Cena Política

Escolhas do PSDB dão força para Doria


As escolhas nas eleições internas do PSDB de domingo deram mais um sinal de força ao governador de São Paulo, João Doria, que já sinalizou que quer o ex-ministro Bruno Araújo, derrotado no pleito do ano passado, ao comando nacional do tucanato, em substituição ao ex-chefe do Palácio dos Bandeirantes Geraldo Alckmin, e Marco Vinholi, integrante do alto escalão do seu governo e que também sofreu revés na eleição de 2018, para a direção estadual da legenda. Próximo a Doria, o prefeito de São Bernardo vai integrar a executiva nacional, enquanto a deputada estadual Carla Morando, mulher de Orlando, irá compor a estadual. Doria deve ter a sigla nas mãos, de fato, a partir das próximas convenções e num plano denominado de ‘limpeza’, sob a alegação de faxina ética, com a saída de quadros considerados indigestos, a exemplo de Beto Richa e Aécio Neves. “O novo PSDB que queremos ajudar a construir não tem espaço para condenados pela Justiça e, portanto, deverão obrigatoriamente deixar o PSDB”, declarou Carla, que tem atuado em agendas ao lado do governador. 

Disputa no PT

 Embora o nome dos ex-prefeitos Carlos Grana e João Avamileno, além dos vereadores Eduardo Leite e Bete Siraque, apareçam em lista de potenciais pré-candidatos à Prefeitura de Santo André pelo PT na eleição municipal de 2020, o ex-deputado estadual Luiz Turco (foto) ainda é citado internamente para entrar na disputa majoritária. O ex-parlamentar, que não conseguiu a reeleição no pleito de outubro, ao menos a princípio, tem dito a pessoas próximas que não tem intenção em postular a cadeira de prefeito. Ele pretende retomar plano de compor o diretório estadual do PT e participar de processo de reerguimento do partido.

Pelos lados de Mauá

 Já em Mauá, o cenário do PT para a corrida majoritária do ano que vem tem se estreitado entre o vereador Marcelo Oliveira, o ex-prefeito Oswaldo Dias e o ex-vice-prefeito Paulo Eugenio Pereira Júnior. O trio deve iniciar agendas políticas na cidade. A proposta é levantar qual deles vai chegar melhor posicionado para a empreitada na sucessão de Atila Jacomussi. Aliás, a sigla tende a apostar justamente no desgaste do atual prefeito para resgatar o poder no município. Oswaldo apresentou problemas com a Justiça Eleitoral na última eleição, mas avalia que estará elegível em 2020. 

 Ironias do destino

 Só para refrescar a memória, Oswaldo foi triprefeito de Mauá, mas não concorreu à reeleição em 2012, embora tivesse direito. Em movimento orquestrado por alas do PT, o então deputado estadual Donisete Braga entrou na figura de cabeça da chapa petista e Helcio Silva, de vice. A manobra, nos bastidores, foi encarada como puxão de tapete. Por ironia do destino, Donisete venceu a concorrência, mas no projeto de reeleição saiu derrotado por Atila, seu ex-aliado. 

 Reclamação 

 Por falar em Atila, o STF (Supremo Tribunal Federal) formalizou o arquivamento da reclamação que resultou na soltura do prefeito e no seu retorno ao cargo por decisão de Gilmar Mendes. O processo foi julgado monocraticamente, sem recursos da PGR (Procuradoria-Geral da República), e não foi levado ao colegiado. Apesar da vitória, o socialista segue respondendo a ações movidas pelo MPF (Ministério Público Federal) no TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), órgão de segunda instância onde tramitam os autos das operações Prato Feito e Trato Feito.

 Com 82 anos

 O prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), relembrou que Luiz Olinto Tortorello faria ontem 82 anos se estivesse vivo. Ele comandou a cidade por três mandatos e morreu no dia 17 de dezembro de 2004, pouco antes do seu sucessor e pupilo, o próprio Auricchio, então secretário de Saúde, tomar posse no cargo. Ele nasceu no município de Matão, no Interior. “São Caetano, em suas gestões, foi considerada a melhor cidade do Brasil para se morar, título que mantivemos na sequência. Agradeço a confiança do Tortorello por ter passado para minhas mãos a continuidade do seu trabalho”, disse o tucano.

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