tem sido obstáculo à responsabilização das empresas contratantes. Segundo Vicentinho, a Braskem utiliza brechas legais para se eximir de sua responsabilidade com os funcionários terceirizados. Esse mecanismo jurídico enfraquece a rede de proteção trabalhista e contribui para o aumento da vulnerabilidade dos trabalhadores. É fundamental que o debate sobre as falhas legais ganhe protagonismo, pois a flexibilização das normas não pode justificar a desumanização das relações laborais. A revisão das normas deve priorizar a segurança e os direitos daqueles que movimentam as engrenagens da indústria.
A pressão popular e sindical, como os protestos liderados pelo ConstruMob (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Santo André e Ribeirão Pires), é caminho necessário para dar visibilidade às demandas. A luta por condições dignas de trabalho exige a união de forças políticas, sociais e institucionais. A Braskem, como empresa de grande porte, possui os recursos necessários para garantir um ambiente seguro para todos os seus colaboradores, sejam efetivos ou terceirizados. Resta agora que essa responsabilidade seja assumida na prática. Enquanto isso não ocorre, os funcionários seguem expostos a um cenário de incerteza que não pode mais ser ignorado.
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.