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Cisb propõe desenvolver inovação em conjunto

Soraia Abreu Pedrozo/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Situado em S.Bernardo, centro faz interface entre empresas e universidades do Brasil e da Suécia


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

02/02/2015 | 07:23


Fazer a interface entre empresas e universidades que busquem o desenvolvimento de inovação, tanto brasileiras quanto suecas. E auxiliar no processo de aproximação quando há interesses relacionados, a fim de encontrar solução comum a mais de uma companhia que integre o mesmo setor, por meio de projetos colaborativos. Esses são os papéis do Cisb (Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro), situado no Centro de São Bernardo e considerado o embrião do parque tecnológico do município, cujo projeto está em desenvolvimento.

As áreas foco do Cisb são: Aeronáutica, Defesa e Segurança, Desenvolvimento Urbano, Energia Sustentável e Transporte e Logística. Existente desde maio de 2011, o centro nasceu a partir de investimento de US$ 50 milhões (em cinco anos) da Saab, fabricante sueca do avião-caça Gripen, eleito para substituir a frota de 36 aeronaves da FAB (Força Aérea Brasileira). Hoje, existem 12 associados, como Saab AB (global) e Brasil, Scania, Volvo Cars, Senai, Universidade de Linköping (sede da Saab) e o instituto de pesquisa Innventia. Além deles, há mais de 100 parceiros, como ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), Lindholmen Science Park (parque tecnológico situado Gotemburgo, segunda maior cidade sueca e a mais industrializada do país) e Vinnova (agência de inovação do governo sueco).

Segundo a diretora-presidente do Cisb, Alessandra Holmo, a anuidade custa R$ 20 mil e o intuito é somar 50 associados até 2017. “Quem é integrante está um passo a frente. Fomentar a inovação e desenvolvê-la de forma aberta entre os participantes é o melhor meio de buscar soluções tecnológicas. E, neste ponto, os suecos são referência”, afirma. “Participar do Cisb é fazer parte de ambiente cultural diferente, onde existe um ganha-ganha entre os integrantes.”

A Suécia, de fato, se destaca quando o assunto é tecnologia. Inovações como o telefone celular, o air-bag, o cinto de segurança de três pontas (o tradicional dos automóveis), a embalagem tetra pak, o assento ejetor de avião-caça e o Skype nasceram no país nórdico. E a cultura local é de inovar a partir da participação de diversos atores, tanto que o conceito de hélice tripla é bastante disseminado por lá, ao envolver governo, universidade e empresas para chegar a solução comum.

EXEMPLO - O Lindholmen Science Park cumpre bem esse papel de desenvolver tecnologia em conjunto. Situado em antigo estaleiro a dez minutos do Centro de Gotemburgo, reúne salas de reunião, restaurantes, lojas, academia e extensa linha de ônibus que passa em frente ao parque tecnológico. Estão instaladas em sua área de 670 mil metros quadrados 350 companhias, que empregam 11,6 mil profissionais. Existem operações da Saab, da Volvo Cars, da Scania e da francesa Dassault Systèmes, fabricante de softwares em 3D e integrante do grupo Dassault, criador do Rafale, caça francês que competiu com o Gripen no Brasil. Ao todo, circulam por lá, diariamente, cerca de 21 mil pessoas.

O espírito colaborativo une diversas fabricantes para trabalhar em projetos de interesse comum em Lindholmen, onde novos conceitos de projetos de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) são discutidos em conjunto. Assim como todo tipo de eficiência em transporte, a exemplo de novos ônibus elétricos.

Outro exemplo, destaca o gerente da arena de colaboração do parque Ola Stensby, são pedidos do governo para criação de sistema de segurança, como alarme público em caso de ataque, ou transmissão de informações em tempo real. “Assim, se houver uma inundação, a população fica sabendo antes quais áreas estão mais suscetíveis para abandoná-las.”

No parque existe também unidade sueca do Cisb, gerenciado pela brasileira Rosario Castro. “Discutimos problemas de ambos os países e a colaboração de cada um deles. Por exemplo, o Brasil possui muitos biocombustíveis e quer melhorar a eficiência energética deles, ou desenvolver novas gerações para aproveitar seus resíduos. Queremos achar esse caminho juntos”, conta.

O trabalho conjunto pode ser saída, inclusive, à empresa que possui ideia mas não tem ferramentas nem recursos para tirá-la do papel.

BOLSAS DE ESTUDO - O Cisb também promove intercâmbio para profissionais que possuem doutorado ou estão cursando se aprimorarem na Suécia. Até o momento, dois pesquisadores da região, da Ufabc e da FEI, já foram ao país nórdico. Até 8 de maio há inscrições abertas (https://swbcisb.induct.no) para 15 bolsas de estudo voltadas à área da Aeronáutica, com duração de seis a 12 meses. O programa provém de acordo entre Cisb, Saab AB e CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).  



