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Um quinto dos empresários diz ter se deparado com corrupção

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pesquisa da USCS indica que 12 de 55 executivos da região conviveram com oferta de propina no poder público


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

23/02/2020 | 00:01


Um a cada cinco empresários ou diretores de empresas do Grande ABC diz que já presenciou ou ficou sabendo de casos de corrupção na relação com o poder público.

O retrato está presente em estudo divulgado na semana passada pelo Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) e assinado por Alexandro Rudolfo de Souza Guirão e Carlos Afonso – que também integram o Oiec (Observatório de Integridade Empresarial e Compliance).

Pesquisa de campo escutou 55 diretores ou executivos de companhias privadas no Grande ABC e 11 deles confirmaram que, representando a empresa em um relacionamento com poder público, tomou conhecimento de pedido de propina ou qualquer vantagem indevida para fazer ou deixar de fazer algo que era inerente à atividade do agente público. Os pesquisadores traçaram exemplos como não aplicação de multa ou exigir valores para conceder alvarás.

Dos 55 entrevistados, um disse que ficou sabendo de oferecimento de propina para o agente público. Outros 43 empresários declararam nunca ter presenciado tal situação. O quadro indica que 21,8% dos entrevistados relataram contato com episódios de corrupção no poder público da região.

Responderam aos questionários 16 empresários de Santo André, quatro de São Bernardo, 23 de São Caetano, cinco de Diadema, cinco de Mauá, um de Ribeirão Pires e um de Rio Grande da Serra.

O cenário é agravado, conforme a pesquisa, pelo fato de menos da metade das empresas do Grande ABC dispor de regras de compliance, mecanismo que estabelece regras de conduta para dificultar episódios de corrupção no setor corporativo.

Conforme o levantamento, 65,5% dos executivos relataram que as firmas para as quais trabalham sequer possuem programa de compliance – estrato esse que contabiliza apenas o Grande ABC, uma vez que os pesquisadores estenderam o campo para a Capital e outros municípios da Região Metropolitana.

“A pesquisa mostrou que pouco menos de um terço do total de respondentes não sabe o que é compliance anticorrupção ou programa de integridade empresarial. Quando olhamos o Grande ABC isoladamente, esse percentual é pouco maior que 32%.Em ambos os casos, o percentual é bastante significativo, considerando que a pesquisa foi direcionada para sócios, diretores, gerentes e todos aqueles que possuam cargos executivos nas empresas”, constataram Guirão e Afonso. “Existe ainda um longo caminho a ser percorrido pelo Brasil no que diz respeito ao combate à corrupção e à criação de uma cultura de integridade de modo que possamos ser um País cada vez mais íntegro e com menos níveis de corrupção.

CASOS
Nesta legislatura, o Grande ABC se deparou com escândalos de corrupção envolvendo empresários e agentes públicos. A Operação Prato Feito desmontou esquema de desvio de recursos em contratos da merenda escolar em São Bernardo e em Mauá. A Trato Feito, sequência da Prato Feito, aprofundou a investigação em Mauá. Também em São Bernardo, a Operação Barbatanas agiu contra esquema de venda de cargos comissionados e licenças ambientais. 



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