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ONU defende associação global em favor do desenvolvimento


Da AFP

13/06/2004 | 19:56


O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, se pronunciou neste domingo, em São Paulo, por uma associação global em favor do desenvolvimento. Annan criticou os países ricos por não terem feito sua parte e pediu à sociedade civil que pressione seus governos para atingir esta meta. A declaração foi feita um dia antes do início da XI Unctad (Conferência da ONU para o Comércio e o Desenvolvimento).

O principal desafio é o da ajuda e isso depende "de uma associação global em favor do desenvolvimento", declarou Annan. Segundo ele, enquanto os países subdesenvolvidos, no geral, "estão fazendo sua parte", "o mesmo não se pode dizer dos mais ricos e mais poderosos, especialmente quando se trata de nivelar o sistema de comércio internacional e criar um grupo em favor de um ambiente econômico para o desenvolvimento".

"Por isso, precisamos que façam o que vocês fazem melhor... A vontade política arranca apenas quando há mobilização local e internacional do público", disse Annan, em uma reunião com representantes da sociedade civil. "Com seus votos, podem ter um impacto nas políticas", insistiu.

O comércio internacional e o desenvolvimento são os principais temas da XI Conferência da Unctad, organismo das Nações Unidas que defende uma integração mais justa dos países mais pobres do planeta na economia mundial. A Unctad, que vai comemorar seu 40º aniversário na capital paulista, reúne-se a cada quatro anos e conta com 192 ministros do Comércio do mundo inteiro.

A Conferência acontece em um momento considerado chave nas relações econômicas internacionais: com uma muito recente, mas significativa, reativação das relações entre países em desenvolvimento (bastante estimulada pelo Brasil) e um claro impasse entre estes países e os mais industrializados no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).

De acordo com o secretário-geral do organismo, Rubens Ricupero, usando as palavras do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, "a XI Unctad será conhecida como a reunião da nova geografia do comércio".

Além disso, o mais ambicioso objetivo da conferência será lançar uma rodada de negociações apenas entre os países em desenvolvimento, em paralelo à que acontece na OMC.

A Conferência também tentará arrancar concessões dos países do norte, diante dos quais insistirá, que apenas comércio não é suficiente para beneficiar as nações em desenvolvimento, ou combater a pobreza; também é necessário investimento e preparação destes países e de seus sistemas produtivos.

Neste domingo à noite, Brasil, Índia (representando os países em desenvolvimento), Estados Unidos, UE e Austrália se reúnem com o objetivo de destravar as difíceis negociações em agricultura na OMC, o tema mais delicado no comércio internacional.



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ONU defende associação global em favor do desenvolvimento

Da AFP

13/06/2004 | 19:56


O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, se pronunciou neste domingo, em São Paulo, por uma associação global em favor do desenvolvimento. Annan criticou os países ricos por não terem feito sua parte e pediu à sociedade civil que pressione seus governos para atingir esta meta. A declaração foi feita um dia antes do início da XI Unctad (Conferência da ONU para o Comércio e o Desenvolvimento).

O principal desafio é o da ajuda e isso depende "de uma associação global em favor do desenvolvimento", declarou Annan. Segundo ele, enquanto os países subdesenvolvidos, no geral, "estão fazendo sua parte", "o mesmo não se pode dizer dos mais ricos e mais poderosos, especialmente quando se trata de nivelar o sistema de comércio internacional e criar um grupo em favor de um ambiente econômico para o desenvolvimento".

"Por isso, precisamos que façam o que vocês fazem melhor... A vontade política arranca apenas quando há mobilização local e internacional do público", disse Annan, em uma reunião com representantes da sociedade civil. "Com seus votos, podem ter um impacto nas políticas", insistiu.

O comércio internacional e o desenvolvimento são os principais temas da XI Conferência da Unctad, organismo das Nações Unidas que defende uma integração mais justa dos países mais pobres do planeta na economia mundial. A Unctad, que vai comemorar seu 40º aniversário na capital paulista, reúne-se a cada quatro anos e conta com 192 ministros do Comércio do mundo inteiro.

A Conferência acontece em um momento considerado chave nas relações econômicas internacionais: com uma muito recente, mas significativa, reativação das relações entre países em desenvolvimento (bastante estimulada pelo Brasil) e um claro impasse entre estes países e os mais industrializados no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).

De acordo com o secretário-geral do organismo, Rubens Ricupero, usando as palavras do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, "a XI Unctad será conhecida como a reunião da nova geografia do comércio".

Além disso, o mais ambicioso objetivo da conferência será lançar uma rodada de negociações apenas entre os países em desenvolvimento, em paralelo à que acontece na OMC.

A Conferência também tentará arrancar concessões dos países do norte, diante dos quais insistirá, que apenas comércio não é suficiente para beneficiar as nações em desenvolvimento, ou combater a pobreza; também é necessário investimento e preparação destes países e de seus sistemas produtivos.

Neste domingo à noite, Brasil, Índia (representando os países em desenvolvimento), Estados Unidos, UE e Austrália se reúnem com o objetivo de destravar as difíceis negociações em agricultura na OMC, o tema mais delicado no comércio internacional.

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