Em poucos dias o jornalista Ailton Fernandes iria escrever aqui no Diário sobre a maior conquista da história do futebol do Grande ABC
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E 20 anos se passaram. 18 de junho de 2004, uma sexta-feira. Na quarta-feira seguinte, acreditem!, o Esporte Clube Santo André enfrentaria no Parque Antarctica o poderoso Clube de Regatas Flamengo na primeira partida da final do Campeonato Brasileiro.
“Para os leigos, Santo André e São Caetano são considerados times pequenos. Mas os resultados comprovam o contrário”, escrevia o jornalista Anderson Rodrigues na coluna “Confidencial” do Diário.
“O Grande ABC no mapa do futebol brasileiro” era o título daquela edição “Confidencial”.
“Faltam cinco dias. Vamos lotar o Parque Antarctica”, conclamava a charge do Ramalhão criada pelo cartunista Fernandes”.
PROFISSIONALISMO
Em 2004, as arenas Palmeiras e Corinthians não passavam de projetos, ou anteprojetos.
O Estádio José Benedetti recebia os jogos do Grêmio Mauaense, fundado em 1981 e cuja mais recente conquista era o título do Campeonato Paulista da Série B1, a futura Série A4 de 2004, que lhe dava o direito de participar da Série A3 em 2005.
O Esporte Clube Água Santa, também fundado em 1981, permanecia como clube amador de Diadema.
O Esporte Clube São Bernardo, o “Esporte” fundado em 1928, vivia momentos dolorosos. Chegou a ficar um ano sem vitórias, o que levou sua direção a pedir licença junto à Federação Paulista.
O maior rival do “Esporte”, o Palestra de São Bernardo, também patinava no futebol profissional.
O São Bernardo Futebol Clube, o “Tigre”, apenas seria fundado no final daquele ano mágico de 2004.
Dois mil e quatro cujos holofotes iluminavam o inacreditável Esporte Clube Santo André: o time ia bem na Copa do Brasil, instável na Série B do Brasileirão, quando perdeu 12 pontos por problemas de registro de jogadores.
VAI, RAMALHÃO
O técnico Luiz Carlos Ferreira, contrato renovado, preferia deixar o clube atraído pelo Sport Recife. O meia-atacante Fumagalli optava pelo Marília.
Jogadores deixavam o clube às pencas, em plena competição, atraídos por propostas mais vantajosas, outros chegavam sem um tempo adequado para, sequer, conhecer o ônibus que os levaria da estação ao Estádio Bruno José Daniel.
Do elenco, apenas o capitão Dedimar jogou as 11 partidas que levaram o Ramalhão a sagrar-se campeão do Brasil.
Chegar à final já era uma vitória. Valia pelo título. O vice-campeonato estava assegurado, diante do outro finalista, o mais que favorito Flamengo do Rio.
Diante de prognósticos pouco otimistas, havia quem acreditasse no título máximo, simbolizado no grito da torcida unida: “Vai, vai dar certo; vai, vai dar certo”.
E não é que deu!
O TEMPO PASSA, TORCIDA BRASILEIRA...
Vinte anos depois, é tempo de construção de uma memória tão próxima e, ao mesmo tempo, tão distante.
Foram 11 jogos.
Uma jornada que já ganhou livro – “Eles calaram o Maracanã – o Santo André campeão da Copa do Brasil de 2004“, obra maravilhosa do jornalista Vladimir Bianchini.
Conquista que teve reportagens especiais, documentários e cuja história, detalhada e ilustrada, está registrada nas páginas do Diário do Grande ABC.
PRÓXIMA ATRAÇÃO
Amanhã, “Memória” iniciará uma série de 11 capítulos – um para cada um dos jogos do Ramalhão na Copa do Brasil de 2004.
O capítulo final, em 30 de junho, coincidirá com a data máxima do futebol do Santo André, da maravilhosa vitória do Ramalhão diante do Flamengo, 2 a 0 testemunhados de perto por mais de 72 mil torcedores no templo máximo do futebol brasileiro, o Maracanã.
“Levantou poeira”, o Ramalhão “levantou poeira”.
MOSAICOS
Esta série nasce do trabalho de Paulo César Nunes, do Departamento de Artes do Diário, são-paulino e ramalhinho, autor de uma série de mosaicos em isopor que contam a história do Santo André e do título de 2004.
Um material – o do Paulinho - que merece ser exposto, preferencialmente na sala de troféus do Santo André, no Jaçatuba, ao lado da taça maior de um clube que nasceu FC em 1967.
AMANHÃ EM MEMÓRIA
Jogo 1: em Goiás, Novo Horizonte 0, Santo André 5
Crédito da foto 1 – André Henriques
Crédito da foto 2 – Fernando Dantas/Banco de Dados; arte:
INSPIRAÇÃO. Paulinho e a história do Santo André em mosaicos: no detalhe, o logotipo para esta série
Canta Itália
Todo romantismo e emoção da música italiana, com vários quadros fixos e convidados que remetem à velha Itália.
No momento Memória, a família Zaia de São Bernardo.
Produção e apresentação: Marquitho Riotto. Nesta quarta-feira, às 20h, com reapresentação no sábado, às 23h.
DIÁRIO HÁ 30 ANOS
Domingo, 19 de junho de 1994 – Edição 8730
ECONOMIA – O diretor-geral da Metodista, em São Bernardo, Anísio Pereira, temia que a Medida Provisória 524 – que diminuiu pela metade o valor das mensalidades escolares – quebrasse a instituição em 30 dias.
COPA 94 – Itália decepciona e perde para a Irlanda: 1 a 0.
Escreveu a colunista Paola Porto: “Squadra Azzurra desbotou a camisa”.
Em outro ponto da crônica, Paola mexeu com o corintiano Viola: “Só a Volkswagen para ensinar Viola fazer gol”.
NOTA DA MEMÓRIA – A espirituosa Paola Porto, na verdade, era o pseudônimo de um criativo repórter do Diário, o mesmo que se assinava Beppo Moratti, em carregado sotaque italianado.
MUNICÍPIOS BRASILEIROS
Aniversário de Ribeirão Preto (SP), Amargosa e Capela do Alto Alegre (BA), Bacurituba, Bequimão, Governador Luiz Rocha e Tufilândia (MA), Nova Brasilândia D’Oeste (RO) e Parnaguá (PI).
HOJE
Dia do Cinema Brasileiro.
Santa Juliana Falconieri
19 de junho
(Florença – 1270-1341). Fundadora da Ordem Terceira das Irmãs Servitas (ou Terciárias Servitas).
Ilustração – Vatican News
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