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Enem com medidas sanitárias será em janeiro e vai custar R$ 70 milhões extras

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


09/07/2020 | 07:20


O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) anunciaram na quarta-feira, 8, que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será aplicado nos dias 17 e 24 de janeiro de 2021. Mais de 5,8 milhões de estudantes estão inscritos para o exame, que terá custo adicional de R$ 70 milhões por causa de medidas sanitárias decorrentes da pandemia do coronavírus.

Em coletiva de imprensa na tarde de ontem, o ministro interino da Educação, Antônio Vogel, disse que a nova data da prova não é uma decisão "perfeita e maravilhosa para todos" os candidatos. "Buscamos uma solução técnica", completou. A versão digital da prova, que ocorre pela primeira vez no País, será nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro. E os resultados serão divulgados no dia 29 de março.

A prova, inicialmente prevista para novembro deste ano, foi adiada por causa da pandemia do coronavírus. Escolas de todo o País tiveram atividades presenciais suspensas para evitar a propagação do vírus.

O MEC também informou na quarta a possibilidade de que seja realizado mais um Sisu, sistema que reúne vagas no ensino superior público, em 2021. Se isso ocorrer, serão três seleções no ano que vem. "Há toda uma reação em cadeia quando se define a data do Enem. Essa nota do Enem serve de critério primeiro para entrar em uma universidade pública, pelo Sisu.

Se não entrar, tem a possibilidade de conseguir bolsa pelo ProUni. E, se não conseguir, pode ter o Fies", disse Vogel.

"Se deixasse para maio, os ingressos (no ensino superior) seriam só no segundo semestre. Perderíamos o semestre inteiro. Por isso estamos com a opção aberta, e vamos avaliar junto com instituições de ensino superior, de fazer outro Sisu ao longo de 2021", afirmou.

O estadao.com.br antecipou, na manhã de ontem, que o Enem seria realizado em janeiro. A aplicação da prova no mês de janeiro foi defendida por secretários de educação e universidades em reuniões com o governo. Em enquete realizada a pedido do ex-ministro Abraham Weintraub, a maior parte dos estudantes (49,7%) votou para que o Enem fosse realizado apenas em maio. Outros 35,3% optaram por janeiro. Mas, depois que Weintraub foi demitido, a direção do Inep não se comprometeu em seguir o resultado da pesquisa e anunciou que ouviria representantes dos Estados e do ensino superior para tomar uma decisão.

Segundo fontes que estavam presentes às reuniões feitas com o Inep, maio foi considerado um mês inviável pela maioria, pelo que causaria ao calendário do ensino superior. Universidades particulares também não queriam um Enem tão tarde porque os estudantes esperam o resultado da prova e do Sisu para ver se conseguiram vaga em instituições públicas e só depois partem para uma particular. O exame em maio prejudicaria mais ainda um mercado já fragilizado, com perda de estudantes e alta inadimplência.

Segundo Alexandre Lopes, presidente do Inep, a enquete com os estudantes não foi o único parâmetro para definição da data. "Entendemos que seria importante ouvir secretários estaduais de Educação e instituições de ensino superior públicas e privadas. Todas as informações foram levadas em consideração. Mais da metade optou por (fazer a prova em) dezembro e janeiro. Também estamos atendendo a esse público."

Segundo o governo, o nível da prova será modificado em função das dificuldades de ensino durante a pandemia, já que os itens que compõem o teste foram elaborados antes da covid. O governo também informou que prevê gasto extra de R$ 70 milhões com a aplicação neste ano em função da pandemia - no ano passado, o exame custou R$ 537 milhões. A covid-19 deve obrigar que a aplicação ocorra com menos estudantes em sala para evitar contaminação, o que pode elevar o número de locais de prova.

Também deverão ser fornecidos álcool em gel e máscaras.

O MEC ainda anunciou que a reaplicação da prova impressa, que ocorre quando há falhas como falta de luz no local do exame, será nos dias 24 de fevereiro e 25 de fevereiro de 2021.

Estaduais

As novas datas do Enem devem embaralhar os vestibulares das universidades estaduais paulistas. A Universidade de São Paulo (USP), que utiliza as notas do exame para a seleção de parte dos estudantes, deve divulgar comunicado hoje sobre seu processo seletivo.

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Estadual Paulista (Unesp) também debatem eventuais alterações. Indagado sobre continuar utilizando as notas do Enem como forma de seleção de parte dos estudantes no próximo vestibular, o reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, disse que "não sabe se vai conseguir", mas ainda estuda as possibilidades. A Unesp terá reunião nesta semana.

