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Renegociação da dívida com a Lara desencadeou crise em Mauá

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Raphael Rocha
Diário do Grande ABC

17/12/2017 | 07:00


A crise no contrato com a Lara Central de Tratamento de Resíduos Sólidos e a Prefeitura de Mauá se acentuou após o ex-prefeito Donisete Braga (PT) assinar a repactuação da dívida com a empresa oito meses antes de deixar o comando do Paço. Pela renegociação, o passivo de Mauá com a firma, originalmente em R$ 43,1 milhões, saltará para R$ 54,5 milhões por conta de juros – diferença de R$ 11,3 milhões – e só será zerado em 2021.

Em abril de 2016, Donisete assinou lei que parcelou o deficit de R$ 43,1 milhões, que se arrastava das gestões de Leonel Damo (sem partido) e Oswaldo Dias (PT). O acordo envolveu quatro prestações de R$ 472,9 mil e outras dez de R$ 733 mil para quitação de primeira parte do passivo. Mas o parcelamento da segunda metade, que se arrastará por cinco anos, é que compromete o cumprimento do contrato com a Lara.

São 60 parcelas de R$ 754,1 mil, que só serão liquidadas em abril de 2021, quando o primeiro mandato de Atila estiver encerrado. Esses boletos, somados aos valores mensais da prestação de serviços (em torno de R$ 2,6 milhões), dificultam o governo a honrar o compromisso com a Lara, uma vez que acresce em 27% a quantia dos repasses que precisam ser feitas à terceirizada.

Nesta semana, a companhia, de propriedade de Wagner Damo, sobrinho de Leonel Damo, notificou a Prefeitura e ameaçou interromper os serviços na sexta-feira. O secretário de Governo, João Gaspar (PCdoB), convenceu a direção da Lara a rediscutir o caso na segunda-feira, adiando qualquer paralisação nas atividades de coleta e destinação final do lixo da cidade.

Dados do Portal da Transparência da Prefeitura corroboram com números que o governo apresenta aos vereadores ao fazer o debate da necessidade da implementação da taxa de coleta de lixo. Foi justamente neste ano que as faturas não pagas integralmente se avolumaram, gerando descompasso atual de R$ 14 milhões.
A repactuação se tornou lei em 19 de abril de 2016, quando Atila já havia rompido com Donisete e anunciado pré-candidatura. Em outubro, o socialista venceu a eleição.

OUTRO LADO - “O prefeito falta com a verdade. Lamento muito. Quando assumi a prefeitura, em 2013, o contrato da Lara estava em atraso de nove meses somente da gestão de Oswaldo. Parcelas do Leonel também estavam em atraso. Procurei governar sem olhar para trás. Repactuamos a dívida em um acordo que era perfeitamente possível pagar, tanto que pagamos”, disse Donisete. “Repactuamos a dívida, com desconto. Tudo foi deixado na ordem.”
Para o ex-chefe do Executivo, falta planejamento ao atual governo. “O prefeito, no afã de expor seu marketing eleitoral, gastou muito o dinheiro no primeiro semestre e ficou sem recurso no segundo semestre. Não fez gestão. Ele decidiu pintar a cidade de amarelo e colocar a campanha do pai (Admir Jacomussi, PRP) a deputado estadual na rua. Ele (Atila) poderia falar que inaugurou obras graças à estrutura que deixamos.” 



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Renegociação da dívida com a Lara desencadeou crise em Mauá

Raphael Rocha
Diário do Grande ABC

17/12/2017 | 07:00


A crise no contrato com a Lara Central de Tratamento de Resíduos Sólidos e a Prefeitura de Mauá se acentuou após o ex-prefeito Donisete Braga (PT) assinar a repactuação da dívida com a empresa oito meses antes de deixar o comando do Paço. Pela renegociação, o passivo de Mauá com a firma, originalmente em R$ 43,1 milhões, saltará para R$ 54,5 milhões por conta de juros – diferença de R$ 11,3 milhões – e só será zerado em 2021.

Em abril de 2016, Donisete assinou lei que parcelou o deficit de R$ 43,1 milhões, que se arrastava das gestões de Leonel Damo (sem partido) e Oswaldo Dias (PT). O acordo envolveu quatro prestações de R$ 472,9 mil e outras dez de R$ 733 mil para quitação de primeira parte do passivo. Mas o parcelamento da segunda metade, que se arrastará por cinco anos, é que compromete o cumprimento do contrato com a Lara.

São 60 parcelas de R$ 754,1 mil, que só serão liquidadas em abril de 2021, quando o primeiro mandato de Atila estiver encerrado. Esses boletos, somados aos valores mensais da prestação de serviços (em torno de R$ 2,6 milhões), dificultam o governo a honrar o compromisso com a Lara, uma vez que acresce em 27% a quantia dos repasses que precisam ser feitas à terceirizada.

Nesta semana, a companhia, de propriedade de Wagner Damo, sobrinho de Leonel Damo, notificou a Prefeitura e ameaçou interromper os serviços na sexta-feira. O secretário de Governo, João Gaspar (PCdoB), convenceu a direção da Lara a rediscutir o caso na segunda-feira, adiando qualquer paralisação nas atividades de coleta e destinação final do lixo da cidade.

Dados do Portal da Transparência da Prefeitura corroboram com números que o governo apresenta aos vereadores ao fazer o debate da necessidade da implementação da taxa de coleta de lixo. Foi justamente neste ano que as faturas não pagas integralmente se avolumaram, gerando descompasso atual de R$ 14 milhões.
A repactuação se tornou lei em 19 de abril de 2016, quando Atila já havia rompido com Donisete e anunciado pré-candidatura. Em outubro, o socialista venceu a eleição.

OUTRO LADO - “O prefeito falta com a verdade. Lamento muito. Quando assumi a prefeitura, em 2013, o contrato da Lara estava em atraso de nove meses somente da gestão de Oswaldo. Parcelas do Leonel também estavam em atraso. Procurei governar sem olhar para trás. Repactuamos a dívida em um acordo que era perfeitamente possível pagar, tanto que pagamos”, disse Donisete. “Repactuamos a dívida, com desconto. Tudo foi deixado na ordem.”
Para o ex-chefe do Executivo, falta planejamento ao atual governo. “O prefeito, no afã de expor seu marketing eleitoral, gastou muito o dinheiro no primeiro semestre e ficou sem recurso no segundo semestre. Não fez gestão. Ele decidiu pintar a cidade de amarelo e colocar a campanha do pai (Admir Jacomussi, PRP) a deputado estadual na rua. Ele (Atila) poderia falar que inaugurou obras graças à estrutura que deixamos.” 

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