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Moradores de três cidades reclamam de torneiras secas

Após água escura, bairros em Santo André, São Bernardo e Diadema estão desabastecidos


Marília Montich
Do Diário do Grande ABC

26/04/2019 | 07:00


 Após o recebimento de água escura, moradores de Santo André, São Bernardo e Diadema passaram a conviver com novo problema desde o início da semana: torneiras secas.

São diversos bairros afetados pela falta d’água, tais como Jardim Stella, Valparaíso, Jardim Bom Pastor, Bela Vista, Vila Floresta, Sítio dos Vianas e Jardim Guarará, em Santo André; Baeta Neves, Pauliceia, Vila São Pedro, Rudge Ramos e Centro, em São Bernardo; e Campanário, em Diadema.

Alguns condomínios têm optado por contratar caminhões-pipa para dar conta da demanda. É o caso do Domo Home, no Centro de São Bernardo. Dois veículos do tipo foram acionados ontem. “Hoje (ontem) de manhã houve a entrada de 119 metros cúbicos pela rede da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) para necessidade diária de 467 metros cúbicos e, novamente, não há mais fornecimento. Iniciamos o abastecimento por caminhão-pipa. Pedimos a todos que façam o consumo consciente nas próximas horas”, diz comunicado enviado aos condôminos.

Questionada, a Sabesp informou que a falta d’água se dá por conta dos trabalhos para corrigir o processo de tratamento de água do Sistema Rio Grande, braço da Represa Billings, problema que resultou no escurecimento do recurso hídrico nos últimos dias. “Com o procedimento operacional, houve redução na vazão de tratamento, causando intermitências em algumas regiões. A companhia dará desconto na conta de água do período e está à disposição para esclarecer os clientes pelo telefone 0800 0119911”, comentou em nota. Prazo para normalização, entretanto, não foi estipulado.

O Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), por sua vez, reforçou a explicação da Sabesp e disse que, no município, o Rio Grande é responsável pelo abastecimento de 30% da população. “Por este motivo, alguns locais da cidade estão temporariamente apresentando intermitência no fornecimento de água”, afirmou a autarquia.

Sobre a água turva, cuja cor varia de amarelada, passando por marrom, até tons de cinza, acompanhada de odor fétido, a Sabesp já havia esclarecido anteriormente que as fortes chuvas ocorridas em março e abril “provocaram o extravasamento da Represa Rio Grande (onde há a captação de água) para a Represa Billings, o que gerou alteração brusca e substancial na característica da água do manancial utilizado para tratamento. Principalmente a quantidade de ferro, manganês e o nível de cor da água bruta atingiram valores inéditos na história do manancial”. Para minimizar os transtornos, a companhia estadual garantiu que não vai cobrar a água consumida entre os dias 17 e 25 de abril nas cidades abastecidas pelo sistema.

O Sistema Rio Grande abastece 1,2 milhão de pessoas na região.



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Moradores de três cidades reclamam de torneiras secas

Após água escura, bairros em Santo André, São Bernardo e Diadema estão desabastecidos

Marília Montich
Do Diário do Grande ABC

26/04/2019 | 07:00


 Após o recebimento de água escura, moradores de Santo André, São Bernardo e Diadema passaram a conviver com novo problema desde o início da semana: torneiras secas.

São diversos bairros afetados pela falta d’água, tais como Jardim Stella, Valparaíso, Jardim Bom Pastor, Bela Vista, Vila Floresta, Sítio dos Vianas e Jardim Guarará, em Santo André; Baeta Neves, Pauliceia, Vila São Pedro, Rudge Ramos e Centro, em São Bernardo; e Campanário, em Diadema.

Alguns condomínios têm optado por contratar caminhões-pipa para dar conta da demanda. É o caso do Domo Home, no Centro de São Bernardo. Dois veículos do tipo foram acionados ontem. “Hoje (ontem) de manhã houve a entrada de 119 metros cúbicos pela rede da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) para necessidade diária de 467 metros cúbicos e, novamente, não há mais fornecimento. Iniciamos o abastecimento por caminhão-pipa. Pedimos a todos que façam o consumo consciente nas próximas horas”, diz comunicado enviado aos condôminos.

Questionada, a Sabesp informou que a falta d’água se dá por conta dos trabalhos para corrigir o processo de tratamento de água do Sistema Rio Grande, braço da Represa Billings, problema que resultou no escurecimento do recurso hídrico nos últimos dias. “Com o procedimento operacional, houve redução na vazão de tratamento, causando intermitências em algumas regiões. A companhia dará desconto na conta de água do período e está à disposição para esclarecer os clientes pelo telefone 0800 0119911”, comentou em nota. Prazo para normalização, entretanto, não foi estipulado.

O Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), por sua vez, reforçou a explicação da Sabesp e disse que, no município, o Rio Grande é responsável pelo abastecimento de 30% da população. “Por este motivo, alguns locais da cidade estão temporariamente apresentando intermitência no fornecimento de água”, afirmou a autarquia.

Sobre a água turva, cuja cor varia de amarelada, passando por marrom, até tons de cinza, acompanhada de odor fétido, a Sabesp já havia esclarecido anteriormente que as fortes chuvas ocorridas em março e abril “provocaram o extravasamento da Represa Rio Grande (onde há a captação de água) para a Represa Billings, o que gerou alteração brusca e substancial na característica da água do manancial utilizado para tratamento. Principalmente a quantidade de ferro, manganês e o nível de cor da água bruta atingiram valores inéditos na história do manancial”. Para minimizar os transtornos, a companhia estadual garantiu que não vai cobrar a água consumida entre os dias 17 e 25 de abril nas cidades abastecidas pelo sistema.

O Sistema Rio Grande abastece 1,2 milhão de pessoas na região.

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