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Cisto pilonidal - Dr. Leo Kahn

Também chamado de abcesso pilonidal, é uma lesão...


Leo Kahn

06/11/2015 | 07:00


Também chamado de abcesso pilonidal, é uma lesão que se desenvolve no subcutâneo, na região da coluna sacrococcigiana, próximo ao sulco que separa as nádegas, podendo ocorrer também em outros lugares com o nome de cisto dermoide.

Acreditava-se que sua origem era congênita, com formação no período embrionário, devido aos resquícios de dobras da pele, que ficavam encistadas e ocultas no seu interior, apresentando glândulas sudoríparas, sebáceas e até pelos.

Atualmente a teoria mais aceita é que esse cisto é realmente uma doença adquirida devido à tendência que tem em recidivar.

A mais aceita é que a lesão seja provocada por pelos soltos que, por atrito, pressão ou calor, atravessam a pele e se alojam na camada subcutânea.

Outra hipótese é que alterações hormonais e nas glândulas sebáceas, associadas a certas condições adversas, favorecem um quadro inflamatório e infeccioso do folículo piloso, que se rompe no tecido subcutâneo, dando lugar à formação de um abscesso pilonidal.

Os primeiros sinais de sua existência surgem na adolescência ou no início da fase adulta, em homens com idade entre 15 e 30 anos, como uma lesão nodular que varia entre um a cinco centímetros, de consistência amolecida e com sinais flogísticos.

Em geral, a bactéria responsável pela infecção é o Staphylococcus aureus, que habita normalmente nossa pele.

Fatores de risco:

- Microtraumas de repetição;

- Excesso de pelos mais grossos e encaracolados na região do cóccix;

- Obesidade;

- Sedentarismo;

- Roupas justas;

- Falta de higiene.

Sinais e Sintomas:

- Cistos pequenos com pequeno orifício;

- Dor;

- Rubor;

- Calor;

- Edema;

- Secreção purulenta que se abre por um orifício na pele;

- Febre;

- Náuseas;

- Fadiga.

O diagnóstico é feito pelo médico através do histórico e exame físico que corroboram, já que não existem exames laboratoriais e de imagem para sua confirmação. No caso de sua retirada, é realizado o anátomo patológico.

Saiba mais:

- Homens acima de 40 anos raramente desenvolvem a doença.

- Não fique sentado por longos períodos.

- Cuidado com a obesidade.

- Mantenha a região das nádegas sempre limpa e livre de umidade ou suor.

- Use sabonetes antissépticos para higiene local.

- Faça depilação da região, especialmente se seus pelos forem mais espessos e encaracolados.

- Não utilize roupas íntimas de tecido sintético.

- Cistos pequenos e sem processo infeccioso são geralmente assintomáticos, embora apresentem um pequeno orifício, por onde é eliminado um líquido turvo de odor desagradável.

- Quando já houve a formação de abscesso, é indicado fazer a drenagem da secreção purulenta através de uma pequena incisão na pele.

- Em certos casos, devido à intensidade da inflamação e da infecção, brotam novos orifícios na região, facilitando a saída natural do pus.

- Dependendo do tamanho do orifício, é possível enxergar os pelos no interior do cisto e retirá-los.

- O hemograma registra aumento na taxa de leucócitos, o que pode acontecer por inúmeras causas diferentes.

- Formas crônicas e não tratadas de cistos pilonidais infectados aumentam o risco de desenvolver carcinoma de células escamosas.

- Procure um médico.

* Se você tem dúvidas sobre saúde, envie um e-mail para leo.kahn@uol.com.br ou visite o site www.vivaintegral.com.br 



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Cisto pilonidal - Dr. Leo Kahn

Também chamado de abcesso pilonidal, é uma lesão...

Leo Kahn

06/11/2015 | 07:00


Também chamado de abcesso pilonidal, é uma lesão que se desenvolve no subcutâneo, na região da coluna sacrococcigiana, próximo ao sulco que separa as nádegas, podendo ocorrer também em outros lugares com o nome de cisto dermoide.

Acreditava-se que sua origem era congênita, com formação no período embrionário, devido aos resquícios de dobras da pele, que ficavam encistadas e ocultas no seu interior, apresentando glândulas sudoríparas, sebáceas e até pelos.

Atualmente a teoria mais aceita é que esse cisto é realmente uma doença adquirida devido à tendência que tem em recidivar.

A mais aceita é que a lesão seja provocada por pelos soltos que, por atrito, pressão ou calor, atravessam a pele e se alojam na camada subcutânea.

Outra hipótese é que alterações hormonais e nas glândulas sebáceas, associadas a certas condições adversas, favorecem um quadro inflamatório e infeccioso do folículo piloso, que se rompe no tecido subcutâneo, dando lugar à formação de um abscesso pilonidal.

Os primeiros sinais de sua existência surgem na adolescência ou no início da fase adulta, em homens com idade entre 15 e 30 anos, como uma lesão nodular que varia entre um a cinco centímetros, de consistência amolecida e com sinais flogísticos.

Em geral, a bactéria responsável pela infecção é o Staphylococcus aureus, que habita normalmente nossa pele.

Fatores de risco:

- Microtraumas de repetição;

- Excesso de pelos mais grossos e encaracolados na região do cóccix;

- Obesidade;

- Sedentarismo;

- Roupas justas;

- Falta de higiene.

Sinais e Sintomas:

- Cistos pequenos com pequeno orifício;

- Dor;

- Rubor;

- Calor;

- Edema;

- Secreção purulenta que se abre por um orifício na pele;

- Febre;

- Náuseas;

- Fadiga.

O diagnóstico é feito pelo médico através do histórico e exame físico que corroboram, já que não existem exames laboratoriais e de imagem para sua confirmação. No caso de sua retirada, é realizado o anátomo patológico.

Saiba mais:

- Homens acima de 40 anos raramente desenvolvem a doença.

- Não fique sentado por longos períodos.

- Cuidado com a obesidade.

- Mantenha a região das nádegas sempre limpa e livre de umidade ou suor.

- Use sabonetes antissépticos para higiene local.

- Faça depilação da região, especialmente se seus pelos forem mais espessos e encaracolados.

- Não utilize roupas íntimas de tecido sintético.

- Cistos pequenos e sem processo infeccioso são geralmente assintomáticos, embora apresentem um pequeno orifício, por onde é eliminado um líquido turvo de odor desagradável.

- Quando já houve a formação de abscesso, é indicado fazer a drenagem da secreção purulenta através de uma pequena incisão na pele.

- Em certos casos, devido à intensidade da inflamação e da infecção, brotam novos orifícios na região, facilitando a saída natural do pus.

- Dependendo do tamanho do orifício, é possível enxergar os pelos no interior do cisto e retirá-los.

- O hemograma registra aumento na taxa de leucócitos, o que pode acontecer por inúmeras causas diferentes.

- Formas crônicas e não tratadas de cistos pilonidais infectados aumentam o risco de desenvolver carcinoma de células escamosas.

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