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Cisb propõe desenvolver inovação em conjunto

Situado em S.Bernardo, centro faz interface entre empresas e universidades do Brasil e da Suécia

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

02/02/2015 | 07:23


Fazer a interface entre empresas e universidades que busquem o desenvolvimento de inovação, tanto brasileiras quanto suecas. E auxiliar no processo de aproximação quando há interesses relacionados, a fim de encontrar solução comum a mais de uma companhia que integre o mesmo setor, por meio de projetos colaborativos. Esses são os papéis do Cisb (Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro), situado no Centro de São Bernardo e considerado o embrião do parque tecnológico do município, cujo projeto está em desenvolvimento.

As áreas foco do Cisb são: Aeronáutica, Defesa e Segurança, Desenvolvimento Urbano, Energia Sustentável e Transporte e Logística. Existente desde maio de 2011, o centro nasceu a partir de investimento de US$ 50 milhões (em cinco anos) da Saab, fabricante sueca do avião-caça Gripen, eleito para substituir a frota de 36 aeronaves da FAB (Força Aérea Brasileira). Hoje, existem 12 associados, como Saab AB (global) e Brasil, Scania, Volvo Cars, Senai, Universidade de Linköping (sede da Saab) e o instituto de pesquisa Innventia. Além deles, há mais de 100 parceiros, como ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), Lindholmen Science Park (parque tecnológico situado Gotemburgo, segunda maior cidade sueca e a mais industrializada do país) e Vinnova (agência de inovação do governo sueco).

Segundo a diretora-presidente do Cisb, Alessandra Holmo, a anuidade custa R$ 20 mil e o intuito é somar 50 associados até 2017. “Quem é integrante está um passo a frente. Fomentar a inovação e desenvolvê-la de forma aberta entre os participantes é o melhor meio de buscar soluções tecnológicas. E, neste ponto, os suecos são referência”, afirma. “Participar do Cisb é fazer parte de ambiente cultural diferente, onde existe um ganha-ganha entre os integrantes.”

A Suécia, de fato, se destaca quando o assunto é tecnologia. Inovações como o telefone celular, o air-bag, o cinto de segurança de três pontas (o tradicional dos automóveis), a embalagem tetra pak, o assento ejetor de avião-caça e o Skype nasceram no país nórdico. E a cultura local é de inovar a partir da participação de diversos atores, tanto que o conceito de hélice tripla é bastante disseminado por lá, ao envolver governo, universidade e empresas para chegar a solução comum.

EXEMPLO - O Lindholmen Science Park cumpre bem esse papel de desenvolver tecnologia em conjunto. Situado em antigo estaleiro a dez minutos do Centro de Gotemburgo, reúne salas de reunião, restaurantes, lojas, academia e extensa linha de ônibus que passa em frente ao parque tecnológico. Estão instaladas em sua área de 670 mil metros quadrados 350 companhias, que empregam 11,6 mil profissionais. Existem operações da Saab, da Volvo Cars, da Scania e da francesa Dassault Systèmes, fabricante de softwares em 3D e integrante do grupo Dassault, criador do Rafale, caça francês que competiu com o Gripen no Brasil. Ao todo, circulam por lá, diariamente, cerca de 21 mil pessoas.

O espírito colaborativo une diversas fabricantes para trabalhar em projetos de interesse comum em Lindholmen, onde novos conceitos de projetos de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) são discutidos em conjunto. Assim como todo tipo de eficiência em transporte, a exemplo de novos ônibus elétricos.

Outro exemplo, destaca o gerente da arena de colaboração do parque Ola Stensby, são pedidos do governo para criação de sistema de segurança, como alarme público em caso de ataque, ou transmissão de informações em tempo real. “Assim, se houver uma inundação, a população fica sabendo antes quais áreas estão mais suscetíveis para abandoná-las.”

No parque existe também unidade sueca do Cisb, gerenciado pela brasileira Rosario Castro. “Discutimos problemas de ambos os países e a colaboração de cada um deles. Por exemplo, o Brasil possui muitos biocombustíveis e quer melhorar a eficiência energética deles, ou desenvolver novas gerações para aproveitar seus resíduos. Queremos achar esse caminho juntos”, conta.

O trabalho conjunto pode ser saída, inclusive, à empresa que possui ideia mas não tem ferramentas nem recursos para tirá-la do papel.

BOLSAS DE ESTUDO - O Cisb também promove intercâmbio para profissionais que possuem doutorado ou estão cursando se aprimorarem na Suécia. Até o momento, dois pesquisadores da região, da Ufabc e da FEI, já foram ao país nórdico. Até 8 de maio há inscrições abertas (https://swbcisb.induct.no) para 15 bolsas de estudo voltadas à área da Aeronáutica, com duração de seis a 12 meses. O programa provém de acordo entre Cisb, Saab AB e CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).  

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