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Para onde vai o esgoto?

Processo de saneamento conta com diferentes etapas nas estações de tratamento


Luís Felipe Soares
Diário do Grande ABC

21/10/2018 | 07:00


O caminho do esgoto gerado por um imóvel comum passa por grande rede de tubulações interligadas até chegar à estação de tratamento do resíduo. São canos locais que passam pelas ruas, chegam a coletores maiores e ainda viajam até interceptores, que levam esse tipo de descarte para estações de tratamento adequadas, que separam elementos sólidos do líquido por meio de diferentes etapas específicas.

Após toda a limpeza realizada, a água está liberada para ser reutilizada para ações como lavagem de ruas e rega de jardins, com o lodo que sobra sendo rico em matéria orgânica e podendo ajudar no adubo para a recuperação do solo. Tudo isso acontece com o descarte adequado de todo o tipo de lixo e quando as cidades contam com devida estrutura.

De modo geral, o esgoto trata-se de água residual descartada, sendo dividida entre dois tipos distintos: o doméstico (produzido nas atividades do cotidiano, casos de tomar banho, dar descarga no vaso sanitário e lavar a louça) e o industrial (que soma os dejetos comuns de uma casa com os resíduos gerados em processos de produção de cada bem ou produto). As indústrias são obrigadas a realizar tratamento prévio de seu esgoto, para evitar contaminação de materiais tóxicos e químicos, antes de lançá-los na rede coletora pública.

Nas residências, todo esse descarte é lançado, primeiramente, na ligação doméstica interna antes de chegar aos tubos existentes no subterrâneo das ruas. As redes coletoras se ligam aos chamados coletores tronco para daí atingir interceptor que conecta o processo de despacho do resíduo até a uma ETE (Estação de Tratamento de Esgoto). Em Santo André, por exemplo, a ETE Parque Andreense, gerida pelo Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), trata parte dos efluentes do município produzidos na região do bairro. A área urbana da cidade encaminha os resíduos para a ETE ABC, em São Paulo.

Entre as etapas do trabalho local estão os gradeamentos, com retirada de grandes itens sólidos (como garrafas plásticas e restos de tecidos) e pequenos elementos (casos de cabelos e sujeiras menores), o peneiramento, hora da remoção da areia da água, e o tratamento biológico, este utilizando micro-organismos que se alimentam da sujeira e a separam do restante da água. O líquido ainda passa por filtração e a desinfecção, buscando limpá-lo de micróbios e bactérias que podem causar doenças. Os profissionais envolvidos devem usar equipamentos de proteção, como botas e máscaras, e ter vacinação em dia.

Uma pessoa pode produzir, em média, cerca de 150 litros de esgoto por dia. Ações simples são capazes de ajudar a todo esse processo de saneamento, sendo recomendável o uso constante de ralinhos de pias e tanques, limpeza da caixa de gordura (geralmente instaladas na saída da pia da cozinha), reciclagem de óleo e o não descarte de lixo no vaso sanitário.

O esgoto e a chuva não se misturam. A água vinda dos céus é encaminhada para rede pluvial, seguindo para córregos e rios. Essa água só será infectada caso o esgoto seja lançado no sistema errado

Consultoria de Rosevaldo Marinho de Souza, técnico em química e encarregado da Estação de Tratamento de Esgoto do Parque Andreense, do Semasa, de Santo André.
 



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