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Diadema e Mauá veem etapa final sem figurões como vice

Ex-primeira-dama, Celma Dias nunca foi candidata; número dois de Taka é única que já concorreu


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

28/11/2020 | 00:04


Únicas cidades do Grande ABC com continuidade das eleições municipais neste ano, Diadema e Mauá veem segundo turno sem tradicionais figurões da política como candidatos a vice. Em solo diademense, Patty Ferreira (PT) e Maria do Socorro (MDB) estão no páreo como companheiras de chapa de José de Filippi Júnior (PT) e Taka Yamauchi (PSD), respectivamente, enquanto que Israel Aleixo (PSB) e Celma Dias (PT) disputam a preferência do eleitorado mauaense ao lado do prefeito Atila Jacomussi (PSB), que tenta renovar o mandato, e de Marcelo Oliveira (PT), nesta ordem.

Em Mauá, cidade gerida por Atila, houve rompimento com Alaíde Damo (MDB), mulher do patriarca Leonel Damo, quando se viu traído em uma das ocasiões que foi preso no âmbito da Prato Feito. Até por isso, escaldado com o problema vivenciado junto a Alaíde, amarrou nome de seu próprio grupo – próximo, inclusive, da família. Conhecido como Bell, Aleixo, 40 anos, está com o socialista desde o primeiro mandato de Atila como vereador, alcançado na eleição de 2004. Teve destaque nos mandatos parlamentares, braço direito em outros cargos e no governo.

“São 20 anos de experiência na área pública junto à família Jacomussi. Fui chefe de gabinete desde quando ele era vereador. (No Paço) Assumi diversos setores, como superintendente da Sama por quase dois anos, secretário de Assuntos Jurídicos e de Governo. Não estou entrando no processo da noite para o dia”, pontuou Aleixo. Sobre a relação com Atila, frisou que “confiança não se impõe ou escolhe”. “É no dia a dia. Demonstrei que merecia estar ao lado, independentemente do que acontecer. Ao contrário de outras pessoas, não estou como candidato por vaidade, ganância, ego ou status.”

Celma, 65, é o quadro mais conhecido entre os postulantes ainda em disputa, embora nunca tenha concorrido a posto eletivo. Ex-primeira-dama da cidade, ela aparece como personificação de Oswaldo Dias (PT) na chapa. Oswaldo chefiou Mauá três vezes e era cotado a assumir a função, só que, na possibilidade de eventual impasse jurídico no registro, o PT definiu por agregar alternativa ‘oswaldiana’, sem formalizá-lo diretamente na empreitada.

“Minha militância no PT e em defesa da assistência social é antiga. A escolha de meu nome como vice do Marcelo, acredito, foi em razão desta luta pelos menos favorecidos. Também há a questão de representar e defender a participação da mulher na política. Além disso, acumulei experiência no poder público ao acompanhar diretamente, inclusive, como secretária de Assistência Social, os governos Oswaldo Dias, que revolucionaram a nossa cidade”, assinalou Celma.

No caso do PT de Diadema, Filippi, que comandou a Prefeitura em três oportunidades, referendou figura nova. Correligionária, Patty, 48, entrou na composição em tentativa de dialogar com outra ala do PT. A aliança é aposta também em estratégia que resultou em outras vitórias petistas na cidade: chapa pura. O modelo ocorreu em cinco dos seis êxitos.

Patty avaliou que a parceria é junção de fatores. “Acredito que posso agregar nessa união, como mulher, mãe, negra, todas essas vertentes, dando visibilidade àqueles que não se sentem inseridos na política. População feminina e negra é muito grande no eleitorado. É sensibilidade diferente para somar na chapa”, frisou a petista. “Sou também professora de cabeleireira, na área de empreendedorismo, formada em cosmetologia, e presto consultoria. A cidade já foi considerada polo de cosmético, e perdemos isso.”

Em sua segunda empreitada à Prefeitura, Taka decidiu por Maria do Socorro, 52, que está à frente da ONG Ilis (Instituto Lira de Inclusão Social) e é voluntária no Lar São José. Embora desconhecida da política, é a única figura entre os concorrentes na região a já ter participado de eleição. Postulou, sem sucesso, cadeira de vereadora em 2012.

“Meu currículo profissional demonstra que não sou de fugir às minhas responsabilidades. Trabalho há duas décadas em favor de quem mais precisa. Atuo na área social, cuidando de crianças e reestruturando famílias que têm pessoas com necessidades especiais. Portanto, ter um olhar humano faz parte da minha experiência e vocação”, disse Socorro, ao acrescentar que milita há 30 anos na política. “Estou preparada para aproximar e implementar parcerias e convênios que colocarão Diadema no rumo do desenvolvimento econômico e social.”  



