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PT e PMDB fecham acordo para liderança da Câmara e Senado


Do Diário OnLine

06/11/2002 | 00:14


O PT e o PMDB fecharam nesta terça-feira um acordo de divisão das presidências da Câmara dos Deputados e do Senado, de acordo com as legendas que contarem com mais parlamentares eleitos em cada Casa. O acerto foi costurado em uma reunião ocorrida nesta terça, em Brasília, entre os presidentes do PMDB, deputado Michel Temer, e do PT, deputado José Dirceu. Apesar de as duas partes negarem que o acordo vá além das presidências no Congresso, o PMDB articula compor a base de sustentação do governo petista.

O acerto PT-PMDB mantém a tradição do Congresso, respeitando as maiorias de parlamentares. Assim, o PT fica com a presidência da Câmara e o PMDB, do Senado. Na primeira Casa, o nome mais forte é José Dirceu. Na segunda, a disputa é entre o ex-presidente da República José Sarney (AP) e o atual líder da legenda na Casa, Renan Calheiros (AL). Sarney, que apoiou o PT desde 1º turno da corrida eleitoral, seria o candidato favorito de Lula. Calheiros, que fechou com o derrotado José Serra (PSDB), tem a simpatia da ala majoritária do PMDB.

Mas o casamento entre os dois partidos pode ir além. Parte da base de Fernando Henrique Cardoso durante oito anos, o PMDB pode migrar para a base de sustentação do PT nos próximos quatro. O partido de Luiz Inácio Lula da Silva já tem a seu lado PTB, PDT, PPS, PSB, PV, PCdoB, PL e PMN – aliados desde as eleições. Se o PMDB engrossar o bloco, o PT terá a tão almejada maioria no Congresso: 294 deputados e 49 senadores.

No PMDB, o discurso geral é respeitar a "governabilidade" e ajudar o PT a aprovar tudo o que for de "interesse do país". Nesta terça, a Executiva Nacional peemedebista se reuniu em Brasília com os governadores eleitos pelo partido e decidiu consultar suas bancadas na Câmara e no Senado para formalizar um eventual apoio ao futuro governo. Nesta quarta-feira, Temer e Lula se reúnem em Brasília para debater a "governabilidade".

No encontro desta terça, os governadores eleitos defenderam que o PMDB deve participar do governo petista. Germano Rigotto, do Rio Grande do Sul, e Luiz Henrique da Silveira, de Santa Catarina, acham que o apoio deve se limitar ao Congresso. Roberto Requião, do Paraná, quer que o PMDB inclusive tenha cargos no governo petista.

Segundo Temer e o líder do partido na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA), a adesão do PMDB à base aliada do PT vai depender da "agenda" do novo governo. O governador reeleito de Pernambuco, Jarbas Vasconcellos, defendeu que o PMDB não se apresse para definir em qual dos lados da balança vai pender. Para Vasconcellos, a legenda deve esperar que a "agenda" petista seja definida.

Velho aliado - Enquanto Temer e Dirceu apertavam as mãos para consagrar a divisão do poder no Congresso, o presidente do PSDB, deputado José Aníbal (SP), afirmava que conversou por telefone com Temer e este garantiu que não havia qualquer aliança entre PT e PMDB.

Aníbal confirmou que o plano do PSDB é montar uma ampla base de oposição no Congresso, tendo a seu lado PPB, PFL e PMDB. Para isso, o deputado admitiu que os tucanos terão de correr para aparar arestas tanto com PFL, que esteve ao lado de Ciro Gomes (PPS) na corrida presidencial, quanto com PMDB, dividido desde o início, apesar de ter indicado a deputada Rita Camata (ES) como vice de José Serra.

O PSDB se opõe à idéia de deixar ao PT a presidência da Câmara. Caso a frente ampla de oposição vingue, o acordo PT-PMDB pode fazer água. "Depende do objetivo do bloco: se for para criar dificuldades adicionais para o governo que se instaura, como por exemplo a disputa pela presidência da Câmara, não concordamos. Mas se for um bloco para discutir teses e propostas, podemos pensar", afirmou o deputado Geddel Vieira Lima (BA).

O deputado José Dirceu confirmou nesta terça que o PT vai "ouvir todos os partidos", inclusive PSDB, PFL e PPB.



