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Restauro de tapeçaria de Burle Marx já revela cores


Alessandro Soares
Do Diário do Grande ABC

04/07/2006 | 09:04


O restauro da tapeçaria criada em 1969 pelo paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994) começou na manhã de ontem no Salão Nobre da Prefeitura de Santo André com duas surpresas para a restauradora Florence Maria White De Vera.

Primeiro, o volume de pó e sujeira extraídos em cerca de 6 metros de comprimento, de um total de 26m por 3,3m de altura. Depois, a redescoberta da cor próxima do aspecto original, que surgiu em partes do tecido antes cobertas por pregos. O trabalho de limpeza começou ontem e deve durar três meses. Só então será preparado o chassi no qual a tapeçaria ficará sustentada na mesma parede onde estava antes.

A luminosidade da peça deve ser recuperada, mas as cores originais provavelmente não. “Dá para notar em alguns pontos que a peça era bem mais clara. A cor original não será possível recuperar, porque não dá para saber o tipo de pigmento usado. Deixaremos, sim, o mais próximo possível do aspecto original”, disse Florence.

A técnica é higienização superficial mecânica. Nesta fase inicial é feita com pincéis de vários tamanhos e aspirador de pó manual de baixa potência. Após algumas seções deste procedimento na frente e na parte posterior, será usado algum tipo de solvente. Florence testou benzina em uma parte colorida e teve bons resultados.

O pó extraído na primeira sessão impressionou. “É absurdamente muita poeira”, disse Florence. Para manter a tapeçaria após a conclusão da restauração bastarão três aspirações de pó por ano, segundo recomendação da restauradora.

Florence contou 268 pregos, recolhidos na remoção da tapeçaria na última quinta-feira. Foram usados na peça posteriormente à sua fixação em 1970. Muitos pregos ficaram nas placas de madeira compensada na parede onde estava a tapeçaria. “Eu calculei cerca de 300. Acho que não fiquei muito longe”, afirmou.

A empresa De Vera Arte já restaurou obras importantes e foi escolhida por notória especialização. Recentemente, concluiu o restauro da tela fotográfica de 14m de comprimento por 1m de altura, executada entre 1919 e 1921 por Valério Vieira, uma panorâmica da cidade de São Paulo que está em mostra permanente no MIS (Museu da Imagem e do Som).


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Restauro de tapeçaria de Burle Marx já revela cores

Alessandro Soares
Do Diário do Grande ABC

04/07/2006 | 09:04


O restauro da tapeçaria criada em 1969 pelo paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994) começou na manhã de ontem no Salão Nobre da Prefeitura de Santo André com duas surpresas para a restauradora Florence Maria White De Vera.

Primeiro, o volume de pó e sujeira extraídos em cerca de 6 metros de comprimento, de um total de 26m por 3,3m de altura. Depois, a redescoberta da cor próxima do aspecto original, que surgiu em partes do tecido antes cobertas por pregos. O trabalho de limpeza começou ontem e deve durar três meses. Só então será preparado o chassi no qual a tapeçaria ficará sustentada na mesma parede onde estava antes.

A luminosidade da peça deve ser recuperada, mas as cores originais provavelmente não. “Dá para notar em alguns pontos que a peça era bem mais clara. A cor original não será possível recuperar, porque não dá para saber o tipo de pigmento usado. Deixaremos, sim, o mais próximo possível do aspecto original”, disse Florence.

A técnica é higienização superficial mecânica. Nesta fase inicial é feita com pincéis de vários tamanhos e aspirador de pó manual de baixa potência. Após algumas seções deste procedimento na frente e na parte posterior, será usado algum tipo de solvente. Florence testou benzina em uma parte colorida e teve bons resultados.

O pó extraído na primeira sessão impressionou. “É absurdamente muita poeira”, disse Florence. Para manter a tapeçaria após a conclusão da restauração bastarão três aspirações de pó por ano, segundo recomendação da restauradora.

Florence contou 268 pregos, recolhidos na remoção da tapeçaria na última quinta-feira. Foram usados na peça posteriormente à sua fixação em 1970. Muitos pregos ficaram nas placas de madeira compensada na parede onde estava a tapeçaria. “Eu calculei cerca de 300. Acho que não fiquei muito longe”, afirmou.

A empresa De Vera Arte já restaurou obras importantes e foi escolhida por notória especialização. Recentemente, concluiu o restauro da tela fotográfica de 14m de comprimento por 1m de altura, executada entre 1919 e 1921 por Valério Vieira, uma panorâmica da cidade de São Paulo que está em mostra permanente no MIS (Museu da Imagem e do Som).

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