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A Israel que simplesmente não existe


Do Diário do Grande ABC

10/05/2020 | 07:00


Há poucos dias, a bandeira de Israel foi colocada ao lado dos pavilhões do Brasil e dos Estados Unidos... no Palácio do Planalto, durante manifestação em que o presidente claramente ameaçou a combalida democracia brasileira. Bolsonaro, como sempre, falava para seus públicos prioritários: a extrema-direita e os evangélicos. Ou pelo menos os segmentos neopentecostais, para quem os símbolos judaicos são importantes, por dois motivos. O primeiro é religioso: muitos evangélicos creem na doutrina do dispensacionalismo, que se baseia na ideia de que Jesus retornará à Terra em Israel, instaurando novo reino em Jerusalém e levando posteriormente à salvação aqueles que nele creem como o Messias (nesse caso, judeus e muçulmanos teriam de se converter ao cristianismo ou aceitar não serem salvos...).

A segunda razão é política: Bolsonaro quer identificar seu governo com o do atual primeiro-ministro israelense, Benyamin Netanyahu, como atalho para a amizade de Donald Trump, nos Estados Unidos. E a ‘proximidade’ de Netanyahu com Bolsonaro corrobora a fantasia da extrema-direita, de que ele tem o apoio de Israel e dos judeus, o ‘povo escolhido’. O governo brasileiro seria então ungido tanto por Trump, líder da maior potência mundial, como pelo ‘povo da Bíblia’, ou seja, por Deus! 

A ideia de uma Israel ultraconservadora não condiz com a realidade. Lá, por exemplo, o aborto é legalizado e custeado pelo governo, que garante auxílio psicológico às mulheres que optam por este caminho. Os direitos dos grupos LGBT são plenos no país e até mesmo o exército reconhece oficialmente casais do mesmo sexo, aceita pessoas transgênero e criminaliza a homofobia. O consumo da maconha também é descriminalizado. De acordo com pesquisas recentes, somente três em cada dez judeus israelenses se dizem religiosos.

Ou seja, a maioria dos israelenses é bastante liberal socialmente, incluindo aqueles que votam na direita, sem esquecer que perto de 20% da população é muçulmana. Mesmo a minoria religiosa judaica em Israel certamente não está de acordo com a ideia de messias de outra religião reinar sobre Jerusalém. O que o Estado de Israel tem de melhor é o progressismo de sua sociedade. Portanto, quando brasileiro empunha a bandeira de Israel em manifestações que pregam o retrocesso social e a disrupção da liberdade e dos direitos humanos, ele consegue a proeza de ofender ao mesmo tempo israelenses judeus (sejam seculares ou religiosos), israelenses árabes e também os judeus brasileiros que não apoiam Bolsonaro – já que a comunidade é multifacetada.

Jean Goldenbaum é músico, professor da Universidade de Hanover (Alemanha) e integrante do Observatório Judaico dos Direitos Humanos no Brasil Henry Sobel.

Dia das Mães – 1

Hoje, Dia da Mães, espero que possamos refletir sobre a importância do papel das mulheres, a violência que muitas sofrem, a carga que, com a pandemia, triplicou, o olhar assertivo, acolhedor, sensível, isento, corajoso, destemido, esperançoso, a luta por sociedade justa e livre do machismo, a importância delas na sociedade. Mulheres, mães ou não, neste momento também têm suas aflições, seus medos, e se cansam. Precisamos entender que necessitam ter tempo, paz, que sejam percebidas como pessoas e não robôs sem sentimento. São as que todos recorrem na hora da dor, nas quais se descarrega toda insegurança e ansiedade. São feitas de sentimentos, assim como você. Que todos possam cuidar melhor da ‘grande’ mãe e juntarem-se para construirmos sociedade mais justa, sem ódio. Que as divergências existam, mas que a humanidade possa evoluir. Neste Dia das Mães cuide-se e dê folga a elas!

Marcia Garcia

Santo André

Dia das Mães – 2

Como para mim Dia das Mães são todos os dias, escrevo pautada em palavras que minha falecida mãe nos dizia, e que hoje sei exatamente o que significam. Quando eu a perguntava o que queria ganhar de presente neste dia, ela falava que era a presença de todos os filhos com ela para almoçar e passar algum tempo. Às vezes eu ficava até irritada porque, na verdade, queria dar o presente certo. Agora, alguns anos mais tarde, consigo entender exatamente o que ela sentia, pois o que eu queria, ao menos hoje, era estar com meus filhos para o almoço e algumas horas juntos. Mas isso não será possível, já que minha filha não mora no Brasil. Deixo beijo grande no coração de todas as mamães que, como eu, não terão suas crianças em casa. Sim, ‘crianças’, porque, para nós, os filhos sempre serão nossas crianças. Feliz Dia das Mães a todas as mamães de Mauá e do mundo todo. Deus nos abençoe.

