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Com balas de borracha e bombas de gás, GCM desocupa terreno

Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Famílias invadiram área particular abandonada, no bairro Demarchi


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

09/11/2015 | 07:00


Ocupação iniciada na madrugada de ontem em terreno abandonado com seis torres inacabadas no bairro Demarchi, em São Bernardo, terminou no início da tarde após intervenção truculenta da GCM (Guarda Civil Municipal). Sob disparos de balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo, aproximadamente 150 famílias que integram o MLB (Movimento de Luta dos Bairros, Vilas e Favelas), deixaram o local. Os militantes tinham como objetivo negociar a posse da área de 26.292 mil metros quadrados, localizada na Rua Gregória de Fregel, com projeto de construção de moradias por meio do programa Minha Casa, Minha Vida Entidades, do governo federal. O local, que abrigou uma fábrica de luminárias, está ocioso há mais de 30 anos.


Por volta das 13h, o secretário municipal de Segurança, Cícero Ribeiro Silva, esteve por lá e pediu que as pessoas desocupassem o prédio e formassem uma comissão para conversar hoje com representantes da Secretaria de Habitação. Os manifestantes aceitaram, desde que pudessem passar a noite de ontem na área, o que não foi aceito por Silva.


A rua que dá acesso ao prédio foi fechada e a impressão que se tinha era a de que todo o efetivo da GCM estava no local, devido à quantidade de viaturas estacionadas e outras mais chegando. Antes das 14h, militantes se preparavam para almoçar, quando agentes da guarda adentraram o terreno pela parte de trás, dando início ao tumulto. “Chegaram e começaram a jogar bomba. Na correria, tropecei e machuquei o pé”, contou Esteffane Gabriele da Silva Brito, 9 anos, que estava acompanhada dos pais, Tamires Ribeiro da Silva, 25, e Raimundo Freire da Silva Filho, 26. Uma mulher foi ferida por bala de borracha na perna e encaminhada ao Pronto-Socorro Central. Além do ferimento, chegou à unidade com dificuldade de respirar em razão do gás inalado. Ela foi medicada e liberada.


“Tinham mais guardas do que famílias e eles entraram no terreno covardemente por trás. O prédio é particular e agiram sem ter mandado de reintegração de posse. A Prefeitura vai ter que se responsabilizar pelo que aconteceu”, disse um dos coordenadores do MLB, Lucas Barbosa, 23.


Hoje, às 9h, o grupo estará na Câmara de Vereadores para denunciar a ação da GCM.


Procurada para comentar o caso, a Prefeitura de São Bernardo, em nota, declarou que não se tem informação quanto à efetiva segurança estrutural do prédio, o que coloca em risco quem neles estiver.


“O MLB conhece o caminho da política habitacional formulada em São Bernardo: a articulação e apresentação de propostas de empreendimento por meio do programa Minha Casa, Minha Vida pela entidade organizada e em relação ao qual discute-se o apoio necessário do município”, informou. “A consolidação da ocupação foi impedida de forma a evitar que os ocupantes da área ficassem sujeitos a riscos e em defesa da política habitacional e de suas regras definidas e pactuadas com a sociedade”, concluiu o texto enviado pelo Executivo.
 



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Com balas de borracha e bombas de gás, GCM desocupa terreno

Famílias invadiram área particular abandonada, no bairro Demarchi

Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

09/11/2015 | 07:00


Ocupação iniciada na madrugada de ontem em terreno abandonado com seis torres inacabadas no bairro Demarchi, em São Bernardo, terminou no início da tarde após intervenção truculenta da GCM (Guarda Civil Municipal). Sob disparos de balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo, aproximadamente 150 famílias que integram o MLB (Movimento de Luta dos Bairros, Vilas e Favelas), deixaram o local. Os militantes tinham como objetivo negociar a posse da área de 26.292 mil metros quadrados, localizada na Rua Gregória de Fregel, com projeto de construção de moradias por meio do programa Minha Casa, Minha Vida Entidades, do governo federal. O local, que abrigou uma fábrica de luminárias, está ocioso há mais de 30 anos.


Por volta das 13h, o secretário municipal de Segurança, Cícero Ribeiro Silva, esteve por lá e pediu que as pessoas desocupassem o prédio e formassem uma comissão para conversar hoje com representantes da Secretaria de Habitação. Os manifestantes aceitaram, desde que pudessem passar a noite de ontem na área, o que não foi aceito por Silva.


A rua que dá acesso ao prédio foi fechada e a impressão que se tinha era a de que todo o efetivo da GCM estava no local, devido à quantidade de viaturas estacionadas e outras mais chegando. Antes das 14h, militantes se preparavam para almoçar, quando agentes da guarda adentraram o terreno pela parte de trás, dando início ao tumulto. “Chegaram e começaram a jogar bomba. Na correria, tropecei e machuquei o pé”, contou Esteffane Gabriele da Silva Brito, 9 anos, que estava acompanhada dos pais, Tamires Ribeiro da Silva, 25, e Raimundo Freire da Silva Filho, 26. Uma mulher foi ferida por bala de borracha na perna e encaminhada ao Pronto-Socorro Central. Além do ferimento, chegou à unidade com dificuldade de respirar em razão do gás inalado. Ela foi medicada e liberada.


“Tinham mais guardas do que famílias e eles entraram no terreno covardemente por trás. O prédio é particular e agiram sem ter mandado de reintegração de posse. A Prefeitura vai ter que se responsabilizar pelo que aconteceu”, disse um dos coordenadores do MLB, Lucas Barbosa, 23.


Hoje, às 9h, o grupo estará na Câmara de Vereadores para denunciar a ação da GCM.


Procurada para comentar o caso, a Prefeitura de São Bernardo, em nota, declarou que não se tem informação quanto à efetiva segurança estrutural do prédio, o que coloca em risco quem neles estiver.


“O MLB conhece o caminho da política habitacional formulada em São Bernardo: a articulação e apresentação de propostas de empreendimento por meio do programa Minha Casa, Minha Vida pela entidade organizada e em relação ao qual discute-se o apoio necessário do município”, informou. “A consolidação da ocupação foi impedida de forma a evitar que os ocupantes da área ficassem sujeitos a riscos e em defesa da política habitacional e de suas regras definidas e pactuadas com a sociedade”, concluiu o texto enviado pelo Executivo.
 

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