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Metalúrgico recusa proposta de montadora


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

12/09/2010 | 07:01


Cerca de 10 mil metalúrgicos das montadoras recusaram, por unanimidade, o reajuste salarial proposto de 7%, em assembleia realizada ontem, em frente ao SMABC ( Sindicato dos Metalúrgicos do ABC). A categoria esperava aumento de 9%.
Por isso, amanhã a diretoria do sindicato irá entregar às empresas o aviso de greve geral. Cerca de 40 mil trabalhadores da região vão ter que esperar 48 horas (prazo exigido por lei) para iniciar a manifestação. Até lá (quarta-feira), os funcionários decidiram fazer pequenas paralisações durante os turnos nas fábricas em forma de protesto.

A pauta da campanha salarial deste ano foi entregue às classes patronais no início de agosto. Porém, durante as duas últimas semanas, as negociações voltaram-se às cláusulas econômicas, de maneira mais efetivamente.

Desde quarta-feira (8) eram feitas reuniões diárias entre os sindicatos patronal e dos trabalhadores. A última rodada, que durou 14 horas, acabou as 3h40 de ontem, reunindo FEM-CUT (Federação dos Sindicatos Metalúrgicos da CUT de São Paulo), sindicatos filiados - entre eles o do Metalúrgicos do ABC -, e a base patronal - representada pelo Sinfavea (Sindicato Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores - representante das montadoras).

De acordo com o presidente do SMABC, Sérgio Nobre, as negociações não avançaram pois as montadoras afirmam que o índice de aumento real pedido é muito alto (praticamente o dobro do INPC - Índice Nacional de Preços ao Consumidor - que encerrou o período em 4,2%).

Para Nobre, o reajuste pedido pela categoria é viável às empresas automobilísticas, já que elas vivem um momento "extraordinário". Para se ter ideia, a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), de janeiro a agosto, informou produção de 2,41 milhões veículos, 17,5% a mais quando comparado com igual período de 2009. Para este ano, a projeção da entidade é de 3,39 milhões sejam produzidos, 6,5% a mais que em 2009. "A luta será longa, mas alcançaremos o objetivo. Nós sabemos fazer isso, basta ter planejamento."

Nobre afirma que a entidade sindical está aberta para negociar a qualquer dia ou hora.

ACORDOS
Até o momento, a Federação firmou acordos salariais com as bancadas patronais que representam os setores de autopeças, forjaria e parafusos (grupo 3); trefilação, laminação de metais ferrosos, refrigeração, equipamentos ferroviários, rodoviários entre outros (grupo 8) e fundição, que pagarão aumento salarial de 9% (4,29% de reposição da inflação, mais 4,52% de aumento real).

O grupo 2 (máquinas e eletrônicos), que tinha anunciado estado de greve geral, também aprovou reajuste de 9%. Dentro da categoria, que tem data-base em 1º de setembro, basta firmar acordo com o grupo 10 (lâmpadas, equipamentos odontológicos, iluminação e material bélico) - que permanece sem proposta e em greve - e com as montadoras.

 
Trabalhadores de outras cidades também vão parar

Os metalúrgicos da base da FEM-CUT/SP (Federação dos Sindicatos Metalúrgicos da CUT de São Paulo) de Taubaté (SP) também aprovaram estado de greve e a intensificação das mobilizações e protestos nas fábricas, ontem.

Segundo a assessoria da Federação, a mesma orientação foi aprovada para os metalúrgicos de São Carlos (CGTB) e Tatuí (Força Sindical), que estão negociando com a FEM e a bancada patronal do Sinfavea (Sindicato Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

Segundo o presidente da FEM-CUT/SP, Valmir Marques, o Biro Biro, o setor está se organizando e mobilizando. "Estamos abertos ao diálogo e queremos conquistar na negociação um acordo que satisfaça a nossa categoria."

Biro Biro participou da assembleia dos metalúrgicos de Taubaté, realizada na manhã de ontem. (Tauana Marin)


Funcionários da Tecap querem cruzar braços a partir de amanhã

Funcionários da Tecap - empresa terceirizada da GM (General Motors), que presta serviços como manutenção e montagem elétrica - definem amanhã sobre paralisação.

A empresa está com os pagamentos dos trabalhadores atrasados, desde o mês passado. "Tentamos negociar, mas até agora nada foi feito. Vamos aguardar até segunda-feira para ver se a Tecap regulariza os pagamentos, caso contrário vamos decretar estado de greve, por tempo indeterminado", informa o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário Solidariedade de São Caetano, Edison Luiz Bernardes.

A unidade da empresa em São Caetano - com sede em São José dos Campos (SP) - reúne 160 trabalhadores. (Tauana Marin)



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