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B3 fecha CT de Atletismo de S.Caetano

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Inaugurado em 2012, com investimento de R$ 20 mi, local terá outra finalidade a partir de julho


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

18/04/2018 | 07:00


O casamento de São Caetano com a equipe de atletismo da B3 (antiga BM&FBovespa), que prometia ser duradouro, foi interrompido abruptamente. Depois de investir R$ 20 milhões e inaugurar em 2012 o mais bem equipado centro de treinamento indoor do Brasil, mudança na linha de investimentos da empresa acabou com o apoio à modalidade – anunciado em janeiro –, e culminou com a devolução do espaço, na Vila São José, que foi cedido em comodato pela Prefeitura até 2027, mas que será entregue em 30 de junho.

A decisão põe fim à história mais vitoriosa do atletismo brasileiro, que começou em 1988 com a distribuição de barras de ouro aos atletas nacionais premiados na Olimpíada de Seul, na Coreia do Sul. O apoio foi intensificado em 1990, com patrocínios individuais até que, em 2000, a BM&F assumiu a antiga União Esportiva Funilense e iniciou a montagem da estrutura de ponta que garantiu ao Brasil medalhas olímpicas e mundiais nos últimos anos, além de ser a casa de atletas como Marílson Gomes dos Santos, Fabiana Murer, Duda, Thiago Braz, Jadel Gregório, Maurren Maggi, entre muitos outros.

A desmontagem do centro de treinamento é vista como retrocesso para a modalidade. Na inauguração, atletas comemoravam o fato de não terem mais de sair do Brasil para se preparar para as grandes competições, já que o espaço atendia as expectativas. Agora, o atletismo conta com a Arena Caixa, em São Bernardo e com o EC Pinheiros, em São Paulo, além da Orcampi, em Campinas, que deve herdar parte dos equipamentos retirados de São Caetano.

O Diário apurou que os 57 atletas e 13 treinadores que trabalhavam em São Caetano vão receber salários até o fim do ano e devem usar o espaço da Orcampi para treinamento. Para 2019, caso não apareça outro investidor, a modalidade vai enfrentar sérios problemas.
NOVOS RUMOS

Após a desmontagem da estrutura do atletismo, a Prefeitura deve usar o local para outras modalidades. O Diário tentou a confirmação com o secretário de Esporte, Lazer e Juventude, Beto Vidoski (PSDB), que também é vice-prefeito, mas não obteve resposta. A reportagem apurou que ele esteve no local e estuda levar para lá o judô e o taekwondo, que hoje funcionam na sede da AD São Caetano, também no Bairro São José.

Por nota, a Prefeitura confirmou que a B3 vai devolver o espaço, mas não informou se existe alguma multa na decisão. “A gestão da Pista de Atletismo está a cargo da B3 até 30 de junho. A Secretaria de Esporte, da Prefeitura de São Caetano, já estuda ampliar a capacidade esportiva do município com a utilização do espaço, ainda sem qualquer definição.”

Nos bastidores, treinadores e atletas estranham o fato de São Caetano não buscar ajuda na CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) e nem no COB (Comitê Olímpico do Brasil) para tentar manter o atletismo na cidade. Dona de um ouro e de uma prata em mundiais, Fabiana Murer, ex-atleta do salto com vara, lamentou em uma rede social. “Local onde me desenvolvi para conquistar vários recordes e títulos não pode acabar ou ser utilizado para outros fins que não seja o atletismo. Seguimos na luta para preservar o CT de São Caetano”, escreveu.  



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B3 fecha CT de Atletismo de S.Caetano

Inaugurado em 2012, com investimento de R$ 20 mi, local terá outra finalidade a partir de julho

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

18/04/2018 | 07:00


O casamento de São Caetano com a equipe de atletismo da B3 (antiga BM&FBovespa), que prometia ser duradouro, foi interrompido abruptamente. Depois de investir R$ 20 milhões e inaugurar em 2012 o mais bem equipado centro de treinamento indoor do Brasil, mudança na linha de investimentos da empresa acabou com o apoio à modalidade – anunciado em janeiro –, e culminou com a devolução do espaço, na Vila São José, que foi cedido em comodato pela Prefeitura até 2027, mas que será entregue em 30 de junho.

A decisão põe fim à história mais vitoriosa do atletismo brasileiro, que começou em 1988 com a distribuição de barras de ouro aos atletas nacionais premiados na Olimpíada de Seul, na Coreia do Sul. O apoio foi intensificado em 1990, com patrocínios individuais até que, em 2000, a BM&F assumiu a antiga União Esportiva Funilense e iniciou a montagem da estrutura de ponta que garantiu ao Brasil medalhas olímpicas e mundiais nos últimos anos, além de ser a casa de atletas como Marílson Gomes dos Santos, Fabiana Murer, Duda, Thiago Braz, Jadel Gregório, Maurren Maggi, entre muitos outros.

A desmontagem do centro de treinamento é vista como retrocesso para a modalidade. Na inauguração, atletas comemoravam o fato de não terem mais de sair do Brasil para se preparar para as grandes competições, já que o espaço atendia as expectativas. Agora, o atletismo conta com a Arena Caixa, em São Bernardo e com o EC Pinheiros, em São Paulo, além da Orcampi, em Campinas, que deve herdar parte dos equipamentos retirados de São Caetano.

O Diário apurou que os 57 atletas e 13 treinadores que trabalhavam em São Caetano vão receber salários até o fim do ano e devem usar o espaço da Orcampi para treinamento. Para 2019, caso não apareça outro investidor, a modalidade vai enfrentar sérios problemas.
NOVOS RUMOS

Após a desmontagem da estrutura do atletismo, a Prefeitura deve usar o local para outras modalidades. O Diário tentou a confirmação com o secretário de Esporte, Lazer e Juventude, Beto Vidoski (PSDB), que também é vice-prefeito, mas não obteve resposta. A reportagem apurou que ele esteve no local e estuda levar para lá o judô e o taekwondo, que hoje funcionam na sede da AD São Caetano, também no Bairro São José.

Por nota, a Prefeitura confirmou que a B3 vai devolver o espaço, mas não informou se existe alguma multa na decisão. “A gestão da Pista de Atletismo está a cargo da B3 até 30 de junho. A Secretaria de Esporte, da Prefeitura de São Caetano, já estuda ampliar a capacidade esportiva do município com a utilização do espaço, ainda sem qualquer definição.”

Nos bastidores, treinadores e atletas estranham o fato de São Caetano não buscar ajuda na CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) e nem no COB (Comitê Olímpico do Brasil) para tentar manter o atletismo na cidade. Dona de um ouro e de uma prata em mundiais, Fabiana Murer, ex-atleta do salto com vara, lamentou em uma rede social. “Local onde me desenvolvi para conquistar vários recordes e títulos não pode acabar ou ser utilizado para outros fins que não seja o atletismo. Seguimos na luta para preservar o CT de São Caetano”, escreveu.  

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