Rio Grande da Serra e Santo André apresentam menor adesão; Governo do Estado prorrogou campanha de imunização até fim de junho
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O Grande ABC ainda apresenta índices baixos de proteção contra a gripe, com apenas 39,16% do público-alvo vacinado. Dentre as prioridades estão idosos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, crianças de 6 meses a menores de 6 anos e professores da rede pública de ensino. O Ministério da Saúde almeja contemplar 1.013.060 pessoas do grupo prioritário da região, mas, até o momento, apenas 458.913 doses foram aplicadas. Para fazer com que os números aumentem, o Governo do Estado de São Paulo prorrogou a campanha de vacinação até o fim de junho.
Na região, as cidades com menores coberturas vacinais são Rio Grande da Serra (25,38%) e Santo André (35,34%). Os dados são do Demas (Departamento de Monitoramento, Avaliação e Disseminação de Informações Estratégicas em Saúde).
“Gripes e resfriados, se não tratados adequadamente, podem evoluir para uma infecção local ou das vias respiratórias e até mesmo pneumonia. Portanto, a vacina é a melhor maneira de se proteger contra a infecção pelo vírus”, afirma a diretora do CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica) da SES, Tatiana Lang D’Agostini, em nota.
De acordo com a diretora, o Estado registrou cobertura vacinal de 53% em 2023. “A meta para esta campanha é que ela supere os números do ano anterior, fazendo com que o máximo de pessoas estejam imunizadas.”
Apesar do objetivo, no momento, a cobertura estadual está em 38,4%.
A coordenadora da central de imunização de Santo André, Nadja Montanini, explica que, apesar de a cidade ter baixa cobertura vacinal, a Prefeitura tem seguido toda estratégia recomendada pelo Ministério da Saúde. “Temos as 34 unidades com vacinas. Nunca tivemos falta de doses. Realizamos ações externas, em feiras e eventos do Paço, além do Dia D. Mesmo assim, temos o desafio que a população saia para se vacinar.”
Para ela, os números refletem o aumento de mitos sobre imunizantes e possíveis efeitos adversos, assim como o fato de a maioria da população não saber que a vacina da Influenza já está liberada para todos os públicos.
“Antes, o Ministério da Saúde liberava de forma escalonada, sendo que a prioridade era o público-alvo. Agora, a campanha já inicia com doses liberadas para todos. A vacina está em todos os postos de saúde, sem restrição nenhuma e orientada para qualquer pessoa. A veiculação de notícias falsas prejudica o trabalho dos profissionais de saúde. Durante a pandemia, as críticas à vacina se intensificaram e, até hoje, precisamos combater isso. Ninguém morre por causa da vacinação.”
O Ministério da Saúde enfatiza o papel da vacinação como única forma de proteção. De acordo com Nadja, a vacina contra a Influenza tem o vírus inativado. Isso faz com que haja efeitos mínimos após a imunização. “Na primeira vez, a pessoa pode ter uma dor local, mas, nos anos seguintes, não sente mais nada. A vacina da Influenza mostra a eficácia do SUS (Sistema Único de Saúde). Ela possui uma tecnologia avançada de proteção e é disponibilizada gratuitamente.”
Os principais sintomas da gripe são febre, dor de garganta, tosse, dores no corpo e na cabeça. As complicações mais comuns são pneumonia bacteriana e por outros vírus, sinusite, otite, desidratação, e piora das doenças crônicas.
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