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Mais do que uma moradora do Jardim Nossa Senhora de Fátima, Viviane Santos de Aguiar é uma cidadã são-bernardense. Inconformada com o que não aprova, ela juntou farto material, levou ao Poder Legislativo da cidade onde reside e protocolou um pedido de impeachment contra o prefeito Orlando Morando (PSDB).
Uma cópia do documento chegou às mãos da equipe de reportagem deste Diário. São centenas de páginas, pelas quais ela manifesta o descontentamento com o responsável pela gestão do município em que reside diante de duas graves ocorrências que, em períodos distintos, estamparam as páginas do jornal.
Uma delas é a Operação Prato Feito, desencadeada pela Polícia Federal em 2018, e que levou o Ministério Público Federal a investigar Morando por peculato (desvio de recursos públicos), crime contra a administração pública, corrupção, fraude em licitação e organização criminosa.
A outra foi a lamentável sequência de falhas ocorridas no Hospital da Mulher, um equipamento que deveria oferecer cuidados à saúde, mas que se notabilizou pela perda de vidas e pela negligência no atendimento de pessoas, como no caso em que um pedaço de tecido foi esquecido no interior do corpo de uma jovem.
O vasto material entregue por Viviane para apreciação dos vereadores revela que Morando teria recebido R$ 600 mil de propina. Denúcia grave e que merece ser elucidada.
Ainda é cedo para saber se o imenso volume de documentos organizado pela moradora será apreciado pelos parlamentares ou se irá repousar no interior de uma gaveta durante os meses que ainda faltam para a conclusão do segundo mandato de Orlando Morando.
É bem provável que se opte pela segunda alternativa. Entretanto, é necessário louvar o fato de que um munícipe indignado buscou o direito de se manifestar contra uma situação que não lhe agrada. Que seu exemplo seja seguido por outros. Quem ganha com isso, sempre, é a democracia.
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