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Convênio médico em Mauá é alvo de ação no MP


Cynthia Tavares
Especial para o Diário

03/06/2011 | 05:50


A Uniserv (União dos Servidores Públicos de Mauá) entrou com ação no Ministério Público solicitando investigação do contrato entre a Prefeitura e a Saúde Medicol.

Segundo o presidente do sindicato, Renato Martins Abreu, o embasamento da denúncia consiste no atendimento da empresa de saúde. "O convênio não atende o funcionário, nem mesmo para fazer coisas simples. Para raio X demora um mês", afirmou. Atualmente, a carteira da empresa somente em Mauá é de 3.000 servidores. O custo para o servidor é de R$ 95 e representa 50% do valor - os outros 50% competem ao Executivo pagar.

Uma conveniada ouvida pela equipe do Diário, que preferiu não se identificar, relatou que espera cirurgia há mais de um ano. Ela precisa fazer correção na bexiga e retirar o colo do útero. A saga teve início em 2009, quando a Medicol assumiu o serviço. Em abril, a operação seria feita, mas a pressão arterial da funcionária estava alta no dia e o anestesista cancelou o procedimento na mesa de cirurgia. "Peço retorno para o convênio e só me falam que estão analisando o caso. Preciso dessa cirurgia", declarou.

Os locais de atendimento também são motivos para reclamação dos funcionários. De acordo com Abreu, todas as consultas são marcadas no Jabaquara, onde a Medicol tem seu centro médico. A servidora confirma a informação. "Tudo foi encaminhado para lá. Na primeira vez que fui atendida, quando levei meus exames para serem analisados, me passaram o endereço errado. Ao chegar no lugar certo, não tinha médico. Perdi meu dia de trabalho", lembrou.

A Saúde Medicol não informou sobre a demora no atendimento e por que encaminha pacientes para a Capital. Disse apenas que possui centro médico próprio em Mauá, com capacidade para 4.000 consultas mensais "dedicadas exclusivamente aos funcionários da Prefeitura". O Executivo foi procurado, mas não retornou as ligações.



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Convênio médico em Mauá é alvo de ação no MP

Cynthia Tavares
Especial para o Diário

03/06/2011 | 05:50


A Uniserv (União dos Servidores Públicos de Mauá) entrou com ação no Ministério Público solicitando investigação do contrato entre a Prefeitura e a Saúde Medicol.

Segundo o presidente do sindicato, Renato Martins Abreu, o embasamento da denúncia consiste no atendimento da empresa de saúde. "O convênio não atende o funcionário, nem mesmo para fazer coisas simples. Para raio X demora um mês", afirmou. Atualmente, a carteira da empresa somente em Mauá é de 3.000 servidores. O custo para o servidor é de R$ 95 e representa 50% do valor - os outros 50% competem ao Executivo pagar.

Uma conveniada ouvida pela equipe do Diário, que preferiu não se identificar, relatou que espera cirurgia há mais de um ano. Ela precisa fazer correção na bexiga e retirar o colo do útero. A saga teve início em 2009, quando a Medicol assumiu o serviço. Em abril, a operação seria feita, mas a pressão arterial da funcionária estava alta no dia e o anestesista cancelou o procedimento na mesa de cirurgia. "Peço retorno para o convênio e só me falam que estão analisando o caso. Preciso dessa cirurgia", declarou.

Os locais de atendimento também são motivos para reclamação dos funcionários. De acordo com Abreu, todas as consultas são marcadas no Jabaquara, onde a Medicol tem seu centro médico. A servidora confirma a informação. "Tudo foi encaminhado para lá. Na primeira vez que fui atendida, quando levei meus exames para serem analisados, me passaram o endereço errado. Ao chegar no lugar certo, não tinha médico. Perdi meu dia de trabalho", lembrou.

A Saúde Medicol não informou sobre a demora no atendimento e por que encaminha pacientes para a Capital. Disse apenas que possui centro médico próprio em Mauá, com capacidade para 4.000 consultas mensais "dedicadas exclusivamente aos funcionários da Prefeitura". O Executivo foi procurado, mas não retornou as ligações.

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