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Jota Quest: despretensioso e rentável


Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

29/10/2008 | 07:01


Uma década separa o lançamento da canção Fácil - que consolidou o Jota Quest no cenário pop - da recente chegada às lojas do CD La Plata (SonyBMG, R$ 20 em média), oitavo na discografia do grupo mineiro. Nesse período, a banda colecionou hits, turnês bem-sucedidas e também críticas ferozes de uma parcela significativa da imprensa.

Escrever que os músicos interpretam canções banais, com letras inconsistentes, ‘fáceis para você, eu e todo mundo cantar junto', virou clichê. Apesar dos ataques freqüentes dos jornalistas, o Jota Quest, que já vendeu cerca de 2,5 milhões de discos, procurou preservar uma virtude: a despretensão.

Descontração - Esse jeito leve de encarar a profissão fica evidente em cinco minutos de conversa sobre o novo álbum com Rogério Flausino (vocal), Marco Túlio Lara (guitarra), PJ (baixo) e Márcio Buzelin (teclados). Ao longo do bate-papo, nada de estrelismo. Nem parece que a turnê do CD anterior, Até Onde Vai (2005), teve 340 shows e foi vista por 2 milhões de pessoas, sem contar as platéias das apresentações no Exterior.

"Tocar no rádio não está na lista das dez coisas principais quando a gente está produzindo um disco. Não quero dizer que não pensamos nisso, mas, quando vamos definir o que entra no repertório, o mais importante é ouvir e falar: ‘Isso é legal'", explica Marco Túlio.

Autoral - Gravado e mixado no estúdio Minério de Ferro, construído pelo Jota Quest em Belo Horizonte, La Plata explicita uma forte marca autoral. As treze faixas da ‘bolachinha' têm assinatura da trupe, que, pela primeira vez, aventura-se na produção ao lado do experiente Liminha, antigo colaborador do grupo.

"A maior parte do disco já estava pronta quando chamamos o Liminha, mas foi ótimo porque ele gosta de trabalhar com a banda e sabe tirar sons e timbres como ninguém", elogia Flausino.

Segundo ele, apesar das diversas referências presentes em La Plata, e das experimentações eletrônicas que sustentam músicas como So Special (com letra em inglês), a linguagem do Jota Quest é essencialmente pop.

‘NX velho' - Flausino, 36 anos, encara com naturalidade a passagem do tempo e as mudanças no mercado fonográfico. "Me encontro com esses meninos do NX Zero e é muito bom. Você percebe neles uma energia de quem tá chegando agora. Já disse até que nós somos o NX Velho", comenta o cantor, em tom bem-humorado.

Sobre os próximos passos do Jota Quest, ele destaca que os fãs ainda podem esperar por muitos shows e gravações.

"Temos como parâmetro grandes artistas que estão aí na ativa até hoje com integridade, como Red Hot Chilli Peppers e U2. Parece que estamos começando agora e queremos continuar melhorando."

 



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Jota Quest: despretensioso e rentável

Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

29/10/2008 | 07:01


Uma década separa o lançamento da canção Fácil - que consolidou o Jota Quest no cenário pop - da recente chegada às lojas do CD La Plata (SonyBMG, R$ 20 em média), oitavo na discografia do grupo mineiro. Nesse período, a banda colecionou hits, turnês bem-sucedidas e também críticas ferozes de uma parcela significativa da imprensa.

Escrever que os músicos interpretam canções banais, com letras inconsistentes, ‘fáceis para você, eu e todo mundo cantar junto', virou clichê. Apesar dos ataques freqüentes dos jornalistas, o Jota Quest, que já vendeu cerca de 2,5 milhões de discos, procurou preservar uma virtude: a despretensão.

Descontração - Esse jeito leve de encarar a profissão fica evidente em cinco minutos de conversa sobre o novo álbum com Rogério Flausino (vocal), Marco Túlio Lara (guitarra), PJ (baixo) e Márcio Buzelin (teclados). Ao longo do bate-papo, nada de estrelismo. Nem parece que a turnê do CD anterior, Até Onde Vai (2005), teve 340 shows e foi vista por 2 milhões de pessoas, sem contar as platéias das apresentações no Exterior.

"Tocar no rádio não está na lista das dez coisas principais quando a gente está produzindo um disco. Não quero dizer que não pensamos nisso, mas, quando vamos definir o que entra no repertório, o mais importante é ouvir e falar: ‘Isso é legal'", explica Marco Túlio.

Autoral - Gravado e mixado no estúdio Minério de Ferro, construído pelo Jota Quest em Belo Horizonte, La Plata explicita uma forte marca autoral. As treze faixas da ‘bolachinha' têm assinatura da trupe, que, pela primeira vez, aventura-se na produção ao lado do experiente Liminha, antigo colaborador do grupo.

"A maior parte do disco já estava pronta quando chamamos o Liminha, mas foi ótimo porque ele gosta de trabalhar com a banda e sabe tirar sons e timbres como ninguém", elogia Flausino.

Segundo ele, apesar das diversas referências presentes em La Plata, e das experimentações eletrônicas que sustentam músicas como So Special (com letra em inglês), a linguagem do Jota Quest é essencialmente pop.

‘NX velho' - Flausino, 36 anos, encara com naturalidade a passagem do tempo e as mudanças no mercado fonográfico. "Me encontro com esses meninos do NX Zero e é muito bom. Você percebe neles uma energia de quem tá chegando agora. Já disse até que nós somos o NX Velho", comenta o cantor, em tom bem-humorado.

Sobre os próximos passos do Jota Quest, ele destaca que os fãs ainda podem esperar por muitos shows e gravações.

"Temos como parâmetro grandes artistas que estão aí na ativa até hoje com integridade, como Red Hot Chilli Peppers e U2. Parece que estamos começando agora e queremos continuar melhorando."

 

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