Rosângela Caris

Mauá


Só o ‘venha a nós’ – 1

Lamentável a informação de que vereadores das cidades do Grande ABC evitam se posicionar favoravelmente à redução dos vencimentos em benefício da luta contra o vírus mortal que causa terror ao mundo (Política, dia 6). Chega a ser revoltante observar a falta de empatia deles com essa causa, mas a gigantesca disposição quando é algo em benefício próprio! Não são seres humanos? Medíocres! Desprezíveis! Não sentem vergonha de receber R$ 12.025,40 mensalmente – no caso da minha cidade, Mauá – e verem a população sendo humilhada para ter os R$ 600 de ‘auxílio emergencial’? Não têm compaixão com o próximo? 

Nice do Carmo Veras

Mauá

Só o ‘venha a nós’ –2

Qual a justificativa para que vereadores de Santo André recebam por mês mais de R$ 15 mil? Pergunto porque, além de achar valor astronômico, ainda não consegui acreditar que estão se negando a doar parte dessa ‘fortuna’ para ajudar contra o coronavírus! Em que mundo vivem? Se há gigantesca mobilização para auxílio a essa causa, por que eles não podem? Por que são intocáveis? Como dois tomaram a iniciativa de cortar 30% – essa porcentagem é irrisória –, os outros 19 tiveram a cara de pau de ficar com ‘ciuminho’ (Política, dia 6)! É inacreditável! Senhores, acordem para a realidade! Saiam de seus gabinetes e vejam que há outras coisa lá fora além do mundinho de vocês!

Samuel Maia

Santo André

Acima de tudo?

Vejo Bolsonaro cometer diariamente os mais variados absurdos, desde afronta à democracia, ameaças ao STF (Supremo Tribunal Federal), ao Congresso, à Constituição, põe em risco a saúde dos fanáticos seguidores, e nada vejo no sentido de para-lo, pôr freio a suas ações, ou até mesmo tirá-lo do poder, e isso causa-me certo sentimento de desespero. Estamos à mercê deste indivíduo cruel e repugnante. Parece-me que esse sujeito está acima da lei, é intocável, está blindado, faz e fala sem medir consequências só porque é provisório no cargo de governante da Nação. Por muito menos Fernando Collor e Dilma Rousseff sofreram impeachment! Onde estão os que têm de fazer prevalecer a ordem no País? Por que estão calados? Por que não se mexem?

Célia de Paula

Ribeirão Pires

As cartas para esta seção devem ser encaminhadas pelos Correios (Rua Catequese, 562, bairro Jardim, Santo André, CEP 09090-900) ou por e-mail (palavradoleitor@dgabc.com.br). Necessário que sejam indicados nome e endereço completos e telefone para contato. Não serão publicadas ofensas pessoais. Os assuntos devem versar sobre temas abordados pelo jornal. O Diário se reserva o direito de publicar somente trechos dos textos.



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A Israel que simplesmente não existe

Do Diário do Grande ABC

10/05/2020 | 07:00


Há poucos dias, a bandeira de Israel foi colocada ao lado dos pavilhões do Brasil e dos Estados Unidos... no Palácio do Planalto, durante manifestação em que o presidente claramente ameaçou a combalida democracia brasileira. Bolsonaro, como sempre, falava para seus públicos prioritários: a extrema-direita e os evangélicos. Ou pelo menos os segmentos neopentecostais, para quem os símbolos judaicos são importantes, por dois motivos. O primeiro é religioso: muitos evangélicos creem na doutrina do dispensacionalismo, que se baseia na ideia de que Jesus retornará à Terra em Israel, instaurando novo reino em Jerusalém e levando posteriormente à salvação aqueles que nele creem como o Messias (nesse caso, judeus e muçulmanos teriam de se converter ao cristianismo ou aceitar não serem salvos...).

A segunda razão é política: Bolsonaro quer identificar seu governo com o do atual primeiro-ministro israelense, Benyamin Netanyahu, como atalho para a amizade de Donald Trump, nos Estados Unidos. E a ‘proximidade’ de Netanyahu com Bolsonaro corrobora a fantasia da extrema-direita, de que ele tem o apoio de Israel e dos judeus, o ‘povo escolhido’. O governo brasileiro seria então ungido tanto por Trump, líder da maior potência mundial, como pelo ‘povo da Bíblia’, ou seja, por Deus! 

A ideia de uma Israel ultraconservadora não condiz com a realidade. Lá, por exemplo, o aborto é legalizado e custeado pelo governo, que garante auxílio psicológico às mulheres que optam por este caminho. Os direitos dos grupos LGBT são plenos no país e até mesmo o exército reconhece oficialmente casais do mesmo sexo, aceita pessoas transgênero e criminaliza a homofobia. O consumo da maconha também é descriminalizado. De acordo com pesquisas recentes, somente três em cada dez judeus israelenses se dizem religiosos.