Por meio de nota, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) disse ser fundamental que a prova seja "tecnicamente exitosa e com concorrência democrática". Segundo a associação, a data anterior não apresentava condições necessárias, como segurança de alunos e profissionais e equidade entre os candidatos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Enem com medidas sanitárias será em janeiro e vai custar R$ 70 milhões extras


09/07/2020 | 07:20


O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) anunciaram na quarta-feira, 8, que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será aplicado nos dias 17 e 24 de janeiro de 2021. Mais de 5,8 milhões de estudantes estão inscritos para o exame, que terá custo adicional de R$ 70 milhões por causa de medidas sanitárias decorrentes da pandemia do coronavírus.

Em coletiva de imprensa na tarde de ontem, o ministro interino da Educação, Antônio Vogel, disse que a nova data da prova não é uma decisão "perfeita e maravilhosa para todos" os candidatos. "Buscamos uma solução técnica", completou. A versão digital da prova, que ocorre pela primeira vez no País, será nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro. E os resultados serão divulgados no dia 29 de março.

A prova, inicialmente prevista para novembro deste ano, foi adiada por causa da pandemia do coronavírus. Escolas de todo o País tiveram atividades presenciais suspensas para evitar a propagação do vírus.

O MEC também informou na quarta a possibilidade de que seja realizado mais um Sisu, sistema que reúne vagas no ensino superior público, em 2021. Se isso ocorrer, serão três seleções no ano que vem. "Há toda uma reação em cadeia quando se define a data do Enem. Essa nota do Enem serve de critério primeiro para entrar em uma universidade pública, pelo Sisu.

Se não entrar, tem a possibilidade de conseguir bolsa pelo ProUni. E, se não conseguir, pode ter o Fies", disse Vogel.

"Se deixasse para maio, os ingressos (no ensino superior) seriam só no segundo semestre. Perderíamos o semestre inteiro. Por isso estamos com a opção aberta, e vamos avaliar junto com instituições de ensino superior, de fazer outro Sisu ao longo de 2021", afirmou.

O estadao.com.br antecipou, na manhã de ontem, que o Enem seria realizado em janeiro. A aplicação da prova no mês de janeiro foi defendida por secretários de educação e universidades em reuniões com o governo. Em enquete realizada a pedido do ex-ministro Abraham Weintraub, a maior parte dos estudantes (49,7%) votou para que o Enem fosse realizado apenas em maio. Outros 35,3% optaram por janeiro. Mas, depois que Weintraub foi demitido, a direção do Inep não se comprometeu em seguir o resultado da pesquisa e anunciou que ouviria representantes dos Estados e do ensino superior para tomar uma decisão.

Segundo fontes que estavam presentes às reuniões feitas com o Inep, maio foi considerado um mês inviável pela maioria, pelo que causaria ao calendário do ensino superior. Universidades particulares também não queriam um Enem tão tarde porque os estudantes esperam o resultado da prova e do Sisu para ver se conseguiram vaga em instituições públicas e só depois partem para uma particular. O exame em maio prejudicaria mais ainda um mercado já fragilizado, com perda de estudantes e alta inadimplência.

Segundo Alexandre Lopes, presidente do Inep, a enquete com os estudantes não foi o único parâmetro para definição da data. "Entendemos que seria importante ouvir secretários estaduais de Educação e instituições de ensino superior públicas e privadas. Todas as informações foram levadas em consideração. Mais da metade optou por (fazer a prova em) dezembro e janeiro. Também estamos atendendo a esse público."

Segundo o governo, o nível da prova será modificado em função das dificuldades de ensino durante a pandemia, já que os itens que compõem o teste foram elaborados antes da covid. O governo também informou que prevê gasto extra de R$ 70 milhões com a aplicação neste ano em função da pandemia - no ano passado, o exame custou R$ 537 milhões. A covid-19 deve obrigar que a aplicação ocorra com menos estudantes em sala para evitar contaminação, o que pode elevar o número de locais de prova.

Também deverão ser fornecidos álcool em gel e máscaras.

O MEC ainda anunciou que a reaplicação da prova impressa, que ocorre quando há falhas como falta de luz no local do exame, será nos dias 24 de fevereiro e 25 de fevereiro de 2021.

Estaduais

As novas datas do Enem devem embaralhar os vestibulares das universidades estaduais paulistas. A Universidade de São Paulo (USP), que utiliza as notas do exame para a seleção de parte dos estudantes, deve divulgar comunicado hoje sobre seu processo seletivo.

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Estadual Paulista (Unesp) também debatem eventuais alterações. Indagado sobre continuar utilizando as notas do Enem como forma de seleção de parte dos estudantes no próximo vestibular, o reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, disse que "não sabe se vai conseguir", mas ainda estuda as possibilidades. A Unesp terá reunião nesta semana.

Por meio de nota, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) disse ser fundamental que a prova seja "tecnicamente exitosa e com concorrência democrática". Segundo a associação, a data anterior não apresentava condições necessárias, como segurança de alunos e profissionais e equidade entre os candidatos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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