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Diadema e Mauá veem etapa final sem figurões como vice

Ex-primeira-dama, Celma Dias nunca foi candidata; número dois de Taka é única que já concorreu

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

28/11/2020 | 00:04


Únicas cidades do Grande ABC com continuidade das eleições municipais neste ano, Diadema e Mauá veem segundo turno sem tradicionais figurões da política como candidatos a vice. Em solo diademense, Patty Ferreira (PT) e Maria do Socorro (MDB) estão no páreo como companheiras de chapa de José de Filippi Júnior (PT) e Taka Yamauchi (PSD), respectivamente, enquanto que Israel Aleixo (PSB) e Celma Dias (PT) disputam a preferência do eleitorado mauaense ao lado do prefeito Atila Jacomussi (PSB), que tenta renovar o mandato, e de Marcelo Oliveira (PT), nesta ordem.

Em Mauá, cidade gerida por Atila, houve rompimento com Alaíde Damo (MDB), mulher do patriarca Leonel Damo, quando se viu traído em uma das ocasiões que foi preso no âmbito da Prato Feito. Até por isso, escaldado com o problema vivenciado junto a Alaíde, amarrou nome de seu próprio grupo – próximo, inclusive, da família. Conhecido como Bell, Aleixo, 40 anos, está com o socialista desde o primeiro mandato de Atila como vereador, alcançado na eleição de 2004. Teve destaque nos mandatos parlamentares, braço direito em outros cargos e no governo.

“São 20 anos de experiência na área pública junto à família Jacomussi. Fui chefe de gabinete desde quando ele era vereador. (No Paço) Assumi diversos setores, como superintendente da Sama por quase dois anos, secretário de Assuntos Jurídicos e de Governo. Não estou entrando no processo da noite para o dia”, pontuou Aleixo. Sobre a relação com Atila, frisou que “confiança não se impõe ou escolhe”. “É no dia a dia. Demonstrei que merecia estar ao lado, independentemente do que acontecer. Ao contrário de outras pessoas, não estou como candidato por vaidade, ganância, ego ou status.”

Celma, 65, é o quadro mais conhecido entre os postulantes ainda em disputa, embora nunca tenha concorrido a posto eletivo. Ex-primeira-dama da cidade, ela aparece como personificação de Oswaldo Dias (PT) na chapa. Oswaldo chefiou Mauá três vezes e era cotado a assumir a função, só que, na possibilidade de eventual impasse jurídico no registro, o PT definiu por agregar alternativa ‘oswaldiana’, sem formalizá-lo diretamente na empreitada.

“Minha militância no PT e em defesa da assistência social é antiga. A escolha de meu nome como vice do Marcelo, acredito, foi em razão desta luta pelos menos favorecidos. Também há a questão de representar e defender a participação da mulher na política. Além disso, acumulei experiência no poder público ao acompanhar diretamente, inclusive, como secretária de Assistência Social, os governos Oswaldo Dias, que revolucionaram a nossa cidade”, assinalou Celma.

No caso do PT de Diadema, Filippi, que comandou a Prefeitura em três oportunidades, referendou figura nova. Correligionária, Patty, 48, entrou na composição em tentativa de dialogar com outra ala do PT. A aliança é aposta também em estratégia que resultou em outras vitórias petistas na cidade: chapa pura. O modelo ocorreu em cinco dos seis êxitos.

Patty avaliou que a parceria é junção de fatores. “Acredito que posso agregar nessa união, como mulher, mãe, negra, todas essas vertentes, dando visibilidade àqueles que não se sentem inseridos na política. População feminina e negra é muito grande no eleitorado. É sensibilidade diferente para somar na chapa”, frisou a petista. “Sou também professora de cabeleireira, na área de empreendedorismo, formada em cosmetologia, e presto consultoria. A cidade já foi considerada polo de cosmético, e perdemos isso.”

Em sua segunda empreitada à Prefeitura, Taka decidiu por Maria do Socorro, 52, que está à frente da ONG Ilis (Instituto Lira de Inclusão Social) e é voluntária no Lar São José. Embora desconhecida da política, é a única figura entre os concorrentes na região a já ter participado de eleição. Postulou, sem sucesso, cadeira de vereadora em 2012.

“Meu currículo profissional demonstra que não sou de fugir às minhas responsabilidades. Trabalho há duas décadas em favor de quem mais precisa. Atuo na área social, cuidando de crianças e reestruturando famílias que têm pessoas com necessidades especiais. Portanto, ter um olhar humano faz parte da minha experiência e vocação”, disse Socorro, ao acrescentar que milita há 30 anos na política. “Estou preparada para aproximar e implementar parcerias e convênios que colocarão Diadema no rumo do desenvolvimento econômico e social.”  

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