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PT e PMDB fecham acordo para liderança da Câmara e Senado

Do Diário OnLine

06/11/2002 | 00:14


O PT e o PMDB fecharam nesta terça-feira um acordo de divisão das presidências da Câmara dos Deputados e do Senado, de acordo com as legendas que contarem com mais parlamentares eleitos em cada Casa. O acerto foi costurado em uma reunião ocorrida nesta terça, em Brasília, entre os presidentes do PMDB, deputado Michel Temer, e do PT, deputado José Dirceu. Apesar de as duas partes negarem que o acordo vá além das presidências no Congresso, o PMDB articula compor a base de sustentação do governo petista.

O acerto PT-PMDB mantém a tradição do Congresso, respeitando as maiorias de parlamentares. Assim, o PT fica com a presidência da Câmara e o PMDB, do Senado. Na primeira Casa, o nome mais forte é José Dirceu. Na segunda, a disputa é entre o ex-presidente da República José Sarney (AP) e o atual líder da legenda na Casa, Renan Calheiros (AL). Sarney, que apoiou o PT desde 1º turno da corrida eleitoral, seria o candidato favorito de Lula. Calheiros, que fechou com o derrotado José Serra (PSDB), tem a simpatia da ala majoritária do PMDB.

Mas o casamento entre os dois partidos pode ir além. Parte da base de Fernando Henrique Cardoso durante oito anos, o PMDB pode migrar para a base de sustentação do PT nos próximos quatro. O partido de Luiz Inácio Lula da Silva já tem a seu lado PTB, PDT, PPS, PSB, PV, PCdoB, PL e PMN – aliados desde as eleições. Se o PMDB engrossar o bloco, o PT terá a tão almejada maioria no Congresso: 294 deputados e 49 senadores.

No PMDB, o discurso geral é respeitar a "governabilidade" e ajudar o PT a aprovar tudo o que for de "interesse do país". Nesta terça, a Executiva Nacional peemedebista se reuniu em Brasília com os governadores eleitos pelo partido e decidiu consultar suas bancadas na Câmara e no Senado para formalizar um eventual apoio ao futuro governo. Nesta quarta-feira, Temer e Lula se reúnem em Brasília para debater a "governabilidade".

No encontro desta terça, os governadores eleitos defenderam que o PMDB deve participar do governo petista. Germano Rigotto, do Rio Grande do Sul, e Luiz Henrique da Silveira, de Santa Catarina, acham que o apoio deve se limitar ao Congresso. Roberto Requião, do Paraná, quer que o PMDB inclusive tenha cargos no governo petista.

Segundo Temer e o líder do partido na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA), a adesão do PMDB à base aliada do PT vai depender da "agenda" do novo governo. O governador reeleito de Pernambuco, Jarbas Vasconcellos, defendeu que o PMDB não se apresse para definir em qual dos lados da balança vai pender. Para Vasconcellos, a legenda deve esperar que a "agenda" petista seja definida.

Velho aliado - Enquanto Temer e Dirceu apertavam as mãos para consagrar a divisão do poder no Congresso, o presidente do PSDB, deputado José Aníbal (SP), afirmava que conversou por telefone com Temer e este garantiu que não havia qualquer aliança entre PT e PMDB.

Aníbal confirmou que o plano do PSDB é montar uma ampla base de oposição no Congresso, tendo a seu lado PPB, PFL e PMDB. Para isso, o deputado admitiu que os tucanos terão de correr para aparar arestas tanto com PFL, que esteve ao lado de Ciro Gomes (PPS) na corrida presidencial, quanto com PMDB, dividido desde o início, apesar de ter indicado a deputada Rita Camata (ES) como vice de José Serra.

O PSDB se opõe à idéia de deixar ao PT a presidência da Câmara. Caso a frente ampla de oposição vingue, o acordo PT-PMDB pode fazer água. "Depende do objetivo do bloco: se for para criar dificuldades adicionais para o governo que se instaura, como por exemplo a disputa pela presidência da Câmara, não concordamos. Mas se for um bloco para discutir teses e propostas, podemos pensar", afirmou o deputado Geddel Vieira Lima (BA).

O deputado José Dirceu confirmou nesta terça que o PT vai "ouvir todos os partidos", inclusive PSDB, PFL e PPB.

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