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MP vai chamar Ovando novamente


Sergio Kapustan
Do Diário do Grande ABC

01/07/2005 | 08:03


O secretário de Habitação de Mauá, Altivo Ovando Junior, será intimado novamente pelo Ministério Público para depor. Promotores do Gaerco (Grupo de Atuação e Repressão ao Crime Organizado) do ABC querem saber a razão de Ovando ter voltado atrás, em entrevista à rádio CBN, e não ter confirmado a denúncia de que integrantes do PT exigiram em 2000 o pagamento de propina ao grupo Peralta Investimentos e Participações para liberação da construção de um shopping center na cidade, conforme havia relatado durante depoimento em fevereiro.

Segundo o promotor Amaro José Thomé Filho, Ovando Júnior pode estar sofrendo pressão ou ameaças. Se confirmar as ameaças, poderá requisitar à Justiça a instauração de inquérito policial e a prisão preventiva dos acusados por coação no curso do processo.

Em depoimento ao Gaerco, Ovando Junior disse que os petistas Valdemir Garreta (coordenador de Comunicação de campanha de Marta Suplicy e depois secretário de Comunicação) e José Mentor (líder de Marta na Câmara de São Paulo e hoje deputado federal) teriam exigido do grupo Peralta, no final de 2000, R$ 1,8 milhão para liberar a construção do Mauá Plaza Shopping.

O dinheiro seria destinado para as campanhas eleitorais a Prefeitura de Marta Suplicy (São Paulo) e Oswaldo Dias (Mauá). Na época, Ovando Junior era secretário de Habitação de Dias, candidato a reeleição, e teria acompanhado as negociações com o Grupo Peralta. Garreta e Mentor negam a denúncia. Conforme Ovando Junior, foi das mãos da gerente administrativa do grupo Peralta Edeline Leandro Moraes Barros que recebeu R$ 300 mil em dinheiro (em uma caixa lacrada) e R$ 300 mil em cheques. O pagamento, segundo Ovando Júnior, foi realizado na sede do grupo, em Cubatão.

Edeline e Ovando Junior estiveram no Ministério Público, frente a frente, em 2 de maio para acareação. A gerente negou conhecer o secretário e afirmou estar na presença Ovando pela primeira vez. Negou também que tenha entregue dinheiro ou cheque.

Na acareação, Ovando manteve a denúncia e afirmou que a gerente comparecia às reuniões sempre acompanhada de Armando Jorge Peralta, ex-sócio do grupo Peralta. “O que vale para nós é o depoimento que está no processo”, diz o promotor do Gaerco ao comentar a contradição de Ovando.

O Diário procurou Ovando Junior mas não obteve retorno. Em nota oficial, o Grupo Peralta negou a denúncia e afirmou que as contribuições que fez ao PT foram abertas aos promotores.



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MP vai chamar Ovando novamente

Sergio Kapustan
Do Diário do Grande ABC

01/07/2005 | 08:03


O secretário de Habitação de Mauá, Altivo Ovando Junior, será intimado novamente pelo Ministério Público para depor. Promotores do Gaerco (Grupo de Atuação e Repressão ao Crime Organizado) do ABC querem saber a razão de Ovando ter voltado atrás, em entrevista à rádio CBN, e não ter confirmado a denúncia de que integrantes do PT exigiram em 2000 o pagamento de propina ao grupo Peralta Investimentos e Participações para liberação da construção de um shopping center na cidade, conforme havia relatado durante depoimento em fevereiro.

Segundo o promotor Amaro José Thomé Filho, Ovando Júnior pode estar sofrendo pressão ou ameaças. Se confirmar as ameaças, poderá requisitar à Justiça a instauração de inquérito policial e a prisão preventiva dos acusados por coação no curso do processo.

Em depoimento ao Gaerco, Ovando Junior disse que os petistas Valdemir Garreta (coordenador de Comunicação de campanha de Marta Suplicy e depois secretário de Comunicação) e José Mentor (líder de Marta na Câmara de São Paulo e hoje deputado federal) teriam exigido do grupo Peralta, no final de 2000, R$ 1,8 milhão para liberar a construção do Mauá Plaza Shopping.

O dinheiro seria destinado para as campanhas eleitorais a Prefeitura de Marta Suplicy (São Paulo) e Oswaldo Dias (Mauá). Na época, Ovando Junior era secretário de Habitação de Dias, candidato a reeleição, e teria acompanhado as negociações com o Grupo Peralta. Garreta e Mentor negam a denúncia. Conforme Ovando Junior, foi das mãos da gerente administrativa do grupo Peralta Edeline Leandro Moraes Barros que recebeu R$ 300 mil em dinheiro (em uma caixa lacrada) e R$ 300 mil em cheques. O pagamento, segundo Ovando Júnior, foi realizado na sede do grupo, em Cubatão.

Edeline e Ovando Junior estiveram no Ministério Público, frente a frente, em 2 de maio para acareação. A gerente negou conhecer o secretário e afirmou estar na presença Ovando pela primeira vez. Negou também que tenha entregue dinheiro ou cheque.

Na acareação, Ovando manteve a denúncia e afirmou que a gerente comparecia às reuniões sempre acompanhada de Armando Jorge Peralta, ex-sócio do grupo Peralta. “O que vale para nós é o depoimento que está no processo”, diz o promotor do Gaerco ao comentar a contradição de Ovando.

O Diário procurou Ovando Junior mas não obteve retorno. Em nota oficial, o Grupo Peralta negou a denúncia e afirmou que as contribuições que fez ao PT foram abertas aos promotores.

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