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Detalhes que fazem a diferença


Gabriela Germano
Da TV Press

14/04/2008 | 07:03


Por ser um detalhista, Pedro Paulo Rangel chegou a discutir com uma assistente de figurino de Desejo Proibido. Ela sempre queria que o último botão do colete de Galileu, cientista atrapalhado que o ator interpreta na novela, estivesse abotoado. “Mas ele é um distraído que só pensa em suas experiências. Não está preocupado com a roupa certinha”, rebate o intérprete. É se apegando a essas minúcias que Pedro acredita que um personagem pode fazer a diferença em um folhetim. Mesmo quando o papel é pequeno. E o método parece que deu certo. O ator conta que é abordado a todo momento nas ruas e o público adora a relação engraçada que ele mantém com a esposa ciumenta da história, a Dona Belinda, de Julia Lemmertz. “Estranho a baixa audiência da novela porque minha audiência onde moro, em Copacabana, é sensacional. Desde as senhoras até o frentista do posto de gasolina, todos me abordam para falar do Galileu”, diz Pedro Paulo, aos risos. Confira trechos da entrevista.

Você fez humorísticos como TV Pirata e Os Aspones. Nas novelas, também interpreta figuras engraçadas e o Galileu, de Desejo Proibido, tem esse perfil. A comédia o persegue?

PEDRO PAULO RANGEL – Acho que sim. Na grande maioria das vezes, as pessoas me chamam para fazer coisas ligadas à comédia. Acho ótimo, porque fico mais ou menos caracterizado para o público que vê TV como um ator de comédia. E quando as pessoas falam comigo nas ruas, automaticamente já riem. Me olham como se esperassem algum tipo de divertimento e prazer. Gosto dessa reação positiva. Não passo nada pesado para o público.

E como tem sido a resposta das pessoas em relação ao seu personagem na novela das seis?

RANGEL – Muito positiva. Eu até estranho essa história de Desejo Proibido ter pouca audiência porque a minha audiência onde moro, em Copacabana, é sensacional (risos). Todo mundo me aborda e são diversos tipos de pessoas, da senhorinha do apartamento da frente ao frentista do posto de gasolina. É uma novela muito bem urdida, com uma trama interessante e com um bom texto. E texto e trama é tudo em um livro, no teatro ou na televisão, porque é a matéria-prima com que a gente trabalha. Mesmo Laurence Olivier, que para mim foi o maior ator inglês, não teria onde se basear com um texto vagabundo em mãos.

Apesar de sempre fazer bons personagens, você só protagonizou uma novela até hoje, O Noviço, em 1975. Você se incomoda com isso?

RANGEL – Não tenho preconceito em relação a papéis e acho que sou um bom coringa na TV porque faço de tudo. Saí de Belíssima, fui para Amazônia, raspei a cabeça e fiz Minha Nada Mole Vida em seguida. Logo depois já estava escalado para Desejo Proibido. Isso é ótimo porque um ator tem de jogar com as oportunidades. Algumas são melhores. Outras, nem tanto. Às vezes você encontra caminhos nas florestas mais espessas porque há várias trilhas que a gente pode seguir. Teve uma época em que fiquei preocupado porque estava me repetindo. Queria algo diferente e fui para o teatro fazer o Sermão de Quarta-Feira de Cinzas, do Padre Antônio Vieira.

Você começou no teatro em 1968 e afirma que estréias ainda o deixam tenso. Como é a sua relação com o dia-a-dia do trabalho na TV?

RANGEL – Tenso é uma palavra bem apropriada para a minha relação com a TV. Me sinto assim até hoje por causa da falta de tempo para ensaio. Nos palcos, não gosto mesmo é de ir a estréias dos amigos, porque sei que é uma hora complicada. Já para mim é boa a emoção do primeiro dia. Mas na TV às vezes a gente tem uma cena ótima, que tinha de ser ensaiada dois ou três dias para ganhar uma veracidade maior e é impossível. Fico me segurando no que posso para passar uma tranqüilidade que, na verdade, não existe.

Este ano você completa 40 anos de carreira. Há muita coisa que queria ter feito e ainda não conseguiu?

RANGEL – Eu não faço planos porque na esquina a vida nos surpreende com outro projeto. Já jurei que não faria dois trabalhos ao mesmo tempo mas acabo fazendo três. Acho que já fiz bastante coisa em minha carreira e tive ótimas oportunidades. Seria legal fazer um vilão na TV, algo que nunca fiz. Apesar de adorar cinema, ele não me dá a menor bola e gostaria que me chamassem mais. No entanto, o que eu queria mesmo é tirar férias longas. E poder descansar.


