Setecidades

Pedestres se arriscam pela Via Anchieta para evitar túnel alagado


Pedestres que saem do bairro Demarchi e precisam acessar o Ferrazópolis têm se arriscado em atravessar a Via Anchieta, já que o túnel que liga a Avenida Dr. José Fornari ao km 23 da rodovia, nas proximidades da sede da Volkswagen, está alagado há cerca de uma semana. Construída para facilitar a vida de trabalhadores da fábrica, a passagem subterrânea de cerca de 50 metros de extensão está abandonada – além de cheia de água, está mal iluminada por conta do roubo de fios e concentra lixo e pragas urbanas em seu percurso.

Nem mesmo o histórico recente de acidentes em estradas – foram registradas 26 mortes por atropelamento no ano passado no SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes), conforme o Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo) – é capaz de evitar que pedestres se arrisquem. A principal justificativa é a de que a passagem segura mais próxima, o Viaduto Padre Fiorente Elena, fica cerca de um quilômetro longe do túnel, o que impõe caminhada de cerca de dez minutos.

Francisco das Chagas Souza, 53 anos, trabalhador da Volkswagen, revela que utiliza a passagem subterrânea com frequência para ter acesso à montadora. No entanto, em dias em que o túnel está inviabilizado, prefere encarar a Via Anchieta. “Não vale a pena dar toda a volta (até o viaduto). É mais rápido atravessar a rodovia.”

Segundo Souza, há pelo menos três anos a situação é a mesma. Sempre que chove forte, o local fica alagado. O problema é confirmado pelo pedreiro Fabiano de Jesus, 35, que não atravessa com frequência o local, mas diz conhecer bem o cenário. “Infelizmente, é só chover que alaga e fica inutilizável por muito tempo”, completa.

Conforme a Ecovias – concessionária responsável pelo SAI –, a situação verificada no local é resultado da constante ação de vândalos, que furtam e/ou danificam os cabos elétricos e a bomba de sucção, equipamentos necessários para evitar o alagamento dentro do túnel. A empresa alega que entre junho do ano passado e janeiro deste ano equipes foram mobilizadas seis vezes para realizar os reparos no local devido tais ações. A passagem já chegou a contar com câmeras de monitoramento em 2007, o que não se mantém nos dias de hoje.

Desta vez, a Ecovias diz que iniciou as providências para o reparo dos equipamentos. A previsão é a de que a passagem subterrânea esteja em condições adequadas para circulação dos pedestres dentro de, aproximadamente, uma semana. “Para evitar futuros problemas, a Ecovias tem solicitado o apoio do poder público para reforçar o policiamento no local.”

Questionada pelo Diário, a Prefeitura de São Bernardo não retornou até o fechamento desta edição.

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