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Varejo do Conjunto Anchieta resiste


Hugo Cilo
Do Diário do Grande ABC

28/11/2004 | 14:10


Apesar da situação de abandono do Conjunto Anchieta, em São Bernardo, o varejo de material elétrico e eletrônico resiste ao quadro de degradação, e junto com um restaurante que já formou uma clientela cativa sinaliza que o condomínio pode ser recuperado, mantendo vivo o comércio no complexo.

O conjunto dispõe de um mini-pólo de lojas de componentes eletrônicos, com 25 estabelecimentos. A tradição permite que o lucro dos empresários desse segmento se mantenha estável, enquanto lojas de outros setores baixam definitivamente as portas.

Paulo Henrique Mendonça, gerente da loja Eletrotel, uma das mais antigas do condomínio, afirma que o pólo resiste graças à persistência dos empresários e da tradição de bons serviços e preços baixos conquistada desde os anos 70.

"Enfrentamos pedintes, bandidos, prostitutas, usuários de drogas e falta de segurança e de estacionamento. Mesmo assim, poucas lojas fecharam e algumas delas não foram por falta de movimento, mas por questões próprias, como morte na família", afirma um comerciante que não quis se identificar por temer represálias.

Potencial – O zelador do conjunto, Anderson Vilela, confirma o potencial do mercado de eletrônica e afirma que, se não fosse pelas lojas do segmento, o Conjunto Anchieta já teria fechado. "Os balcões estão sempre cheios e os clientes costumam ser fiéis", diz.

Outro exemplo de negócio que deu certo no Conjunto Anchieta é o Restaurante Feijão de Corda. Embora tenha iniciado as atividades há poucos meses, o restaurante lota mesmo em dias de movimento fraco. "Eles têm clientes fixos. A proximidade com o Terminal de Ônibus faz do restaurante uma exceção dentro do Conjunto Anchieta", conta Vilela.

Para o presidente da Acisbec, Valter Moura, embora o mercado de eletrônica e o restaurante ainda mantenham o conjunto vivo, o prédio terá de passar por reformulações para que o comércio diversificado seja restabelecido. "Ou se investe de forma consciente ali ou não vejo um futuro bom para o lugar. Apesar do local privilegiado, só uma reforma pode estimular a abertura de novas lojas", analisa Moura.

História – O projeto de construir uma fonte horizontal de emprego e renda no mais agitado Centro de São Bernardo era um dos mais ousados projetos do falecido empresário Jorge Haad Skaf. Em 1961, o prédio foi erguido para servir de conjunto comercial nos três primeiros pisos, e residencial do terceiro ao décimo andar.

Os sonhos de Skaf, no entanto, foram barrados no quarto andar pela ditadura militar, a partir de 1964. A instabilidade econômica causada pelo golpe elevou a inflação a índices fora de controle. Era o pior cenário possível para continuar a obra. O futuro era incerto e empresas começaram a fechar as portas.

Os danos na economia deixaram marcas nas finanças da família Skaf. Da década de 60 aos dias de hoje, pouca coisa mudou. "Fizemos várias reformas com dinheiro do nosso bolso. Pintura e pequenos reparos tiveram de ficar por nossa conta", reclama um comerciante que não quis se identificar.

Segurança – O Diário encaminhou à chefia de Comunicação Social da Polícia Militar as queixas de falta de segurança na rua José Pelosini, onde fica o Conjunto Anchieta, e na Praça Brasilitália, em frente do complexo. O Comando da Polícia Militar informou, por meio da assessoria de imprensa, que a região Central de São Bernardo tem base comunitária móvel e que sete policiais de bicicleta e duas patrulhas integradas fazem a ronda no Centro, além de haver um policiamento de quadrilátero. O Comando da PM informou ainda que até o momento não havia recebido reclamações de falta de segurança na área da rua José Pelosini e imediações.



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