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Alagamento em São Bernardo durou 48 horas

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Sete ruas da Vila Orlandina continuavam com água da chuva até o início da noite de ontem


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

13/03/2019 | 07:00


 Moradores da Vila Orlandina, em São Bernardo, completaram ontem 48 horas com ruas e casas alagadas, após a forte chuva que atingiu o Grande ABC na noite de domingo e madrugada de segunda-feira. Sete vias do bairro, que fica na região do Rudge Ramos, ainda estavam com água e diversos pontos intrasitáveis até o início da noite de ontem. A Prefeitura informou que, por volta de 21h, a água já havia escoado.

Segundo o vice-prefeito da cidade, Marcelo Lima, o volume de água na Estação Elevatória da Vila Helena (que fica ao lado de algumas das ruas que seguiam alagadas) foi tamanho que invadiu a casa de máquinas, danificando o gerador e o painel de controle das duas bombas que jogam a água para o Ribeirão dos Meninos. Na tarde de ontem, Lima acompanhava a tentativa de conserto e posterior troca do gerador. “Instalamos em caráter emergencial duas bombas extras para tirar a água por meio de mangueiras. Nossa expectativa é que, se não chover novamente, ainda hoje (ontem) as ruas estarão liberadas”, estimou. Até o começo da noite de ontem o nível tinha baixado, mas ainda havia muita água nas ruas.

O comerciante Diógenes Simões, 60 anos, morador da Rua Guilherme de Almeida, não saía de casa desde o domingo. “Não quero colocar meu pé nessa água suja ”, justificou. Após sete enchentes que destruíram seus móveis, o comerciante construiu outro pavimento na casa e levantou o imóvel a 1,80 metro do nível da rua. “Foi o que me salvou. Ainda assim, a água chegou a quase cobrir a roda do meu carro”, afirmou. “A gente lamenta a falta de prevenção”, afirmou.

Na Rua Ida Leone Cleto, que também seguia alagada, funcionários da Prefeitura tentavam desobstruir um extravasador, por onde a água da chuva poderia escoar para o ribeirão. Lixo e entulho dificultavam a operação. O comprador Julio Cesar Gianelli, 47, estava desde domingo sem poder entrar em casa. “Quando a água começou a subir, já saí e até agora (ontem)não pude retornar”, afirmou. O morador, que está hospedado em casa de parentes, em seis anos que mora no local nunca havia passado por nada parecido. “Na minha casa nada deve ter sido atingido, porque é no segundo andar. A da minha prima deve estar com água. Mas não tinha carro na garagem, minha moto também não estava, foi um livramento de Jesus”, completou.

RUA JURUBATUBA

Dois dias após o temporal que atingiu o Grande ABC, comerciantes da Rua Jurubatuba, no Centro, tradicional endereço de venda de móveis e decorações em São Bernardo, ainda calculam os prejuízos.

Além dos danos às peças dos mostruários, a passagem de um ônibus durante o alagamento, na madrugada de segunda-feira, resultou em vitrines e portas de vidro quebradas, aumentando os prejuízos dos comerciantes.

“A água já estava aí. Mas a passagem do ônibus piorou, porque muitas portas se quebraram, inclusive a nossa”, explicou o consultor de vendas Cláudio Peres, 52. A estimativa é que tenham sido perdidos ao menos R$ 80 mil.

Em outra loja, os cálculos de perdas eram ainda mais desanimadores. “Já perdemos pelo menos R$ 140 mil”, avaliou a gerente Sonia Saldelai, 59. A funcionária explicou que uma comporta de mais de um metro instalada na porta evitou entrada da água, mas o entupimento das tubulações da região resultou no retorno do esgoto pelos fundos do imóvel. “Choveu muito, a gente reconhece, mas falta manutenção para manter as galerias limpas, falta educação da população para não jogar lixo.”



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Alagamento em São Bernardo durou 48 horas

Sete ruas da Vila Orlandina continuavam com água da chuva até o início da noite de ontem

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

13/03/2019 | 07:00


 Moradores da Vila Orlandina, em São Bernardo, completaram ontem 48 horas com ruas e casas alagadas, após a forte chuva que atingiu o Grande ABC na noite de domingo e madrugada de segunda-feira. Sete vias do bairro, que fica na região do Rudge Ramos, ainda estavam com água e diversos pontos intrasitáveis até o início da noite de ontem. A Prefeitura informou que, por volta de 21h, a água já havia escoado.

Segundo o vice-prefeito da cidade, Marcelo Lima, o volume de água na Estação Elevatória da Vila Helena (que fica ao lado de algumas das ruas que seguiam alagadas) foi tamanho que invadiu a casa de máquinas, danificando o gerador e o painel de controle das duas bombas que jogam a água para o Ribeirão dos Meninos. Na tarde de ontem, Lima acompanhava a tentativa de conserto e posterior troca do gerador. “Instalamos em caráter emergencial duas bombas extras para tirar a água por meio de mangueiras. Nossa expectativa é que, se não chover novamente, ainda hoje (ontem) as ruas estarão liberadas”, estimou. Até o começo da noite de ontem o nível tinha baixado, mas ainda havia muita água nas ruas.

O comerciante Diógenes Simões, 60 anos, morador da Rua Guilherme de Almeida, não saía de casa desde o domingo. “Não quero colocar meu pé nessa água suja ”, justificou. Após sete enchentes que destruíram seus móveis, o comerciante construiu outro pavimento na casa e levantou o imóvel a 1,80 metro do nível da rua. “Foi o que me salvou. Ainda assim, a água chegou a quase cobrir a roda do meu carro”, afirmou. “A gente lamenta a falta de prevenção”, afirmou.

Na Rua Ida Leone Cleto, que também seguia alagada, funcionários da Prefeitura tentavam desobstruir um extravasador, por onde a água da chuva poderia escoar para o ribeirão. Lixo e entulho dificultavam a operação. O comprador Julio Cesar Gianelli, 47, estava desde domingo sem poder entrar em casa. “Quando a água começou a subir, já saí e até agora (ontem)não pude retornar”, afirmou. O morador, que está hospedado em casa de parentes, em seis anos que mora no local nunca havia passado por nada parecido. “Na minha casa nada deve ter sido atingido, porque é no segundo andar. A da minha prima deve estar com água. Mas não tinha carro na garagem, minha moto também não estava, foi um livramento de Jesus”, completou.

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Dois dias após o temporal que atingiu o Grande ABC, comerciantes da Rua Jurubatuba, no Centro, tradicional endereço de venda de móveis e decorações em São Bernardo, ainda calculam os prejuízos.

Além dos danos às peças dos mostruários, a passagem de um ônibus durante o alagamento, na madrugada de segunda-feira, resultou em vitrines e portas de vidro quebradas, aumentando os prejuízos dos comerciantes.

“A água já estava aí. Mas a passagem do ônibus piorou, porque muitas portas se quebraram, inclusive a nossa”, explicou o consultor de vendas Cláudio Peres, 52. A estimativa é que tenham sido perdidos ao menos R$ 80 mil.

Em outra loja, os cálculos de perdas eram ainda mais desanimadores. “Já perdemos pelo menos R$ 140 mil”, avaliou a gerente Sonia Saldelai, 59. A funcionária explicou que uma comporta de mais de um metro instalada na porta evitou entrada da água, mas o entupimento das tubulações da região resultou no retorno do esgoto pelos fundos do imóvel. “Choveu muito, a gente reconhece, mas falta manutenção para manter as galerias limpas, falta educação da população para não jogar lixo.”

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