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Volátil, dólar passa a subir com fiscal no radar

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


16/12/2020 | 09:40


Em dia de decisão de juros do Fed, o dólar está volátil no mercado à vista na manhã desta quarta-feira. A queda marcou a abertura, ajudada pela desvalorização predominante da moeda americana no exterior em meio a otimismo nas bolsas, com expectativas de um acordo em breve sobre o pacote de estímulo fiscal nos EUA e de aprovação do uso emergencial da vacina da Moderna nesta semana.

Mas um pano de fundo de cautela local com o problema fiscal do governo prevalece e o dólar passou a subir, em meio expectativas pela votação da LDO, que prevê rombo fiscal de até R$ 247 bilhões no ano que vem, com dispositivo que dá mais poder aos parlamentares para definir a destinação dos recursos do orçamento. Também está no radar a aprovação pelo Senado da renegociação da dívida dos Estados. As condições de renegociação foram bem flexibilizadas, com alongamento de prazo de pagamento das dívidas de 6 para 10 anos na prática.

Os investidores aguardam ainda o ministro da Economia, Paulo Guedes, em evento online da Conferência de Montreal às 12h30, e presidente do BC, Roberto Campos Neto, em evento da OCDE, às 14 horas. As declarações de ambos pode mexer nas taxas de juros e dólar. Ontem, dólar e juros futuros fecharam em queda.

À tarde, a decisão de juros do Federal Reserve (16h00), com entrevista de Jerome Powell (16h30), pode mexer ainda com os ativos globais. A tendência é de o Fed manter os juros básicos na faixa entre 0% e 0,25% ao ano nesta quarta-feira, em meio ao choque recessivo causado pela pandemia do coronavírus.

Analistas financeiros também avaliam que o Fed poderá anunciar "forward guidance" qualitativo sobre eventuais mudanças que poderá adotar no futuro com o programa de afrouxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês), que compra mensalmente US$ 80 bilhões de títulos do Tesouro americano e US$ 40 bilhões em ativos financeiros atrelados a hipotecas de imóveis. Nesta manhã, o dólar está fraco e o euro atingiu máximas mais cedo, depois de dados de PMIs acima do esperado na zona do euro, sobretudo os da Alemanha.

Às 9h23, o dólar à vista subia 0,41%, a R$ 5,1104. O dólar futuro para janeiro de 2021 ganhava 0,49%, a R$ 5,1075.



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Volátil, dólar passa a subir com fiscal no radar


16/12/2020 | 09:40


Em dia de decisão de juros do Fed, o dólar está volátil no mercado à vista na manhã desta quarta-feira. A queda marcou a abertura, ajudada pela desvalorização predominante da moeda americana no exterior em meio a otimismo nas bolsas, com expectativas de um acordo em breve sobre o pacote de estímulo fiscal nos EUA e de aprovação do uso emergencial da vacina da Moderna nesta semana.

Mas um pano de fundo de cautela local com o problema fiscal do governo prevalece e o dólar passou a subir, em meio expectativas pela votação da LDO, que prevê rombo fiscal de até R$ 247 bilhões no ano que vem, com dispositivo que dá mais poder aos parlamentares para definir a destinação dos recursos do orçamento. Também está no radar a aprovação pelo Senado da renegociação da dívida dos Estados. As condições de renegociação foram bem flexibilizadas, com alongamento de prazo de pagamento das dívidas de 6 para 10 anos na prática.

Os investidores aguardam ainda o ministro da Economia, Paulo Guedes, em evento online da Conferência de Montreal às 12h30, e presidente do BC, Roberto Campos Neto, em evento da OCDE, às 14 horas. As declarações de ambos pode mexer nas taxas de juros e dólar. Ontem, dólar e juros futuros fecharam em queda.

À tarde, a decisão de juros do Federal Reserve (16h00), com entrevista de Jerome Powell (16h30), pode mexer ainda com os ativos globais. A tendência é de o Fed manter os juros básicos na faixa entre 0% e 0,25% ao ano nesta quarta-feira, em meio ao choque recessivo causado pela pandemia do coronavírus.

Analistas financeiros também avaliam que o Fed poderá anunciar "forward guidance" qualitativo sobre eventuais mudanças que poderá adotar no futuro com o programa de afrouxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês), que compra mensalmente US$ 80 bilhões de títulos do Tesouro americano e US$ 40 bilhões em ativos financeiros atrelados a hipotecas de imóveis. Nesta manhã, o dólar está fraco e o euro atingiu máximas mais cedo, depois de dados de PMIs acima do esperado na zona do euro, sobretudo os da Alemanha.

Às 9h23, o dólar à vista subia 0,41%, a R$ 5,1104. O dólar futuro para janeiro de 2021 ganhava 0,49%, a R$ 5,1075.

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