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Detalhes que fazem a diferença

Gabriela Germano
Da TV Press

14/04/2008 | 07:03


Por ser um detalhista, Pedro Paulo Rangel chegou a discutir com uma assistente de figurino de Desejo Proibido. Ela sempre queria que o último botão do colete de Galileu, cientista atrapalhado que o ator interpreta na novela, estivesse abotoado. “Mas ele é um distraído que só pensa em suas experiências. Não está preocupado com a roupa certinha”, rebate o intérprete. É se apegando a essas minúcias que Pedro acredita que um personagem pode fazer a diferença em um folhetim. Mesmo quando o papel é pequeno. E o método parece que deu certo. O ator conta que é abordado a todo momento nas ruas e o público adora a relação engraçada que ele mantém com a esposa ciumenta da história, a Dona Belinda, de Julia Lemmertz. “Estranho a baixa audiência da novela porque minha audiência onde moro, em Copacabana, é sensacional. Desde as senhoras até o frentista do posto de gasolina, todos me abordam para falar do Galileu”, diz Pedro Paulo, aos risos. Confira trechos da entrevista.

Você fez humorísticos como TV Pirata e Os Aspones. Nas novelas, também interpreta figuras engraçadas e o Galileu, de Desejo Proibido, tem esse perfil. A comédia o persegue?

PEDRO PAULO RANGEL – Acho que sim. Na grande maioria das vezes, as pessoas me chamam para fazer coisas ligadas à comédia. Acho ótimo, porque fico mais ou menos caracterizado para o público que vê TV como um ator de comédia. E quando as pessoas falam comigo nas ruas, automaticamente já riem. Me olham como se esperassem algum tipo de divertimento e prazer. Gosto dessa reação positiva. Não passo nada pesado para o público.

E como tem sido a resposta das pessoas em relação ao seu personagem na novela das seis?

RANGEL – Muito positiva. Eu até estranho essa história de Desejo Proibido ter pouca audiência porque a minha audiência onde moro, em Copacabana, é sensacional (risos). Todo mundo me aborda e são diversos tipos de pessoas, da senhorinha do apartamento da frente ao frentista do posto de gasolina. É uma novela muito bem urdida, com uma trama interessante e com um bom texto. E texto e trama é tudo em um livro, no teatro ou na televisão, porque é a matéria-prima com que a gente trabalha. Mesmo Laurence Olivier, que para mim foi o maior ator inglês, não teria onde se basear com um texto vagabundo em mãos.

Apesar de sempre fazer bons personagens, você só protagonizou uma novela até hoje, O Noviço, em 1975. Você se incomoda com isso?

RANGEL – Não tenho preconceito em relação a papéis e acho que sou um bom coringa na TV porque faço de tudo. Saí de Belíssima, fui para Amazônia, raspei a cabeça e fiz Minha Nada Mole Vida em seguida. Logo depois já estava escalado para Desejo Proibido. Isso é ótimo porque um ator tem de jogar com as oportunidades. Algumas são melhores. Outras, nem tanto. Às vezes você encontra caminhos nas florestas mais espessas porque há várias trilhas que a gente pode seguir. Teve uma época em que fiquei preocupado porque estava me repetindo. Queria algo diferente e fui para o teatro fazer o Sermão de Quarta-Feira de Cinzas, do Padre Antônio Vieira.

Você começou no teatro em 1968 e afirma que estréias ainda o deixam tenso. Como é a sua relação com o dia-a-dia do trabalho na TV?

RANGEL – Tenso é uma palavra bem apropriada para a minha relação com a TV. Me sinto assim até hoje por causa da falta de tempo para ensaio. Nos palcos, não gosto mesmo é de ir a estréias dos amigos, porque sei que é uma hora complicada. Já para mim é boa a emoção do primeiro dia. Mas na TV às vezes a gente tem uma cena ótima, que tinha de ser ensaiada dois ou três dias para ganhar uma veracidade maior e é impossível. Fico me segurando no que posso para passar uma tranqüilidade que, na verdade, não existe.

Este ano você completa 40 anos de carreira. Há muita coisa que queria ter feito e ainda não conseguiu?

RANGEL – Eu não faço planos porque na esquina a vida nos surpreende com outro projeto. Já jurei que não faria dois trabalhos ao mesmo tempo mas acabo fazendo três. Acho que já fiz bastante coisa em minha carreira e tive ótimas oportunidades. Seria legal fazer um vilão na TV, algo que nunca fiz. Apesar de adorar cinema, ele não me dá a menor bola e gostaria que me chamassem mais. No entanto, o que eu queria mesmo é tirar férias longas. E poder descansar.

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