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A admissão pública de erro por parte do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em relação ao uso de câmeras corporais pelos policiais militares é um gesto que transcende a simples mudança de opinião. Ao reconhecer que sua visão anterior era inadequada, o republicano demonstra coragem e comprometimento com a transparência e a segurança pública. Esse reposicionamento vem em momento delicado, após episódio que expôs falhas graves no comportamento de integrantes da corporação, evidenciando a necessidade de ferramentas eficazes de controle e proteção para cidadãos e agentes. Vídeos não apenas coíbem abusos, mas também resguardam o trabalho policial.
O desafio do governador, a partir de agora, é transformar declaração em ação. Expandir o programa de câmeras corporais para cobrir toda a tropa da PM deve ser prioridade. Tal investimento não é custo, mas garantia de justiça, que tende a reduzir excessos e fortalecer a credibilidade da instituição. A recusa em adotar novos equipamentos sem plena confiabilidade tecnológica é sensata, mas o foco deve ser em acelerar a implantação dos dispositivos já aprovados, enquanto se estuda a viabilidade de armamentos não letais e programas de capacitação. Assim, o Estado pode se posicionar como referência nacional em governança da segurança, equilibrando proteção social e eficiência operacional.
Ao admitir responsabilidade e propor mudanças, Tarcísio de Freitas demonstra compreender que a confiança da população no poder público é construída por ações consistentes e medidas práticas. Para além das declarações, o governador deve liderar um esforço para transformar a Polícia Militar do Estado de São Paulo em um exemplo de modernidade e ética. A ampla utilização de câmeras corporais será um marco nesse processo, garantindo que direitos do cidadão sejam respeitados e excessos dos maus solados, punidos. Esse caminho reforça o compromisso com uma segurança pública transparente, sólida e respeitosa, fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e segura.
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