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Software ajuda na alfabetização de alunos com dificuldade de aprender

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Programa une tecnologia e psicologia para auxiliar crianças da rede municipal


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

02/09/2018 | 07:00


A tecnologia tem sido usada como ferramenta capaz de ajudar alunos da rede de Santo André com dificuldade de aprendizado. Por meio de software específico, o programa Alfatech (alfabetizar com tecnologia) já beneficia 283 alunos de oito Emeiefs (Escolas Municipais de Educação Infantil e Ensino Fundamental) da cidade que apresentam ritmo mais lento na compreensão da leitura e da escrita.

O que para as crianças parece ser divertido, lúdico e diferente, acaba atuando como reforço. Por trás de ‘brincadeiras’ no computador, há estudo e sequência, pensados e criados para desenvolver o raciocínio cognitivo de cada aluno que demande o uso do sistema.

O pequeno Rycharlysso, 10 anos, contou em poucas palavras que ficou mais fácil ler e escrever. “Sempre gostei de ler, mas só conseguia bem devagar. Agora ler livros é o que mais faço. Adorei a aula no computador.”

Professora específica para aula do Alfatech, Licineide de Araújo Medeiros disse que o programa não só auxilia as crianças, mas também muda toda a perspectiva que elas têm sobre aprender. “É maravilhoso o uso desse sistema. As crianças ficam concentradas no computador, interagem com os exercícios e quebram barreiras da dificuldade de compreensão educacional.”

A ideia foi desenvolvida pela Ufscar (Universidade Federal de São Carlos) e apresentada ao município pela Enactus – grupo de estudantes e acadêmicos que desenvolve ações na área social – da UFABC (Universidade Federal do ABC). O sistema propõe aos alunos sequência de atividades lógicas e alfabéticas que precisam ser cumpridas para que a criança compreenda de forma mais clara e aprenda em pouco tempo o que não conseguiu alcançar em sala de aula.

A coordenadora de serviços educacionais da Secretaria de Educação de Santo André Regiane Ibanhez Gimenes Berni explicou que, para chegar ao processo, a Ufscar realizou pesquisa sobre psicologia cognitiva e desenvolveu série de desafios que abordam os pontos de maior dificuldade dos estudantes. “Quando uma pessoa alfabetizada olha o sistema, tudo parece muito fácil, mas o estudo é complexo e completo. A criança, além de ter sua auto-estima preservada, compreende de forma rápida e lógica o universo da leitura.”

Foram selecionadas escolas que tinham maior número de crianças com atraso no aprendizado. O tempo médio para o aluno deixar a atividade extra, realizada no período de aula, é de oito meses, sabendo ler e escrever. Foram contratados 19 docentes para aula específica. As atividades acontecem três vezes por semana, com aulas que duram em torno de 30 a 50 minutos, em grupos de cinco estudantes.

Aluna do 5º ano, Kimberli Atanasio de Souza, 11, disse que, embora sempre tenha gostado de ler, sentia dificuldade em detectar as palavras corretamente. “Estou feliz porque consigo ler tudo. Adoro ler gibi. E também tenho conseguido escrever bem, o que antes não conseguia”, destacou.



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Software ajuda na alfabetização de alunos com dificuldade de aprender

Programa une tecnologia e psicologia para auxiliar crianças da rede municipal

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

02/09/2018 | 07:00


A tecnologia tem sido usada como ferramenta capaz de ajudar alunos da rede de Santo André com dificuldade de aprendizado. Por meio de software específico, o programa Alfatech (alfabetizar com tecnologia) já beneficia 283 alunos de oito Emeiefs (Escolas Municipais de Educação Infantil e Ensino Fundamental) da cidade que apresentam ritmo mais lento na compreensão da leitura e da escrita.

O que para as crianças parece ser divertido, lúdico e diferente, acaba atuando como reforço. Por trás de ‘brincadeiras’ no computador, há estudo e sequência, pensados e criados para desenvolver o raciocínio cognitivo de cada aluno que demande o uso do sistema.

O pequeno Rycharlysso, 10 anos, contou em poucas palavras que ficou mais fácil ler e escrever. “Sempre gostei de ler, mas só conseguia bem devagar. Agora ler livros é o que mais faço. Adorei a aula no computador.”

Professora específica para aula do Alfatech, Licineide de Araújo Medeiros disse que o programa não só auxilia as crianças, mas também muda toda a perspectiva que elas têm sobre aprender. “É maravilhoso o uso desse sistema. As crianças ficam concentradas no computador, interagem com os exercícios e quebram barreiras da dificuldade de compreensão educacional.”

A ideia foi desenvolvida pela Ufscar (Universidade Federal de São Carlos) e apresentada ao município pela Enactus – grupo de estudantes e acadêmicos que desenvolve ações na área social – da UFABC (Universidade Federal do ABC). O sistema propõe aos alunos sequência de atividades lógicas e alfabéticas que precisam ser cumpridas para que a criança compreenda de forma mais clara e aprenda em pouco tempo o que não conseguiu alcançar em sala de aula.

A coordenadora de serviços educacionais da Secretaria de Educação de Santo André Regiane Ibanhez Gimenes Berni explicou que, para chegar ao processo, a Ufscar realizou pesquisa sobre psicologia cognitiva e desenvolveu série de desafios que abordam os pontos de maior dificuldade dos estudantes. “Quando uma pessoa alfabetizada olha o sistema, tudo parece muito fácil, mas o estudo é complexo e completo. A criança, além de ter sua auto-estima preservada, compreende de forma rápida e lógica o universo da leitura.”

Foram selecionadas escolas que tinham maior número de crianças com atraso no aprendizado. O tempo médio para o aluno deixar a atividade extra, realizada no período de aula, é de oito meses, sabendo ler e escrever. Foram contratados 19 docentes para aula específica. As atividades acontecem três vezes por semana, com aulas que duram em torno de 30 a 50 minutos, em grupos de cinco estudantes.

Aluna do 5º ano, Kimberli Atanasio de Souza, 11, disse que, embora sempre tenha gostado de ler, sentia dificuldade em detectar as palavras corretamente. “Estou feliz porque consigo ler tudo. Adoro ler gibi. E também tenho conseguido escrever bem, o que antes não conseguia”, destacou.

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