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O recente episódio em Mauá, onde o galpão da empresa Plastpel foi completamente destruído pela queda de um balão, traz à tona a urgência de o Grande ABC repensar a tradição de soltar balões durante os festejos juninos e julinos. Fabricar, vender, transportar e soltar artifícios deste tipo é crime previsto no artigo 42 da lei federal 9.605/98. A pena é de prisão de um a três anos ou multa. A prática, embora culturalmente enraizada e associada às celebrações populares, carrega perigo iminente e devastador. Não se trata apenas de questão de costumes, mas de responsabilidade social e ambiental, visto que os balões, ao caírem, provocam incêndios que ameaçam vidas, propriedades e o meio ambiente. É preciso dar basta. Antes que os prejuízos materiais evoluam a custo de vidas.
Baloeiros precisam ser combatidos com rigor. Certos da impunidade, não são poucos os que se expõem na defesa do que julgam arte, mas que a legislação considera crime. A queda de balões é problema crônico no Grande ABC, especialmente durante os meses de junho e julho, quando a prática se intensifica. O incêndio que destruiu a fábrica em Mauá é exemplo extremo, mas não isolado, dos danos que esses artefatos podem causar. Além da destruição material e dos prejuízos econômicos, os balões representam risco significativo para áreas de mata, podendo provocar queimadas incontroláveis que ameaçam a fauna e a flora locais. Em um contexto de crise climática, onde cada ação individual pode ter consequências amplificadas, a prática se torna ainda mais insustentável.
É imperativo que haja conscientização coletiva sobre os perigos dos balões e ação efetiva das autoridades para coibir essa prática. Ainda mais no Grande ABC, que possui polo petroquímico cuja segurança, das empresas associadas e da comunidade que vive no entorno, depende do combate a estes artifícios. Campanhas educativas, legislação mais rígida e fiscalização eficiente são medidas necessárias para proteger a população, o meio ambiente e a economia. A tradição, por mais valiosa que seja, não pode se sobrepor à segurança e ao bem-estar de todos. A região precisa encontrar formas de celebrar que não coloquem em risco vidas e patrimônios. O episódio de Mauá deve servir como alerta definitivo: é hora de agir antes que mais tragédias aconteçam.
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