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Poder público promete
coibir cracolândia na
Chácara Baronesa

Estado e Prefeitura de Santo André afirmam que vão agir
para poder acabar com concentração de usuários no local


Cadu Proieti
Do Diário do Grande ABC

30/05/2012 | 07:00


Após denúncia feita pelo Diário, publicada na edição de ontem, o poder público promete acabar com a cracolândia na Chácara Baronesa, Jardim Oriental, em Santo André. O espaço de 340 mil metros quadrados em condições de APA (Área de Proteção Ambiental) é ocupado por dependentes químicos, que utilizam o local como esconderijo para o uso de crack.

Responsável pela área, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente informou que estuda a contratação de vigilância por ronda para atuar pelo território. Além disso, o alambrado que cerca a chácara foi derrubado nas proximidades da favela formada ao lado do terreno, no Jardim Las Vegas. É por este acesso que os usuários entram e saem do local. Ontem, a equipe do Diário esteve novamente na área e constatou que pelo menos 12 dependentes químicos continuavam lá. "Alguns se assustaram com a presença da polícia ontem (segunda-feira) e foram embora", disse um dos viciados presentes.

O governo do Estado admitiu que o atual cercamento não se mostrou eficiente e informou que está estudando novas possibilidades para evitar invasões do espaço.

Já a Prefeitura de Santo André comunicou que vai intensificar a presença na área por meio da GCM (Guarda Civil Municipal). A administração municipal informou ainda que, periodicamente, realiza pesquisas de campo com usuários de crack e que a área em questão consta no plano de atuação das equipes de redução de danos, ligada à coordenação de Saúde mental.

A Prefeitura justificou a concentração de usuários no espaço dizendo que muitos viciados em crack migraram para o Grande ABC após o processo de intervenção ocorrida na cracolândia da região do centro da Capital. Porém, todos os dependentes químicos presentes na Chácara Baronesa afirmaram à equipe do Diário serem moradores do entorno da área verde.

Polícia Ambiental faz ronda uma vez por semana

De acordo com o Estado, a Polícia Militar Ambiental tem fornecido apoio às vistorias e removido pessoas que adentram a área sem autorização. No entanto, a corporação admite que está tendo dificuldades em realizar este trabalho, e que as rondas são feitas uma vez por semana.

"Fazemos o patrulhamento. Porém, quando os usuários avistam a viatura, se dispersam. Se não arrumarem o alambrado, sempre vão voltar", disse o sargento Nilson dos Anjos.

O governo estadual contratou empresa para fazer instalação de vigilância eletrônica através de câmeras de monitoramento. Os equipamentos estão localizados na entrada e no interior da Chácara Baronesa. 
Porém, os moradores que têm permissão para viver no espaço afirmam que estes aparelhos não estão funcionando porque os usuários de crack arrancaram toda a fiação elétrica subterrânea. "Não sei como fazem isso. Eles cavam e arrancam fios de alta-tensão para vender e comprar drogas com o dinheiro", relatou um deles,que vive há 22 anos em uma casa antiga dentro da chácara.

A Secretaria do Estado do Meio Ambiente informou que a empresa responsável já foi comunicada sobre a necessidade de reposição das câmeras e que este serviço já está sendo providenciando sem custos adicionais.



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