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Diálogo garante Batalha da Matrix

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Evento cultural voltou a ser realizado ontem, em S.Bernardo, após reunião entre jovens e Prefeitura; ação da PM será avaliada pela Corregedoria


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

03/02/2016 | 07:00


Passada uma semana do confronto envolvendo policiais militares, guardas civis municipais e jovens na Batalha da Matrix, o evento voltou a ser realizado ontem, na Praça da Matriz, no Centro de São Bernardo. Reunião envolvendo representantes do movimento e da Prefeitura deu início a processo de diálogo sobre a manutenção da festa, que já existe há três anos e reúne, em média, 500 pessoas. Outro encontro, dessa vez com a presença do prefeito Luiz Marinho (PT), está agendado para o dia 15.

Diferentemente do cenário de guerra relatado pelos jovens no dia 26, a batalha de ontem transcorreu sem incidentes e acolheu cerca de 300 pessoas. Fruto da reunião que ocorreu mais cedo, três viaturas da GCM acompanhavam a movimentação dos participantes a um quarteirão de distância e profissionais do Consultório na Rua (programa de redução de danos da Prefeitura) distribuíam folhetos com orientações sobre uso de drogas.

Cientes das principais reclamações a respeito do evento, os organizadores se colocam abertos para negociar junto à comunidade a respeito do barulho e demais problemas, como consumo de álcool e entorpecentes, no entanto, reforçam a legitimidade da Batalha da Matrix. “As regras estabelecem que é proibido o uso de drogas, pichar, mas, infelizmente, uma minoria acaba não respeitando e manchando o movimento”, acredita o jovem Maurício Yaginuma, 19 anos. “Só queremos ser respeitados e o fim da opressão. Nossa meta é transformar a praça em polo cultural, com mais atividades, como grafite, oferta de livros, além das batalhas de rap”, completa.

Por meio de nota, a administração informou que as reuniões têm o “intuito de fortalecer relação pacífica entre agentes, artistas e sociedade. Desta forma, será finalizada proposta que contemple as necessidades da batalha e, ao mesmo tempo, estabeleça boa convivência com o entorno.”

A SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que instaurou inquérito para apurar se houve irregularidade na ação policial do dia 26, que terminou com jovens feridos. O procedimento atende pedido do coordenador Estadual do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Ariel de Castro Alves, junto à Ouvidoria Geral de Polícia do Estado. 



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Diálogo garante Batalha da Matrix

Evento cultural voltou a ser realizado ontem, em S.Bernardo, após reunião entre jovens e Prefeitura; ação da PM será avaliada pela Corregedoria

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

03/02/2016 | 07:00


Passada uma semana do confronto envolvendo policiais militares, guardas civis municipais e jovens na Batalha da Matrix, o evento voltou a ser realizado ontem, na Praça da Matriz, no Centro de São Bernardo. Reunião envolvendo representantes do movimento e da Prefeitura deu início a processo de diálogo sobre a manutenção da festa, que já existe há três anos e reúne, em média, 500 pessoas. Outro encontro, dessa vez com a presença do prefeito Luiz Marinho (PT), está agendado para o dia 15.

Diferentemente do cenário de guerra relatado pelos jovens no dia 26, a batalha de ontem transcorreu sem incidentes e acolheu cerca de 300 pessoas. Fruto da reunião que ocorreu mais cedo, três viaturas da GCM acompanhavam a movimentação dos participantes a um quarteirão de distância e profissionais do Consultório na Rua (programa de redução de danos da Prefeitura) distribuíam folhetos com orientações sobre uso de drogas.

Cientes das principais reclamações a respeito do evento, os organizadores se colocam abertos para negociar junto à comunidade a respeito do barulho e demais problemas, como consumo de álcool e entorpecentes, no entanto, reforçam a legitimidade da Batalha da Matrix. “As regras estabelecem que é proibido o uso de drogas, pichar, mas, infelizmente, uma minoria acaba não respeitando e manchando o movimento”, acredita o jovem Maurício Yaginuma, 19 anos. “Só queremos ser respeitados e o fim da opressão. Nossa meta é transformar a praça em polo cultural, com mais atividades, como grafite, oferta de livros, além das batalhas de rap”, completa.

Por meio de nota, a administração informou que as reuniões têm o “intuito de fortalecer relação pacífica entre agentes, artistas e sociedade. Desta forma, será finalizada proposta que contemple as necessidades da batalha e, ao mesmo tempo, estabeleça boa convivência com o entorno.”

A SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que instaurou inquérito para apurar se houve irregularidade na ação policial do dia 26, que terminou com jovens feridos. O procedimento atende pedido do coordenador Estadual do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Ariel de Castro Alves, junto à Ouvidoria Geral de Polícia do Estado. 

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