Ou seja, a maioria dos israelenses é bastante liberal socialmente, incluindo aqueles que votam na direita, sem esquecer que perto de 20% da população é muçulmana. Mesmo a minoria religiosa judaica em Israel certamente não está de acordo com a ideia de messias de outra religião reinar sobre Jerusalém. O que o Estado de Israel tem de melhor é o progressismo de sua sociedade. Portanto, quando brasileiro empunha a bandeira de Israel em manifestações que pregam o retrocesso social e a disrupção da liberdade e dos direitos humanos, ele consegue a proeza de ofender ao mesmo tempo israelenses judeus (sejam seculares ou religiosos), israelenses árabes e também os judeus brasileiros que não apoiam Bolsonaro – já que a comunidade é multifacetada.

Jean Goldenbaum é músico, professor da Universidade de Hanover (Alemanha) e integrante do Observatório Judaico dos Direitos Humanos no Brasil Henry Sobel.

Dia das Mães – 1

Hoje, Dia da Mães, espero que possamos refletir sobre a importância do papel das mulheres, a violência que muitas sofrem, a carga que, com a pandemia, triplicou, o olhar assertivo, acolhedor, sensível, isento, corajoso, destemido, esperançoso, a luta por sociedade justa e livre do machismo, a importância delas na sociedade. Mulheres, mães ou não, neste momento também têm suas aflições, seus medos, e se cansam. Precisamos entender que necessitam ter tempo, paz, que sejam percebidas como pessoas e não robôs sem sentimento. São as que todos recorrem na hora da dor, nas quais se descarrega toda insegurança e ansiedade. São feitas de sentimentos, assim como você. Que todos possam cuidar melhor da ‘grande’ mãe e juntarem-se para construirmos sociedade mais justa, sem ódio. Que as divergências existam, mas que a humanidade possa evoluir. Neste Dia das Mães cuide-se e dê folga a elas!

Marcia Garcia

Santo André

Dia das Mães – 2

Como para mim Dia das Mães são todos os dias, escrevo pautada em palavras que minha falecida mãe nos dizia, e que hoje sei exatamente o que significam. Quando eu a perguntava o que queria ganhar de presente neste dia, ela falava que era a presença de todos os filhos com ela para almoçar e passar algum tempo. Às vezes eu ficava até irritada porque, na verdade, queria dar o presente certo. Agora, alguns anos mais tarde, consigo entender exatamente o que ela sentia, pois o que eu queria, ao menos hoje, era estar com meus filhos para o almoço e algumas horas juntos. Mas isso não será possível, já que minha filha não mora no Brasil. Deixo beijo grande no coração de todas as mamães que, como eu, não terão suas crianças em casa. Sim, ‘crianças’, porque, para nós, os filhos sempre serão nossas crianças. Feliz Dia das Mães a todas as mamães de Mauá e do mundo todo. Deus nos abençoe.

Rosângela Caris

Mauá


Só o ‘venha a nós’ – 1

Lamentável a informação de que vereadores das cidades do Grande ABC evitam se posicionar favoravelmente à redução dos vencimentos em benefício da luta contra o vírus mortal que causa terror ao mundo (Política, dia 6). Chega a ser revoltante observar a falta de empatia deles com essa causa, mas a gigantesca disposição quando é algo em benefício próprio! Não são seres humanos? Medíocres! Desprezíveis! Não sentem vergonha de receber R$ 12.025,40 mensalmente – no caso da minha cidade, Mauá – e verem a população sendo humilhada para ter os R$ 600 de ‘auxílio emergencial’? Não têm compaixão com o próximo? 

Nice do Carmo Veras

Mauá

Só o ‘venha a nós’ –2

Qual a justificativa para que vereadores de Santo André recebam por mês mais de R$ 15 mil? Pergunto porque, além de achar valor astronômico, ainda não consegui acreditar que estão se negando a doar parte dessa ‘fortuna’ para ajudar contra o coronavírus! Em que mundo vivem? Se há gigantesca mobilização para auxílio a essa causa, por que eles não podem? Por que são intocáveis? Como dois tomaram a iniciativa de cortar 30% – essa porcentagem é irrisória –, os outros 19 tiveram a cara de pau de ficar com ‘ciuminho’ (Política, dia 6)! É inacreditável! Senhores, acordem para a realidade! Saiam de seus gabinetes e vejam que há outras coisa lá fora além do mundinho de vocês!

Samuel Maia

Santo André

Acima de tudo?

Vejo Bolsonaro cometer diariamente os mais variados absurdos, desde afronta à democracia, ameaças ao STF (Supremo Tribunal Federal), ao Congresso, à Constituição, põe em risco a saúde dos fanáticos seguidores, e nada vejo no sentido de para-lo, pôr freio a suas ações, ou até mesmo tirá-lo do poder, e isso causa-me certo sentimento de desespero. Estamos à mercê deste indivíduo cruel e repugnante. Parece-me que esse sujeito está acima da lei, é intocável, está blindado, faz e fala sem medir consequências só porque é provisório no cargo de governante da Nação. Por muito menos Fernando Collor e Dilma Rousseff sofreram impeachment! Onde estão os que têm de fazer prevalecer a ordem no País? Por que estão calados? Por que não se mexem?

Célia de Paula

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