Setecidades Titulo Violência
Nutricionista agredida há 1 ano em S.Caetano continua sem respostas

Estela Frohlich Bonatto, de 25 anos, levou uma cabeçada após bater o carro na guia da calçada; SSP afirma que investigações continuam

Renan Soares
17/06/2024 | 09:48
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FOTO: Reprodução

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“Que ele seja achado e que pague pelo que fez.” Quase um ano após ser agredida por um homem na Rua Maranhão, no bairro Santa Paula, em São Caetano, a jovem que faz o relato relato, Estela Frohlich Bonatto, de 25 anos, continua sem respostas. Em julho do ano passado, ela sofreu a violência após bater levemente o carro na guia da calçada. A SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado confirmou que as investigações ainda prosseguem em busca do autor do crime.

Conforme informações registradas no boletim de ocorrência do caso, a nutricionista retornava de uma festa de aniversário quando bateu na guia de uma calçada, furando o pneu do carro que dirigia. Ao descer do veículo, Estela foi abordada por um homem que passava pelo local com seu cachorro. Após breve discussão, o morador passou a agredi-la, acertando uma cabeçada e um soco no rosto de Estela. O fato foi registrado por diversas câmeras de segurança da rua.

Conforme o relato da própria Estela, o fato aconteceu em uma madrugada. Eram cerca de 0h quando ela, distraída, encostou o carro na guia e percebeu que o pneu estava furado. Ao descer para verificar, tentou, sem sucesso, contatar sua irmã. Um homem desconhecido aproximou-se falando em voz alta, acusando-a de quase atropelá-lo. Com receio de que ele estivesse armado, inicialmente, ela permaneceu em silêncio. 

O agressor continuou a xingá-la e a acusá-la de estar bêbada. À medida que ele se aproximava, a mulher, em desespero, abriu os braços para tentar afastá-lo. Foi nesse momento que o agressor a atacou, desferindo uma cabeçada. Atordoada, ela diz que tentou revidar, mas não conseguia se manter de pé. O homem então desferiu mais dois socos em seu rosto. Desesperada, ela foi para a rua em busca de ajuda e foi socorrida por um motorista de aplicativo.

A partir desse ponto, suas lembranças são vagas e confusas, e ela não se recorda do agressor indo embora nem dos momentos seguintes. Segundo ela, após dois meses do ocorrido, praticamente não houve mais retorno ou apoio das autoridades em relação às investigações.

“Para ser bem sincera, evito pensar muito, se eu ficar martelando não vou conseguir viver minha vida e seguir em frente, mas acho decepcionante que mesmo com tanta repercussão e imagem não terem achado esse cara, para mim é impossível”, lamenta Estela. “Continuo esperando o mesmo que esperava no início, que ele seja achado e que pague pelo que fez, não é justo minha vida virar ao avesso comigo sendo a vítima”.

Estela passou por cirurgia, já que teve o nariz quebrado, além de apresentar afundamento da face. Segundo a SSP, o caso continua em investigação pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de São Caetano. O inquérito foi relatado ao Poder Judiciário e retornou com cota. “As diligências prosseguem visando à identificação do autor, bem como o esclarecimento dos fatos”, diz o comunicado.

SUSPEITO

Na época, após apuração para identificação do suspeito e denúncias anônimas, os policiais da Delegacia Sede chegaram até o investigado. Convidado a prestar esclarecimentos, o suspeito disse ser a pessoa da gravação, mas afirmou que o vídeo seria uma montagem e negou as agressões. 

Segundo apurado pelo Diário em 2023, junto a pessoas próximas a Estela, a nutricionista e uma testemunha foram chamadas à delegacia para fazer o reconhecimento do suspeito. Porém, no local, ambas disseram não ter “100% de certeza” de que o investigado era o autor. Ela confirmou a informação. Como não houve flagrante, ele foi liberado após prestar depoimento. 




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