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Espetáculo, que estreia neste sábado em São
Paulo, trata proximidade da morte com humor


Miriam Gimenes

04/04/2015 | 07:01


 ''''O homem começa a morrer na idade em que ele perde o entusiasmo’. A frase do escritor francês Honoré de Balzac é um ótimo recado para aqueles que encaram a proximidade com o ‘fim’ de maneira pessimista. Não é o caso do Seu Nini. Quando ele sente o ‘cheiro’ da morte, a encara de frente, com humor singular, o que o ajuda a levar os resto dos dias de maneira mais leve e divertida.

Esta é a temática da peça A Graça do Fim, que estreia hoje, às 18h, no Teatro Eva Herz (Av. Paulista, 2.073) e ficará em cartaz até dia 27 de junho. Esta foi a última obra do dramaturgo e diretor Fauzi Arap, que morreu de câncer em 2013. A direção é de Elias Andreato, amigo pessoal do autor.

Na história, Seu Nini (Nilton Bicudo) vive em uma casa de repouso e analisa sua situação com o seu cuidador (Cleiton Santos). Embora o assunto pareça triste, ele defende uma inusitada visão da morte, o que arranca gargalhadas da plateia. “O público pode esperar um espetáculo delicado e muito divertido”, garante o diretor.

Na temporada realizada no fim do ano passado, Elias disse que viu pessoas saindo do teatro se questionando e pensando na vida. “Vivemos a ditadura da juventude eterna. O público teatral é formado, na sua maioria, por pessoas mais velhas. A temática não poderia ser mais oportuna”, diz.

Para ele, a graça do fim é a mesma pregada pelo personagem principal. “É rir de nossas mazelas para não nos tornarmos rancorosos. É saber do fim como certeza absoluta e vivermos o presente dando o nosso melhor para absorver o que a vida tem de mais interessante e positivo.” O que não tem remédio, remediado está.

O espetáculo será apresentado todos os sábados, às 18h. Os ingressos custam R$ 40 e o teatro fica dentro do Conjunto Nacional. Mais informações pelo telefone 3170-4059.



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