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Caramujos infestam bairro em Sto.André

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeitura admite que praga está fora de controle e que vai aplicar veneno no Valparaíso


Yago Delbuoni
Especial para o Diário

14/03/2015 | 07:00


Infestação de caramujos preocupa moradores das proximidades da Rua Cananeia, no bairro Valparaíso, em Santo André. O animal, da espécie Achantina fulica, mais conhecida como caramujo gigante africano, pode transmitir a nematomeningite. O problema acontece desde novembro.
A comerciante Regina Mendes, 51 anos, acredita que a causa da infestação está na falta de cuidado com o Parque Escola. “A grama está alta e isso acaba favorecendo a proliferação”, reclamou. Apenas entre quarta e quinta-feira, a moradora coletou 15 caramujos no quintal de sua casa.

O Parque Escola tem muitas árvores frutíferas, mas com a presença do caramujo, os frutos não devem ser consumidos, já que podem transmitir patologias. Isso provoca ainda mais preocupação, diz Regina. “Se uma criança tem contato direto com os bichos, pode ter uma doença seriíssima.”
Regina lamenta que, apesar de viver nas cercanias do parque, não pode frequentá-lo. “É uma pena porque se o lugar fosse bem cuidado, não teríamos risco e seria um bom passeio”, disse.
Dono de um pet shop também na Rua Cananeia, Edimar Tamelin, 38, disse que o filho de 15 anos frequenta o parque e reclama da situação. “Ele joga bola lá e eu fico muito preocupado com essa infestação de caramujos.”

Questionado sobre como se sente ao ver uma situação dessas perto de seu estabelecimento, que lida com animais de estimação, Tamelin desabafa: “É nojento. No começo da manhã e no fim da tarde são os dois momentos em que aparecem mais bichos.”

A mãe de Regina, a dona de casa Maria Regina Rodrigues Mendes, 73, afirmou que faz parte do Conselho de Saúde do município e fica indignada ao presenciar a situação. “A cidade anuncia que tem Saúde com padrão de primeiro mundo, mas isso é um descaso.”

Maria Regina disse que já levou uma amostra dos caramujos para a Gerência de Controle de Zoonoses, no setor da Vigilância Sanitária, e eles recomendaram que ela deveria levá-los para o térreo da Prefeitura para pedir uma vistoria ou fazer uma denúncia por e-mail.

No parque também são encontrados muitos caramujos mortos, o que atrai moscas. “Como se não bastasse ter caramujos, agora também somos alvos de moscas”, falou Regina.

A população também reclama que o mato alto gera insegurança no bairro. “Quase fui assaltada no começo do ano”, lembrou Regina.

Por meio de nota, a Prefeitura de Santo André admitiu que existe infestação do animal. Disse ainda que no dia 13 de fevereiro foi feita palestra para orientar a fazer a catação dos bichos. O Executivo informou ainda que, no mesmo mês, durante dois dias aconteceu a catação dos caramujos, quando foram recolhidos 30% do total estimado.
Além disso, haverá a aplicação de molusquicida na época de estiagem, porque em período de chuva, o veneno se torna ineficaz.

INFESTAÇÃO

A espécie Achantina fulica, ou caramujo gigante africano, tem origem em países como Quênia e Tanzânia e chegou ao Brasil em 1988 como uma opção do europeu escargot. O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) proibiu a criação do animal e muitos simplesmente descartaram o caramujo no ambiente, e logo eles se espalharam pelo País. 



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Caramujos infestam bairro em Sto.André

Prefeitura admite que praga está fora de controle e que vai aplicar veneno no Valparaíso

Yago Delbuoni
Especial para o Diário

14/03/2015 | 07:00


Infestação de caramujos preocupa moradores das proximidades da Rua Cananeia, no bairro Valparaíso, em Santo André. O animal, da espécie Achantina fulica, mais conhecida como caramujo gigante africano, pode transmitir a nematomeningite. O problema acontece desde novembro.
A comerciante Regina Mendes, 51 anos, acredita que a causa da infestação está na falta de cuidado com o Parque Escola. “A grama está alta e isso acaba favorecendo a proliferação”, reclamou. Apenas entre quarta e quinta-feira, a moradora coletou 15 caramujos no quintal de sua casa.

O Parque Escola tem muitas árvores frutíferas, mas com a presença do caramujo, os frutos não devem ser consumidos, já que podem transmitir patologias. Isso provoca ainda mais preocupação, diz Regina. “Se uma criança tem contato direto com os bichos, pode ter uma doença seriíssima.”
Regina lamenta que, apesar de viver nas cercanias do parque, não pode frequentá-lo. “É uma pena porque se o lugar fosse bem cuidado, não teríamos risco e seria um bom passeio”, disse.
Dono de um pet shop também na Rua Cananeia, Edimar Tamelin, 38, disse que o filho de 15 anos frequenta o parque e reclama da situação. “Ele joga bola lá e eu fico muito preocupado com essa infestação de caramujos.”

Questionado sobre como se sente ao ver uma situação dessas perto de seu estabelecimento, que lida com animais de estimação, Tamelin desabafa: “É nojento. No começo da manhã e no fim da tarde são os dois momentos em que aparecem mais bichos.”

A mãe de Regina, a dona de casa Maria Regina Rodrigues Mendes, 73, afirmou que faz parte do Conselho de Saúde do município e fica indignada ao presenciar a situação. “A cidade anuncia que tem Saúde com padrão de primeiro mundo, mas isso é um descaso.”

Maria Regina disse que já levou uma amostra dos caramujos para a Gerência de Controle de Zoonoses, no setor da Vigilância Sanitária, e eles recomendaram que ela deveria levá-los para o térreo da Prefeitura para pedir uma vistoria ou fazer uma denúncia por e-mail.

No parque também são encontrados muitos caramujos mortos, o que atrai moscas. “Como se não bastasse ter caramujos, agora também somos alvos de moscas”, falou Regina.

A população também reclama que o mato alto gera insegurança no bairro. “Quase fui assaltada no começo do ano”, lembrou Regina.

Por meio de nota, a Prefeitura de Santo André admitiu que existe infestação do animal. Disse ainda que no dia 13 de fevereiro foi feita palestra para orientar a fazer a catação dos bichos. O Executivo informou ainda que, no mesmo mês, durante dois dias aconteceu a catação dos caramujos, quando foram recolhidos 30% do total estimado.
Além disso, haverá a aplicação de molusquicida na época de estiagem, porque em período de chuva, o veneno se torna ineficaz.

INFESTAÇÃO

A espécie Achantina fulica, ou caramujo gigante africano, tem origem em países como Quênia e Tanzânia e chegou ao Brasil em 1988 como uma opção do europeu escargot. O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) proibiu a criação do animal e muitos simplesmente descartaram o caramujo no ambiente, e logo eles se espalharam pelo País. 

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