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Prudência com o 13º diante de juros elevados


Sandro Renato Maskio

15/11/2021 | 00:22


O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgou recentemente a estimativa de que o 13º salário deverá injetar cerca de R$ 233 bilhões na economia do Brasil, incluindo a remuneração aos trabalhadores na ativa e aposentados. Apenas o mercado formal de trabalho deverá colocar aproximadamente R$ 2,6 bilhões na economia da região.
 Invariavelmente, a dúvida da maioria envolve o questionamento sobre a melhor utilização desta renda adicional. E possivelmente a dúvida de muitos dos leitores.
 A primeira preocupação deve ser saldar dívidas, ou ao menos parte delas. Se não for possível saldar todos os compromissos, sempre se deve priorizar o pagamento das dívidas com taxas de juros e encargos maiores, pois estas têm ritmo de crescimento mais perverso. Neste ano, há um fator adicional.
A elevação da taxa de juros, que já acumula 8,24% no ano, tem provocado a alta da taxa básica de juros Selic, que está em 7,75% ao ano, e sua meta deve ser ampliada na próxima reunião do Copom (Conselho de Política Monetária). Com a elevação desta taxa básica, as demais taxas de juros do mercado devem aumentar, incluindo as dos mecanismos de crédito ao consumidor. Ou seja, os juros do cartão de crédito, do cheque especial e mesmo do consignado, entre outros, devem subir, o que significa que ficará mais caro carregar a dívida nos próximos meses. Por isso, se tiver oportunidade, não hesite em quitá-las.

Para famílias que não têm problemas de endividamento, que infelizmente são minoria, há sinal verde para gastar todo o 13º? Não recomendaria. Primeiro pelo costumeiro preparo que devemos ter para as contas típicas de começo de ano, como IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores), reajuste da mensalidade da escola material escolar etc.

Além disso, quando gastamos toda a renda e não realizamos nenhum esforço de poupança, estamos assumindo, ao menos implicitamente, a crença de que os meses vindouros serão de boa atividade econômica, sem grandes riscos ao emprego e à manutenção da renda familiar.

É certo que a taxa de desemprego está diminuindo, ainda que puxada especialmente pelos empregos informais, apesar dos saldos positivos de geração de empregos formais. Contudo, o ritmo de retomada da atividade econômica no País após a retração de 2020 por conta da pandemia, que se apresentava lento comparativamente a outras economias, tem apresentado sinais de desaceleração. Esse comportamento é identificado nas pesquisas setoriais mensais da indústria, dos serviços e do comércio realizadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A prudência deve ser a principal diretriz na decisão sobre como empregar os recursos do 13º salário. E, claro, apesar dos cuidados com o orçamento familiar, é saudável para a economia e para interação familiar as atividades típicas de fim de ano, como a compra de presentes, que impulsiona a dinâmica da economia. As confraternizações também são recomendadas, respeitando todos os protocolos que a pandemia nos trouxe, para não retrocedermos nos avanços conquistados nesta batalha.

Material produzido por Sandro Renato Maskio, coordenador de estudos do Observatório Econômico da Faculdade de Administração e Economia da Metodista



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